Ibovespa vira no fim e consegue fechar o dia em leve alta; dólar e juros seguem Wall Street e recuam forte
A bolsa brasileira passou a maior parte do dia indo na contramão do apetite por risco visto no exterior, mas acabou fechando no azul no último segundo
Foi aos 45 minutos da prorrogação, mas o Ibovespa conseguiu acompanhar Nova York e fechar no azul - mas foi por muito pouco.
O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em leve alta de 0,05%, aos 122.700 pontos, depois de passar a maior parte do dia operando em leve queda.
Em Wall Street, os ganhos foram mais confortáveis, com os investidores revertendo a reação negativa vista ontem após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve. O Dow Jones avançou 0,55%, o S&P 500 subiu 1,06% e o Nasdaq teve alta de 1,77%. O retorno dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, recuaram, favorecendo os negócios.
No Brasil, o câmbio também contou com o reforço da aprovação da Medida Provisória que abre caminho para a privatização da Eletrobras e também dos bons números da arrecadação federal no mês de abril - R$156,8 bilhões, uma alta de 45,22% na comparação com o mesmo período do ano passado. O dólar à vista fechou o dia com um recuo de 0,73%, a R$ 5,2771.
Acompanhando o câmbio e o movimento externo, também tivemos um dia de correção no mercado de juros futuros. Confira as taxas do dia:
- Janeiro/2022: de 5,00% para 4,99%
- Janeiro/2023: de 6,83% para 6,75%
- Janeiro/2025: de 8,34% para 8,23%
- Janeiro/2027: de 8,92% para 8,82%
Chama o VAR
Ontem, a sinalização de que alguns membros do Federal Reserve gostariam de começar a discutir a política de compra de ativos que atualmente está em vigor deixou uma pulga atrás da orelha do mercado. Seria esse o sinal de que a política monetária pode mudar em breve?
Leia Também
As bolsas acabaram terminando o dia no vermelho, mas hoje essa leitura mudou. Os investidores, pelo menos por hoje, compraram o discurso de que o Federal Reserve não deve elevar os juros antes de 2023 e focaram em números mais concretos, deixando de lado as incertezas levantadas na véspera.
A principal divulgação do dia, com os números que ajudaram Wall Street a se firmar no azul, vieram do mercado de trabalho. Os pedidos de auxílio desemprego dos Estados Unidos caiu 34 mil, para 444 mil pedidos, segundo dados ajustados do Departamento de Trabalho americano. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que previam 452 mil solicitações, de acordo com o The Wall Street Journal.
No ataque
Durante a madrugada, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) que viabiliza a privatização da Eletrobras. O tema segue agora para o Senado.
Se a MP passar sem alterações no Senado, seguirá para sanção presidencial. Caso contrário, retornará à Câmara. Os senadores deverão correr se quiserem a proposta aprovada logo, tendo em vista que a validade da medida provisória expira em 22 de junho. Caso o texto 'caduque' o governo não poderá mandar outro com o mesmo tema neste ano.
Os agentes do mercado financeiro são amplamente favoráveis à privatização e o andamento da pauta traz otimismo aos negócios. Agora, a expectativa é pelo avanço de outros temas sensíveis e importantes para o mercado - como as reformas administrativa e tributária.
Na ponta de cima da tabela, a BRF brilhou. Segundo a economista da Toro Investimentos Thayná Vieira, os investidores reagiram à sinalização de que a companhia vem buscando oportunidades de ampliar sua atuação localmente no mercado da China.
Destaque positivo também para os papéis de Localiza e Unidas. O mercado reagiu de forma positiva ao anúncio de que o Cade irá analisar com mais profundidade a proposta de fusão e tem perspectivas favoráveis para o setor com a retomada da economia.
Confira os principais destaques do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 23,34 | 5,99% |
| LCAM3 | Locamérica ON | R$ 26,30 | 5,16% |
| RENT3 | Localiza ON | R$ 62,19 | 4,07% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 31,73 | 3,76% |
| BRML3 | BR Malls ON | R$ 11,07 | 3,75% |
Gol contra
A CPI da Covid-19 segue de pano de fundo. Os depoimentos movimentam as redes sociais e esquentam o clima em Brasília, mas pouco fazem preço na bolsa. Pode até ser que o tema não ande atrapalhando, mas também não ajuda.
Ontem, Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, passou mal e o depoimento foi retomado hoje. Pazuello é peça-chave na investigação, já que comandava a pasta durante o colapso do sistema de saúde em Manaus.
Mas o que pesou mesmo contra o Ibovespa e que dificultou a virada foram as commodities. Com o recuo do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional, as empresas do setor acompanharam o movimento. Com grande peso no Ibovespa, qualquer movimentação negativa dessas empresas mexe com os negócios.
Também tivemos um movimento de realização no setor elétrico, após as companhias subirem em antecipação à votação da MP de privatização da Eletrobras. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARIAÇÃO |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 63,06 | -4,37% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 15,07 | -3,40% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 34,28 | -3,35% |
| ELET6 | Eletrobras PNB | R$ 41,00 | -3,32% |
| UGPA3 | Ultrapar ON | R$ 19,74 | -2,90% |
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
