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Alexandre Negrão
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Alexandre Negrão
CEO da Aeris Energy (AERI3), maior produtora de pás eólicas da América Latina
2021-04-09T17:35:05-03:00
Alexandre Negrão, CEO da Aeris

O que diz o CEO da Aeris: A bola e a vez do mercado de energia eólica no Brasil e no Mundo

A energia gerada pelos ventos já é a segunda maior fonte do país e, em dias de recorde, chegou a atender até 17% do país durante todo o dia

8 de abril de 2021
6:08 - atualizado às 17:35
Alexandre Negrão
Alexandre Negrão, CEO da Aeris - Imagem: Distribuição/Instagram

Quando olhamos para 2020 sob a perspectiva do legado que o mercado de energia limpa está ajudando a construir, é possível perceber que o momento marca um ponto de inflexão na história.

Foi o ano em que tivemos recorde de novas instalações de parques eólicos e, talvez, tenha sido um dos mais relevantes momentos do processo de transição energética e de uma agenda séria com o compromisso com um futuro descarbonizado.

2020 foi o melhor ano já registrado para o setor mundialmente. Segundo o novo relatório do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), a energia eólica cresceu 53% em relação ao ano anterior, adicionando 93 GW de energia gerada pela força dos ventos, acumulando uma capacidade total de 743 GW.

E o Brasil não está fora desta grande empreitada mundial. Ao contrário. Os maiores mercados do mundo em 2020, do ponto de vista de novas instalações foram, respectivamente, China, EUA, Brasil, Holanda e Alemanha.

Os cinco somados representaram 80,6% do total do ano passado, 10% maior que 2019. Naquele ano, no ranking de novas instalações, o Brasil não figurava sequer entre os 10 colocados. Hoje, estamos na 7ª colocação.

Segundo o relatório, o país foi, sozinho, responsável por adicionar 2,297 gigawatts de capacidades com novas instalações, acumulando 17,750 GW. E aqui fica uma perspectiva bastante positiva: até 2025, é esperado que Brasil, Chile, México, Argentina e a Colômbia sejam os cinco principais mercados contribuintes na América Latina.

Nós, da Aeris Energy, vamos continuar trabalhando para contribuir com o avanço na energia eólica no país, afinal, a expectativa é que a demanda por aerogeradores e equipamentos para a construção de parques eólicos continue aquecida pelos próximos 10 anos.

Para se ter uma ideia do que está por vir, o Brasil deverá ter uma adição de cerca de 4 gigawatts por ano. E o Plano de Desenvolvimento Econômico do Governo prevê que, em 2029, sejam instalados mais 25.5 GW. Já o Plano Nacional de Energia projeta 110 a 195 GW até 2050, números que representam toda a capacidade de energia gerada hoje pela matriz principal.

Segundo dados Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a energia gerada pelos ventos já é a segunda maior fonte de energia do país e, em dias de recorde, chegou a atender até 17% do país durante todo o dia. Além de renovável, não polui, possui baixo impacto ambiental e contribui para que o Brasil cumpra seus objetivos no Acordo do Clima.

Muito mais do que os bons resultados e perspectivas para o mercado eólico, esta soma de fatores vai ajudar o mundo a evitar a emissão de mais de 1,1 bilhão de toneladas de CO2 por ano na atmosfera, número equivalente às emissões anuais de carbono de todo o continente sul-americano.

Nesse caminho para o futuro do setor elétrico mundial descarbonizado, capaz de frear mudanças climáticas, a energia eólica exerce importante papel.

Segundo o Global Wind Energy Council, para chegarmos nessa meta, os países deverão instalar pelo menos 180 GW de nova capacidade eólica a cada ano, com o objetivo de limitar o aquecimento do planeta em menos de 2ºC até o final do século.

Já para alcançarmos a neutralidade do Carbono até 2050, o investimento em novas instalações precisará ser três vezes maior ao registrado no último ano – algo em torno de 280 GW por ano.

Apesar de desafiador, o cenário mostra também que bons ventos estão por vir para o mercado eólico. Ainda que já esteja em alta, o setor deve vislumbrar um movimento bastante positivo para os próximos anos.

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