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O protagonismo nordestino na recuperação da economia

O mercado imobiliário tem sido um dos setores que mais rapidamente reagem à grave crise desencadeada pela covid-19

17 de março de 2021
5:34 - atualizado às 14:41
Construção edifício prédio incorporadora
Prédio em construção - Imagem: Shutterstock

Em 2020, conforme dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram vendidas 34.019 unidades residenciais na Região Nordeste, ante 22.719 em 2019, representando aumento de 49,7%.

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O volume significa 18% do total nacional, de 189.857 unidades. Trata-se do segundo maior índice de crescimento anual, atrás apenas do Norte (50,1%) e o terceiro maior volume de comercialização, seguindo-se ao Sudeste (95.720) e Sul (38.160). 

No que diz respeito às unidades lançadas em 2020, na comparação com 2019 houve queda no Sudeste (-20,9%), Sul (-32,7%) e Nordeste (-9,6). Observou-se crescimento de 24,7% no Centro-Oeste e 9,7% no Norte. Nacionalmente, a diminuição foi de 17,8%. Entendemos que a retração tenha refletido, no primeiro semestre, o impacto da pandemia da Covid-19. 

Olhando apenas para os números do mercado nordestino, porém, é possível identificar forte tendência de recuperação: no primeiro trimestre, registraram-se 4.019 lançamentos.

Porém, nos últimos três meses do ano, foram 7.274, significando aumento de 2,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 11,3% na comparação com o mesmo período de 2019, com destaque para a cidade do Recife, hoje nossa maior praça de atuação, que registrou crescimento de 3.000% comparado ao quarto trimestre de 2019.

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As 21.257 unidades lançadas no Nordeste em 2020 representam 14% do total nacional, de 151.782. A região ficou à frente do Norte e do Centro-Oeste,  em linha com o Sul e atrás do Sudeste. 

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Os números corroboram estudo que encomendamos na Moura Dubeux à Urban System, abrangendo as cinco localidades nas quais atuamos, que são Salvador, Recife, Fortaleza, Maceió e Natal. Esses municípios, somados, representam metade do mercado referente à cidade de São Paulo. É uma proporção que pouca gente conhece, mas bastante expressiva.

São estatísticas que refletem aspectos positivos da economia do Nordeste, onde existem numerosas empresas de grande porte, inclusive de operação globalizada, setor de serviços sofisticado, bem-estruturado e mercado consumidor consistente. Numerosos empreendimentos imobiliários são de alto padrão e a maioria é vendida rapidamente. Há casos de lançamentos que esgotam em uma ou duas semanas. 

Se considerarmos um período longo (de janeiro de 2006 a setembro de 2020), o que confere mais consistência ao dado, veremos que o setor imobiliário regional é sustentável do ponto de vista comercial. É o que se observa nos exemplos relativos ao número médio de unidades comercializadas mensalmente, de 258 em Fortaleza, 148 em Recife, 114 em Salvador e 50 em Natal.

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Não é sem razão, considerando todos os números do mercado regional, que a Moura Dubeux, líder na região, detentora do market share nas cidades de Recife, Fortaleza, Natal e pronta para assumir tal posição em Salvador, tenha alcançado valor de vendas no quarto trimestre de 2020 de R$ 305 milhões, contra R$ 204 milhões em igual período de 2019, com avanço significativo de 49,8%, e os mesmos R$ 305 milhões no trimestre imediatamente anterior, o que representou venda média mensal de R$ 100 milhões por mês nos últimos 6 meses do ano.

Números estes, que, se anualizados, levarão a companhia a retomar patamar de vendas acima de R$ 1 bilhão. De modo coerente com o mercado nacional e o regional, o período foi de recuperação. Considerando que, no total de 2020, nossas vendas foram de R$ 779 milhões, com crescimento de 2,2% em relação aos R$ 762 milhões registrados em 2019, num reflexo direto da pandemia.

Em 2021, já iniciamos nosso ciclo de lançamentos e estimamos alcançar valor geral de venda consideravelmente maior que os R$ 791 milhões do ano de 2020 — estes, somente lançados a partir do segundo semestre.

O mercado imobiliário tem sido um dos setores que mais rapidamente reagem à grave crise desencadeada pela covid-19. Em meio à tristeza pelas perdas humanas e aos danos às empresas e empregos, muita gente tem procurado a segurança do setor como alternativa de investimento, considerando, também, a queda da renda fixa decorrente da mais baixa taxa básica de juros de todos os tempos.

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Vida de qualidade é outro fator de estímulo à compra de residências em locais mais aprazíveis, num momento no qual o home office, consolidado como modelo por número crescente de empresas, permite que se more mais longe das organizações empregadoras.

Em 2021, à medida que avance a vacinação contra o novo coronavírus e, tomara, com a realização das reformas estruturais (tributária e administrativa) no Congresso Nacional, o mercado imobiliário será um dos que continuarão contribuindo de modo significativo para a recuperação da economia brasileira. Seu segmento relativo ao Nordeste é protagonista nesse processo.

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