BRB entra na mira da CVM — e nova investigação não tem nada a ver com o Banco Master, segundo jornal
Todo o comando do Banco de Brasília está sendo processado pela autarquia por irregularidades financeiras; entenda

O Banco de Brasília (BRB) voltou aos holofotes do mercado financeiro, mas dessa vez não foi por causa da compra do Banco Master.
Segundo informações do colunista Rennan Setti, do jornal O Globo, diretoria e membros do conselho de administração do BRB estão sendo processados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em publicação nesta segunda-feira (14), a coluna afirma que o processo ainda não é público, mas trata de “possíveis irregularidades na convocação da assembleia de acionistas e no envio das demonstrações financeiras do banco referentes ao ano passado”.
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Todos os diretores do BRB e o presidente do banco, Paulo Henrique Bezerra Costa, estão sendo processados pela CVM.
O momento não poderia ser mais inoportuno.
Depois de meses de análise e negociação, o banco estatal de Brasília tenta fechar a compra de um pedaço relevante do Banco Master, uma instituição financeira considerada controversa pelo mercado financeiro.
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Reveses para o BRB
No final de junho, a Folha de S.Paulo noticiou que a fatia que o BRB pretende adquirir do Master será menor do que o informado anteriormente — que já era a segunda versão da proposta.
Uma das razões para a revisão dos ativos a serem adquiridos seriam problemas de documentação dos vários ativos e passivos do Banco Master.
Para enviar a documentação de compra ao Banco Central, o BRB já tinha aumentado os ativos excluídos da compra de R$ 23 bilhões para R$ 33 bilhões. Dívidas de maior risco e menor liquidez, como precatórios e algumas operações de crédito do Master, saíram da compra.
Entretanto, uma nova revisão estaria em andamento, segundo o jornal.
Recentemente, o presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, informou que o time de análise da instituição pediu mais informações para concluir o processo de compra do Master pelo BRB.
Em tese, falta apenas o parecer do BC para que o BRB possa comprar parte do Banco Master.
Em junho, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a compra sem restrições ou remédios.
Próximos passos da compra do Banco Master pelo BRB
O BRB entregou o documento final com a proposta de compra ao BC em junho. A autarquia tem 360 dias para analisar e decidir se libera ou não o negócio.
Desde o anúncio da compra, o BRB precisou revisar a oferta várias vezes, ajustando os termos da operação para reduzir os riscos e garantir que a aquisição coubesse no orçamento do banco estatal.
O novo processo da CVM contra a alta cúpula do Banco de Brasília não tem relação direta com a compra do banco privado. As operações devem andar de forma separada.
Procurado pela coluna de O Globo, o BRB disse que ainda não teve acesso ao processo da comissão e que irá “se manifestar no momento oportuno.”
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