Braskem (BRKM5) volta ao centro da crise em Maceió com ação que cobra R$ 4 bilhões por desvalorização de 22 mil imóveis
Pedido judicial coletivo alega perdas imobiliárias provocadas pela instabilidade geológica em cinco bairros da capital alagoana, diz site

A história começa com rachaduras nas paredes. Depois, vieram os barulhos estranhos vindos do chão. Aos poucos, ruas inteiras começaram a ser esvaziadas, prédios condenados, e famílias obrigadas a deixar para trás suas casas, suas memórias e seu patrimônio.
Seis anos depois do colapso geológico que destruiu parte de Maceió, a petroquímica Braskem (BRKM5) volta a ser alvo de uma ofensiva na justiça.
Segundo informações do site UOL, uma ação coletiva protocolada na Justiça de Alagoas cobra R$ 4 bilhões de indenização pela desvalorização de 22 mil imóveis nos bairros afetados.
- E-BOOK GRATUITO: O evento “Onde Investir no 2º Semestre” reuniu as melhores apostas para a segunda metade de 2025 — baixe o resumo com todos os destaques
A medida não é isolada. É mais um desdobramento de uma crise que se arrasta desde 2018, quando a mineração de sal-gema pela empresa provocou o afundamento do solo em cinco bairros da capital alagoana.
O colapso de 2018 e as consequências para Maceió
No ano de 2018, moradores começaram a relatar tremores e rachaduras nas estruturas dos imóveis. O Serviço Geológico do Brasil confirmou que os danos estavam ligados à extração de sal-gema em poços subterrâneos operados pela Braskem.
A atividade provocou instabilidade geológica grave, levando ao colapso parcial do subsolo.
Leia Também
Bairros inteiros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol foram afetados, forçando a remoção de mais de 60 mil pessoas de suas casas.
A empresa suspendeu a extração na região e firmou acordos com autoridades locais e o Ministério Público para realizar o fechamento dos poços e indenizar os moradores afetados.
Ação contra a Braskem tem foco na desvalorização dos imóveis
A nova ação coletiva tem foco diferente dos processos anteriores. Em vez de tratar de indenizações individuais, ela mira o impacto econômico sobre o valor de mercado dos imóveis remanescentes, mesmo aqueles que não chegaram a desabar.
De acordo com a ação, a Braskem teria causado uma “quebra sistêmica da confiança no mercado imobiliário local”, o que teria derrubado os preços dos imóveis em toda a região.
A petição estima que, ao longo dos últimos anos, cerca de R$ 4 bilhões em valor patrimonial tenham sido perdidos pelos proprietários.
Segundo o UOL, o documento destaca que Maceió teve uma das maiores valorizações imobiliárias do país nos últimos anos.
No entanto, a queda de preço seria contraditória, relata a ação. O motivo seria a capital alagoana figurar, desde 2023, no topo do FipeZap (índice que mede a variação dos preços de imóveis residenciais e comerciais no Brasil).
Em nota à imprensa, a companhia afirmou que tomou conhecimento da ação pela mídia e que ainda não foi citada formalmente pela Justiça.
A empresa disse ainda que “tem atuado com responsabilidade e vem cumprindo todas as obrigações assumidas nos acordos firmados com as autoridades públicas e com a população atingida em Maceió”.
- VEJA MAIS: Já está no ar o evento “Onde investir no 2º semestre de 2025”, do Seu Dinheiro, com as melhores recomendações de ações, FIIs, BDRs, criptomoedas e renda fixa
O que vem pela frente?
O caso coloca novamente em destaque um dos maiores passivos ambientais e jurídicos enfrentados por uma companhia brasileira nos últimos anos.
Além dos acordos já firmados, que envolvem bilhões de reais pagos a famílias e ao poder público, a Braskem continua sujeita a novos desdobramentos.
Neste cenário, essa nova frente judicial pode reacender dúvidas entre investidores quanto ao tamanho final da conta.
Enquanto isso, as ações BRKM5 operam sob pressão, refletindo o receio do mercado com possíveis impactos financeiros adicionais. Nesta sexta-feira (11), por exemplo, os papéis fecharam em queda de 1,91%, cotados a R$ 9,76. No ano, a queda acumulada é de 15,7%.
A novela do afundamento segue, e a Justiça — mais uma vez — será palco do próximo capítulo.
AGENTES DE IA
O próximo concorrente de Visa e Mastercard pode não ser um banco, mas uma inteligência artificial
5 de setembro de 2026 - 14:55BENEFÍCIOS
A próxima batalha dos bancos é pelo mercado de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA)
5 de setembro de 2026 - 13:22PERDEU O ENTUSIASMO
Intelbras (INTB3): ação ainda pode subir 22%, mas JP Morgan já não recomenda compra; confira os motivos
4 de setembro de 2026 - 17:42GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?