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Guilherme Castro Sousa

INVESTIMENTO RESPONSÁVEL

Carteira ESG: sai Mercado Livre (MELI34), entra Rede D’Or (RDOR3); veja as escolhas do BTG que aliam lucro e sustentabilidade em julho

A seleção do BTG Pactual aposta em ativos com valuation atrativo e foco em temas ambientais, sociais e de governança — e traz novidades importantes para o investidor ESG neste mês

Guilherme Castro Sousa
15 de julho de 2025
18:41
esg economia verde sustentabilidade
Muda nascendo, com vários logos ao redor, representando investimentos ESG. - Imagem: iStock.com/ArtRachen01

Para quem quer unir lucro e sustentabilidade, a carteira ESG do BTG Pactual chega com novidade em julho. O Mercado Livre (MELI34) dá adeus à lista de papéis selecionados, abrindo espaço para a entrada da Rede D’Or (RDOR3).

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Segundo o relatório do banco, após a queda recente das ações, a gigante da saúde apresenta um ponto de entrada atrativo. A perspectiva de crescimento segue sustentada por aquisições, projetos com o Bradesco, expansão de margem e aumento nos lucros.

Além dos fundamentos financeiros, o BTG avalia positivamente o plano ESG da Rede D’Or. O relatório destaca desde os objetivos de redução do consumo de recursos naturais até o fortalecimento do cuidado centrado no paciente.

As 10 ações ESG recomendadas pelo BTG para julho

Confira abaixo as 10 ações que compõem a carteira ESG de julho do BTG Pactual, com os principais motivos levantados pelo banco para inclusão ou permanência no portfólio.

Rede D’Or (RDOR3)

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A Rede D’Or estreia na carteira ESG do BTG após uma correção no preço das ações, devido à revisão do plano de expansão da companhia para 2025–2028. O BTG, no entanto, vê esse ajuste como pontual e mantém sua convicção na tese de longo prazo da empresa.

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A expectativa é de uma recuperação gradual dos lucros já a partir de 2025, com crescimento anual mínimo de 15% por pelo menos dez anos. A ação negocia a aproximadamente 14 vezes o P/L projetado para 2026.

ESG em destaque:

  • Ambiental: corte no consumo de água e energia, redução de emissões e reciclagem ampliada.
  • Social: cuidado centrado no paciente com ênfase em inovação e educação como pilares estratégicos.

Itaú (ITUB4)

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O Itaú segue firme na carteira ESG, mesmo diante do cenário de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e da valorização significativa de suas ações em 2025. O BTG reforça a atratividade do papel, destacando sua execução sólida e consistência no alinhamento com a agenda ESG.

A gestão demonstra otimismo com a capacidade de melhorar a eficiência no varejo e cortar custos de atendimento.

ESG em destaque:

  • Ambiental: meta de reduzir 50% das emissões de escopo 3 até 2030 e alcançar a neutralidade até 2050.
  • Social: relacionamento transparente com clientes, foco no NPS e investimentos em educação financeira.
  • Governança: um dos bancos mais bem geridos do país, com padrões elevados.

Nubank (ROXO34)

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Mesmo com performance inferior à de outros bancos em 2025, o Nubank permanece na carteira pelo quarto mês seguido. O BTG aposta na retomada do crescimento com o aumento das transações no cartão de crédito e maior tração em produtos como Pix e crédito.

ESG em destaque:

  • Inclusão financeira: democratização do acesso aos serviços bancários.
  • Tecnologia: soluções escaláveis e de baixo atrito.
  • Diversidade: cultura organizacional inclusiva e políticas ativas de equidade.

Copel (CPLE6)

A Copel mantém seu espaço na carteira ao mostrar resultados sólidos após a privatização. A migração para o Novo Mercado e a nova política de dividendos tornam o papel mais previsível e atraente.

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Negociada com TIR real de 10,5% e dividend yield médio esperado de 10,2% até 2028, a Copel entrega retorno competitivo com forte alinhamento ESG.

ESG em destaque:

  • Ambiental: 100% da energia gerada em 2024 vem de fontes renováveis.
  • Social: investimentos em capacitação e segurança.
  • Governança: práticas mais robustas desde a privatização em 2023.

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial continua como uma das favoritas na carteira ESG. Com uma TIR real de 10,6% e duration superior a 10 anos, é considerada proteção eficiente contra a inflação, especialmente em um cenário de economia desaquecida.

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ESG em destaque:

  • Ambiental: ações concretas de descarbonização e restauração ambiental.
  • Social: programas como o E+Comunidade, que já alcançou 300 mil pessoas com educação sobre uso de energia.
  • Governança: forte integridade e atendimento digital que escala nacionalmente.

Orizon (ORVR3)

A Orizon segue como destaque entre as small caps. Após levantar R$ 635 milhões em uma oferta subsequente em maio, a companhia reduziu a alavancagem de 3,1x para 1,69x dívida líquida/EBITDA, ganhando fôlego para avançar na expansão e na estratégia de biometano.

ESG em destaque:

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  • Impacto direto: soluções para gestão de resíduos.
  • Práticas internas: foco em segurança, diversidade e capacitação dos colaboradores.

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela se mantém no portfólio graças à combinação de valuation atrativo, fundamentos robustos e execução consistente. No 1T25, registrou crescimento de 41% nas vendas e ampliou sua exposição ao Minha Casa Minha Vida via Vivaz e joint ventures como Cury e Plano&Plano, que já respondem por 40% do lucro.

ESG em destaque:

  • Estratégia estruturada em quatro pilares: governança, meio ambiente, pessoas e inovação.

Lojas Renner (LREN3)

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Apesar da valorização de 49% no ano, a Renner ainda tem espaço para crescer. A companhia mostrou desempenho forte no 1T25 e a base de comparação fraca sugere continuidade positiva no 2T25. Mesmo com um ambiente competitivo, a empresa combina dividendos, crescimento de lucro e estrutura de capital sólida.

ESG em destaque:

  • Governança madura e atenção à sustentabilidade no varejo de moda.

Cosan (CSAN3)

A Cosan se mantém na carteira mesmo com alta alavancagem. A nova gestão vem acelerando medidas para fortalecer o balanço. Com o desconto da holding em 44%, o papel combina alto risco com grande potencial de retorno.

ESG em destaque:

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  • Estratégia climática integrada à visão ESG 2030.
  • Investimentos em energias renováveis, inovação e mapeamento de riscos climáticos.
  • Mapeamento de riscos físicos e de transição com integração ao risco corporativo.
  • Fortalecimento de ativos resilientes e investimento em soluções de baixo carbono.

Rumo (RAIL3)

Depois de um início de ano mais fraco, a Rumo ganhou tração em maio e junho com volumes robustos e frete rodoviário em alta. Negociada a 7x o EV/EBITDA estimado para 2025, ainda tem valuation atrativo e potencial de valorização.

ESG em destaque:

  • Ambiental: redução das emissões por TKU com a expansão ferroviária.
  • Governança e social: foco em eficiência, segurança, inovação e atuação comunitária.

Confira a lista completa de recomendações com potencial de alta segundo o BTG Pactual:

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EmpresaCódigoSetorPotencial de Alta (%)
CosanCSAN3Energia/logística260,5%
RumoRAIL3Logística (ferrovias)46,0%
EquatorialEQTL3Energia39,7%
Rede D’OrRDOR3Saúde36,1%
CopelCPLE6Energia26,4%
CyrelaCYRE3Construção civil26,0%
Lojas RennerLREN3Varejo17,6%
ItaúITUB4Bancário13,5%
NubankROXO34Fintech9,1%
OrizonORVR3Gestão de resíduos8,6%

Metodologia da carteira

A carteira ESG do BTG Pactual segue uma metodologia que combina análise fundamentalista com critérios ESG. O processo envolve:

  • Identificação de 8 temas macroeconômicos relevantes para a América Latina, como economia de baixo carbono, energia limpa, digitalização, gestão de resíduos, governança e diversidade.
  • Seleção de empresas com boas práticas ESG ou modelos de negócio que se beneficiam desses temas.

A partir desse universo, a equipe do BTG fez uma triagem, priorizando companhias com melhores padrões ESG. Entre essas, foram escolhidas 10 ações com recomendação de compra pelos analistas e com momentum positivo. A carteira é revisada mensalmente.

Vale destacar que uma empresa com padrões ESG ainda baixos pode ser incluída na carteira caso apresente um valuation atrativo e esteja se movendo para fechar esse gap.

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