É hora de adicionar SLC Agrícola (SLCE3) na carteira e três analistas dizem o que chama atenção nas ações
As recomendações de compra das instituições vêm na esteira do Farm Day, evento anual realizado pela companhia

A SLC Agrícola (SLCE3) não vive os melhores dias na bolsa. No último mês, as ações da companhia caíram mais de 2,20%. Porém, a empresa pode estar em vias de virar o jogo.
Na visão do Itaú BBA, BB Investimentos e Empiricus Research, os papéis da SLC Agrícola estão descontados demais e é hora de adicioná-los na carteira.
As avaliações das instituições vêm na esteira do Farm Day, evento anual realizado pela companhia, onde os principais executivos comentam sobre as perspectivas para as safras atuais e futuras.
Além disso, a SLC Agrícola também divulgou as atualizações acerca das iniciativas relacionadas à inovação e agricultura regenerativa.
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SLC Agrícola na visão dos analistas
Segundo o BB Investimentos, o desempenho das ações SLCE3 na bolsa foi prejudicado pela recente desvalorização do real frente ao dólar e pelo aumento do preço dos fertilizantes no mercado internacional.
Apesar disso, o banco segue otimista com os papéis, recomendando a compra e projetando um preço-alvo de R$ 24,90 para o fim deste ano — o que representa uma potencial de valorização de 37,11% em relação ao preço do fechamento desta sexta-feira (12), quando encerrou o pregão a R$ 18,16.
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O BB Investimentos não é o único a ver uma valorização de mais de 30%. O Itaú BBA avalia que a SLC Agrícola terá um desempenho acima dos pares no mercado, o que equivale à recomendação de compra. Além disso, estabelece um preço-alvo de R$ 25,00, indicando um potencial de valorização de 37,6%.
Já a analista Larissa Quaresma, da Empiricus Research, recomenda SLCE3 e indica que as ações negociam com desconto de aproximadamente 40% para o Valor Líquido dos Ativos (NAV) da companhia, que foram divulgados durante o evento.
Segundo a SLC Agrícola, o NAV registrado foi de R$ 14,6 bilhões, equivalente a R$ 32,9 por ação.
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Os planos da SLC Agrícola
Quem vem acompanhando o mercado nos últimos dias sabe que o mar das bolsas não está para peixes. Com o anúncio de tarifas aplicadas aos produtos brasileiros pelos EUA, uma série de setores são pressionados — e o alimentício está entre eles.
Porém, a SLC Agrícola tem planos que estão chamando a atenção dos analistas. Durante o evento Farm Day, a empresa destacou que vem experimentando um ciclo de crescimento focado em produtividade e rentabilidade desde 2017.
Para atingir a meta, a companhia tem buscado crescer em um formato asset light, ou seja, prioriza a atuação via arrendamento de terras de terceiros em vez de fazê-lo por meio de ativos próprios.
Além disso, a companhia compartilhou iniciativas em busca do aumento da eficiência na produção agrícola e da produtividade das terras, com destaque para o projeto de irrigação.
A SLC Agrícola informou a intenção de crescer a área irrigada em 3.360 hectares para a safra de 2025 e 2026 e em 33.795 hectares nos próximos anos, o que implica em um crescimento de 232% em relação à atual área física irrigada, segundo o BB Investimentos.
Com o aumento, a SLC Agrícola busca mitigar riscos climáticos e maximizar o uso da terra com a produção na segunda safra. O projeto terá foco nas fazendas localizadas na Bahia, onde tem grande oscilação de produtividade.
A iniciativa também leva a empresa a aumentar a estabilidade da produção, devido a uma menor dependência das condições climáticas, o que gera uma maior previsibilidade nos resultados, segundo o BB Investimentos.
Além disso, o Itaú BBA destaca que a estratégia de crescimento da SLC Agrícola é pragmática e foca em fatores controláveis em vez de depender apenas das previsões dos preços das commodities, que devem seguir pressionadas no mercado.
Já a Empiricus Research indica que, além da melhora de produtividade e da maior previsibilidade, os projetos da companhia também contribuem para a valorização de terras.
Desconto ou cilada?
Não são só os planos futuros da SLC Agrícola que animam os analistas.
Segundo o Itaú BBA, a companhia é uma das produtoras de menor custo no setor agrícola brasileiro e tem capacidade comprovada de entregar rendimentos acima da média, enquanto segue expandindo as operações.
O BB Investimento também avalia que a empresa deve seguir como um bom pagador de proventos.
Isso porque, na visão do banco, a SLC Agrícola busca manter o crescimento de área plantada e produtividade superior à média nacional, com forte geração de caixa, mas sem deixar de lado a distribuição de dividendos aos acionistas.
Além disso, a empresa prevê um aumento na demanda por soja e milho, impulsionado pelos biocombustíveis e proteínas animais, o que é visto como vantajoso pelos dois bancos.
Riscos no radar da SLC Agrícola
Apesar de chamar a atenção dos analistas, a SLC Agrícola também possui obstáculos no horizonte.
Segundo o Itaú BBA e BB Investimentos, a empresa ainda enfrenta riscos de escassez na colheita devido à falta de chuvas, apesar de estar investindo na expansão da irrigação.
Além disso, o cenário macroeconômico também pode pesar no bolso da empresa caso ocorra uma queda significativa no crescimento econômico mundial, o que impacta na demanda das commodities agrícolas.
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