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Seis anos atrás, a enxurrada de lama tóxica que se rompeu da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, matou 19 pessoas, destruiu casas e causou sérios danos ambientais à bacia do Rio Doce, chegando até o litoral capixaba.
A tragédia de Mariana, como ficou conhecida, colocou na boca do povo o nome da empresa responsável pela barragem, a mineradora Samarco, joint venture da gigante Vale com a unidade brasileira da australiana BHP.
Antes do desastre, a Samarco já estava endividada. Mas a cadeia de eventos que sucedeu ao rompimento da barragem acabou prejudicando a gestão da dívida e jogando o nome da empresa na lama, não apenas da opinião pública, como também junto aos credores.
A Samarco precisou suspender suas atividades (que só começaram a ser retomadas no fim do ano passado), contrair novas dívidas com suas controladoras, renegociar as dívidas anteriores com as partes não relacionadas, além de, é claro, honrar os compromissos de reparação pela tragédia.
Também precisou readequar seu modelo de operação e seu plano de negócios após mudanças na regulamentação de barragens no Brasil, motivadas por outro desastre ligado à Vale, o rompimento de uma barragem da Mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).
No ano passado, as renegociações com os credores ficaram mais difíceis, o que obrigou a empresa, agora, a pedir Recuperação Judicial para que as execuções das dívidas não acabem congelando suas contas e impedindo seu funcionamento. O Kaype Abreu conta detalhes dessa história nesta matéria.
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