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O Brasil tem uma longa tradição em calçados de plástico e borracha, e embora muitos deles tenham começado como marcas baratas para o público de baixa renda, hoje inúmeros brasileiros, ricos ou pobres, já ostentaram pelo menos um deles em alguma fase da vida.
As sandálias se tornaram ícones fashion e ganharam o mundo, transformando-se, inclusive, em motivos de orgulho nacional. Elas não estão mais associadas apenas à demanda por calçados baratos de um país emergente, mas também ao estilo de vida de um típico paraíso tropical, onde dá praia o ano inteiro.
Não dá para negar que as Havaianas são a marca “top of mind” nesse quesito, tendo se tornado sinônimo de chinelo de dedo pelo mundo. Mas a gaúcha Grendene também tem lá as suas marcas renomadas, com slogans famosos e produtos que são objeto de desejo: Rider, Grendha, Ipanema e as adoradas Melissas.
Agora, a Grendene quer ganhar mais e mais espaço no exterior e conquistar o coração dos gringos, assim como o fizeram as Havaianas com a bandeirinha do Brasil.
A exportação é a grande aposta da companhia no momento - se o real desvalorizado não é bom para a gente passar as férias lá fora, certamente é interessante para a Grendene mandar suas sandálias para passear.
Para acelerar sua distribuição no exterior, a companhia está formando uma joint-venture com a empresa de investimentos 3G Radar. O Victor Aguiar te conta tudo sobre o negócio nesta matéria e destrincha os números da Grendene.
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