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O Brasil não é um país previsível, estático ou estável. Como diz aquela canção da banda oitentista Metrô, no balanço das horas, tudo pode mudar. Mesmo assim, há quase seis anos não víamos uma alta na taxa Selic. Dá para acreditar?
Pois hoje, a era da Selic que só ficava parada ou andava para baixo terminou. O Banco Central quebrou o padrão e elevou a taxa básica de juros pela primeira vez desde julho de 2015. E foi logo uma pedrada: a taxa passou da mínima histórica de 2% para 2,75% ao ano.
As expectativas do mercado estavam divididas entre uma alta de 0,5 ou 0,75 ponto percentual, com uma aposta maior na Selic de 2,50%. Com a opção pelo ajuste mais forte logo de cara, o BC sinaliza que está comprometido em fazer a inflação convergir para a meta, dado que hoje as expectativas são de inflação acima do centro da meta em 2021.
Além disso, a autoridade monetária julga que o momento não prescreve mais um estímulo extraordinário, dado que a economia já mostra sinais de reação, apesar de admitir que a atual fase aguda da pandemia possa atrasar a recuperação.
E a alta da Selic não deve parar por aí. No seu comunicado, o BC já deu o recado de que, na próxima reunião, já podemos esperar um novo aumento de 0,75 ponto percentual. O Kaype Abreu traz os principais trechos da decisão do Banco Central nesta matéria.
• Após o Federal Reserve (Fed) anunciar a manutenção das taxas de juros e sinalizar que os estímulos ainda vão se manter por um bom tempo, as bolsas americanas renovaram recordes e impulsionaram o Ibovespa, que fechou em alta de 2,22%, aos 116.549 pontos. Já o dólar caiu 0,59%, a R$ 5,5891.
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• Agora, qualquer investidor no Brasil poderá investir em um ETF de criptomoedas. Sob o ticker HASH11, o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de índice, da gestora brasileira Hashdex, conseguiu a aprovação da CVM para ser negociado na bolsa brasileira.
• Com a Cosan prestes a embarcar em um novo ciclo de crescimento, os analistas do BTG Pactual decidiram revisar a tese de investimento e o preço-alvo das ações da companhia para incorporar os planos da empresa para o futuro. E a recomendação foi enfática: compre as ações.
• A Blau Farmacêutica, que iniciou sua trajetória como importadora de camisinhas e se tornou fabricante de medicamentos de alta complexidade, pretende arrecadar R$ 2,1 bilhões em seu IPO na B3. A empresa chegou a ser mencionada como possível parceira para a produção de insumos para a fabricação de uma vacina contra a covid-19, mas o prospecto da oferta não faz referência a isso.
• A Sabesp prorrogou o programa que visa minimizar os impactos da pandemia de covid-19 no estado de São Paulo, que envolve renegociação de dívidas, suspensão de cortes, entre outras medidas com foco em clientes comerciais e do setor de serviços.
• A Câmara dos Deputados concluiu a votação do Novo Marco do Gás, aposta do governo para reduzir os preços do insumo e aumentar a concorrência no setor. O texto segue para sanção presidencial.
• Na selva do mercado financeiro, melhor seguir a manada e talvez errar com todo mundo, ou melhor seguir na contramão, correndo o risco de acertar (ou errar) sozinho? No texto de hoje, nosso colunista Felipe Miranda reflete sobre por que o mercado parece hoje tão temático e volúvel, a ponto de talvez não estar precificando corretamente ações de boas empresas.
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