O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Quais as proposições para o quadro fiscal do país? A agenda de reformas ainda respira de alguma forma? Muita coisa e pouco tempo. A verdade é que o cenário nos mercados piorou bastante
O Brasil não é para amadores.
Há quem diga que gestão de ativos você faz intensamente ou não faz. A analogia faz referência à quantidade de informação disponível diariamente e à dificuldade em separar ruído de sinal. Nas últimas duas semanas, especificamente, os ativos de risco têm se comportado de maneira bastante errática, no Brasil e no mundo.
Por aqui, o tema não é outro que não a interferência do presidente da República na Petrobras com a troca de comando da companhia. A mudança é fruto de uma sequência de falhas de comunicação em diferentes esferas, mas que culminou em uma elevação de preço dos combustíveis no país, o que desagradou o presidente.
A leitura do mercado foi que houve uma tentativa de intervenção na política de preços da companhia, semelhante com o que aconteceu no governo Dilma.
O movimento de venda foi seco, com tal sentimento negativo se espraiando para as demais estatais listadas e companhias do setor elétrico, que também estão na mira do presidente. Por conta da composição do índice, desproporcional para alguns nomes, a queda foi brutal.
Stock picking acabou se diferenciando, com quedas inferiores no relativo.
Leia Também
No entanto, o problema não para por aí.
A questão da Petrobras colocou em dúvida a capacidade de influência da ala liberal (do ponto de vista econômico) do governo, comandada pelo Ministério da Economia de Paulo Guedes. O fiscal brasileiro já estava sensibilizado, com previsão de déficit crescente do governo federal sobre o PIB em 2021.
Aqui que mora o perigo!
Sem a agenda de reformas, o caráter fiscalista e mercadológico dos governos é jogado de lado. O mercado deixa de confiar na capacidade de pagamento da dívida da União, pressionando câmbio e juros, aumentando a taxa de desconto e, portanto, desvalorizando a bolsa.
É um ciclo negativo vicioso...
Aliás, a dívida dos países emergentes como um todo cresceu bastante nos últimos anos e, por mais que as taxas de juros estejam reduzidas, proporcionando um serviço da dívida mais em conta, a credibilidade creditícia de tais países, assim como a do Brasil, é questionável.
Provavelmente, as tratativas fiscais destes países serão tema importante para a década que se inicia.
Para o Brasil, especificamente, as próximas semanas serão definitivas para a trajetória fiscal do Brasil.
Qual será a proposta final do governo para a resolução dos problemas da Petrobras?
Qual o aval de Paulo Guedes, o homem forte do governo para economia, sobre o tema?
Quais as proposições para o quadro fiscal do país?
A agenda de reformas ainda respira de alguma forma?
Muita coisa e pouco tempo. A verdade é que o cenário piorou bastante.
Se o fiscal brasileiro preocupa, lá fora, por sua vez, a preocupação deriva da pressão inflacionária.
Basta dar uma olhada na taxa de juros real dos EUA. A taxa de juros real é calculada subtraindo a taxa de equilíbrio da taxa nominal. A taxa de equilíbrio deve ser a estimativa de inflação do mercado e a taxa nominal é o que você costuma ver citado pela mídia.
Abaixo, note como as taxas de cinco e 10 anos têm se tornado mais negativas em 2021.
Veja, a interação entre cada yield é dinâmica.
Não é tão simples dizer que o juro real é determinado pelas expectativas de inflação e a taxa nominal porque o juro real também os afeta. No momento, o juro real é bastante negativo.
O Fed, a autoridade monetária americana, tem comprado muitos títulos que pagam juros reais, suprimindo os yields – mais demanda do Fed pelos títulos joga os preços para cima, e quando o preço dos títulos sobe, a taxa do título cai. O Fed, porém, não precisa controlar a curva de juros com uma nova política porque o baixo juro real já está suprimindo os rendimentos nominais.
Na verdade, a atuação do Banco Central não encontra precedentes na história, com o indicador de oferta monetária batendo máxima histórica. A consequência de muita oferta de moeda pode acabar sendo a inflação se a oferta não encontrar uma demanda correspondente.
Expansão de liquidez, quando exercida por muito tempo, pode gerar inflação, principalmente quando ainda se soma uma expectativa de retomada da atividade econômica.
Independentemente de correlações específicas, o baixo juro real está empurrando os investidores para ativos mais arriscados. A elevação das expectativas de inflação, por sua vez, tem feito com que aconteça uma rotação setorial na Bolsa.
Com um crescimento real do PIB será forte em 2021 e sem juros para investir em renda fixa, investidores vão para a bolsa, mas se há uma elevação da expectativa de inflação por conta da atividade e da expansão fiscal e monetária, a maior parte dos financistas passa a preferir empresas que possuem seus fluxos de caixa no presente, em detrimento de empresas de crescimento, como de tecnologia, que possuem seus fluxos de caixa no futuro.
Resultado? Fluxo positivo para setores tradicionais da economia, como commodities, indústria e bancos. Pode ser um fenômeno momentâneo, mas está acontecendo. Países emergentes, que normalmente possuem na composição de suas bolsas empresas como essas, tendem a se beneficiar, principalmente pela via da commodity.
O Brasil, que já estava descontado em dólares e poderia se beneficiar do movimento, infelizmente, está perdendo o bonde da história mais uma vez. Se houver um aprimoramento mínimo do panorama fiscal, nosso país pode voltar a se tornar atrativo, mas o choque atual vai deixar marca, com certeza.
Com isso em mente, a seleção adequada de ativos nunca foi tão importante. Pensando nisso, a Empiricus desenvolveu o Empiricus Best Ideas, uma assinatura que concilia as melhores ações sugeridas pela casa em uma carteira só.
Se o investidor quiser se destacar em um mercado tão volátil, imprevisível e sensível, será necessário estar bem acompanhado. Um stock picking gabaritado como o da Empiricus serve como uma luva neste contexto.
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026