🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O coquetel de riscos está servido: ingerência política no Brasil e inflação no exterior

Quais as proposições para o quadro fiscal do país? A agenda de reformas ainda respira de alguma forma? Muita coisa e pouco tempo. A verdade é que o cenário nos mercados piorou bastante

23 de fevereiro de 2021
5:31 - atualizado às 13:31
Coquetel drinque risco
Imagem: Shutterstock

O Brasil não é para amadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há quem diga que gestão de ativos você faz intensamente ou não faz. A analogia faz referência à quantidade de informação disponível diariamente e à dificuldade em separar ruído de sinal. Nas últimas duas semanas, especificamente, os ativos de risco têm se comportado de maneira bastante errática, no Brasil e no mundo.

Por aqui, o tema não é outro que não a interferência do presidente da República na Petrobras com a troca de comando da companhia. A mudança é fruto de uma sequência de falhas de comunicação em diferentes esferas, mas que culminou em uma elevação de preço dos combustíveis no país, o que desagradou o presidente.

A leitura do mercado foi que houve uma tentativa de intervenção na política de preços da companhia, semelhante com o que aconteceu no governo Dilma.

O movimento de venda foi seco, com tal sentimento negativo se espraiando para as demais estatais listadas e companhias do setor elétrico, que também estão na mira do presidente. Por conta da composição do índice, desproporcional para alguns nomes, a queda foi brutal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Stock picking acabou se diferenciando, com quedas inferiores no relativo.

Leia Também

No entanto, o problema não para por aí.

A questão da Petrobras colocou em dúvida a capacidade de influência da ala liberal (do ponto de vista econômico) do governo, comandada pelo Ministério da Economia de Paulo Guedes. O fiscal brasileiro já estava sensibilizado, com previsão de déficit crescente do governo federal sobre o PIB em 2021.

Aqui que mora o perigo!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem a agenda de reformas, o caráter fiscalista e mercadológico dos governos é jogado de lado. O mercado deixa de confiar na capacidade de pagamento da dívida da União, pressionando câmbio e juros, aumentando a taxa de desconto e, portanto, desvalorizando a bolsa.

É um ciclo negativo vicioso...

Aliás, a dívida dos países emergentes como um todo cresceu bastante nos últimos anos e, por mais que as taxas de juros estejam reduzidas, proporcionando um serviço da dívida mais em conta, a credibilidade creditícia de tais países, assim como a do Brasil, é questionável.

Provavelmente, as tratativas fiscais destes países serão tema importante para a década que se inicia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o Brasil, especificamente, as próximas semanas serão definitivas para a trajetória fiscal do Brasil.

Qual será a proposta final do governo para a resolução dos problemas da Petrobras?

Qual o aval de Paulo Guedes, o homem forte do governo para economia, sobre o tema?

Quais as proposições para o quadro fiscal do país?

A agenda de reformas ainda respira de alguma forma?

Muita coisa e pouco tempo. A verdade é que o cenário piorou bastante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, no exterior...

Se o fiscal brasileiro preocupa, lá fora, por sua vez, a preocupação deriva da pressão inflacionária.

Basta dar uma olhada na taxa de juros real dos EUA. A taxa de juros real é calculada subtraindo a taxa de equilíbrio da taxa nominal. A taxa de equilíbrio deve ser a estimativa de inflação do mercado e a taxa nominal é o que você costuma ver citado pela mídia.

Abaixo, note como as taxas de cinco e 10 anos têm se tornado mais negativas em 2021.

Veja, a interação entre cada yield é dinâmica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é tão simples dizer que o juro real é determinado pelas expectativas de inflação e a taxa nominal porque o juro real também os afeta. No momento, o juro real é bastante negativo.

O Fed, a autoridade monetária americana, tem comprado muitos títulos que pagam juros reais, suprimindo os yields – mais demanda do Fed pelos títulos joga os preços para cima, e quando o preço dos títulos sobe, a taxa do título cai. O Fed, porém, não precisa controlar a curva de juros com uma nova política porque o baixo juro real já está suprimindo os rendimentos nominais. 

Na verdade, a atuação do Banco Central não encontra precedentes na história, com o indicador de oferta monetária batendo máxima histórica. A consequência de muita oferta de moeda pode acabar sendo a inflação se a oferta não encontrar uma demanda correspondente.

Expansão de liquidez, quando exercida por muito tempo, pode gerar inflação, principalmente quando ainda se soma uma expectativa de retomada da atividade econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais presente, menos futuro

Independentemente de correlações específicas, o baixo juro real está empurrando os investidores para ativos mais arriscados. A elevação das expectativas de inflação, por sua vez, tem feito com que aconteça uma rotação setorial na Bolsa.

Com um crescimento real do PIB será forte em 2021 e sem juros para investir em renda fixa, investidores vão para a bolsa, mas se há uma elevação da expectativa de inflação por conta da atividade e da expansão fiscal e monetária, a maior parte dos financistas passa a preferir empresas que possuem seus fluxos de caixa no presente, em detrimento de empresas de crescimento, como de tecnologia, que possuem seus fluxos de caixa no futuro.

Resultado? Fluxo positivo para setores tradicionais da economia, como commodities, indústria e bancos. Pode ser um fenômeno momentâneo, mas está acontecendo. Países emergentes, que normalmente possuem na composição de suas bolsas empresas como essas, tendem a se beneficiar, principalmente pela via da commodity.

O Brasil, que já estava descontado em dólares e poderia se beneficiar do movimento, infelizmente, está perdendo o bonde da história mais uma vez. Se houver um aprimoramento mínimo do panorama fiscal, nosso país pode voltar a se tornar atrativo, mas o choque atual vai deixar marca, com certeza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso em mente, a seleção adequada de ativos nunca foi tão importante. Pensando nisso, a Empiricus desenvolveu o Empiricus Best Ideas, uma assinatura que concilia as melhores ações sugeridas pela casa em uma carteira só.

Se o investidor quiser se destacar em um mercado tão volátil, imprevisível e sensível, será necessário estar bem acompanhado. Um stock picking gabaritado como o da Empiricus serve como uma luva neste contexto.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar