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Felipe Miranda: Parabéns, investidores da Indústria 3.0

31 de maio de 2021
9:19 - atualizado às 13:18
Imagem: Shutterstock

Eu não conheci o Pactual depois de conhecer o mercado financeiro. Conheci o mercado financeiro depois de conhecer o Pactual. A ordem dos fatores tem algo a dizer.

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Já contei essa história antes. Peço desculpa pela repetição, mas as circunstâncias a recuperam por si, como se narrado em voz passiva.

Entre outras coisas, hoje é uma espécie de encontro comigo mesmo. O dia em que a criança de 9 anos vê um sonho distante sendo realizado concretamente. 

Já me disseram que vim do zero. Eu aceito, mas não é exatamente preciso. Eu comecei com R$ 90 mil negativos. A dívida herdada do cheque especial e do cartão de crédito do meu pai. 

Quebramos várias vezes, uma pior do que a outra, deixando um rombo no banco e cicatrizes profundas na alma. Quando o dinheiro não entra pela porta, o amor voa pela janela. O esfacelamento familiar a partir da desintegração financeira. Não reclamo. Bezerro bom não berra. É apenas uma história, tal como aconteceu.  

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A primeira bancarrota foi em 1994.

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Meu pai estava otimista com o Plano Real, a solução para o Brasil da hiperinflação, que nos colocaria na rota do desenvolvimento e traria mais lucros para as empresas. Montou uma posição enorme em ações, alavancada, em linha com sua própria tradição. Acho que ali aprendi que X não é F(x). O Plano Real deu mesmo certo, mas a Bolsa não viveu um grande momento.

Num determinado dia, vi meu pai entrar em casa com o nó da gravata desatado, a glote muito proeminente, saltando conforme alternavam-se sístole e diástole em potência máxima. A respiração profunda e ofegante, as pizzas de suor sob as axilas. O nervosismo tinha seu próprio cheiro. Além dos ferormônios típicos, ele transbordava nicotina. Era um Galaxy atrás do outro, um por tragada, longa e profunda. 

Com sua sensibilidade usual, minha mãe perguntou o que estava acontecendo.

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“Quebramos hoje. Os filhos da puta do Pactual não param de vender. Eles estão completamente errados sobre o Real. Não conseguem entender. A Bolsa só cai por culpa deles. Não acaba a venda; é muito lote.” 

Perdoe o meu francês. Uso o palavrão para poder transmitir a verdadeira combinação de raiva e amargura contida naquela fala.

Os "filhos da puta do Pactual” tinham, sim, entendido muito bem o Plano Real. Aliás, bem melhor do que os outros. Mas, ao mesmo tempo, anteviam a crise do México de 1995, cujas consequências seriam brutais para mercados emergentes, em especial latino-americanos. Curiosamente, o chamado “peso problem” viria também a nos assombrar e servir de analogia com a sobrevalorização do real em 1999, mas essa é outra história.

É impossível não lembrar daquele dia. 

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Nesta segunda-feira, o BTG Pactual comprou o Grupo Universa, holding que reúne Empiricus, Vitreo, Seu Dinheiro, Money Times e Real Valor. Evidentemente, a operação ainda depende da aprovação do Banco Central, com todo o respeito ao rito e a essa grande instituição. 

Por que optamos por esse passo e aceitamos essa proposta frente às demais?

Não sejamos ingênuos. Somos todos adultos aqui. Há, sim, uma questão financeira envolvida. Porém, ela é muito menor perante outros pontos muito mais relevantes em jogo. Acima e à frente de tudo, está o interesse de nossos clientes, como sempre foi e assim continuará sendo. O assinante da Empiricus e o investidor da Vitreo são a razão de nosso sucesso. Eles — ninguém mais — representam os protagonistas de nossas decisões. É uma postura ética e também racional do ponto de vista empresarial — sem eles, nada feito.

Como prova do argumento, talvez seja pertinente registrar que a oferta do BTG Pactual tem valuation inferior a outras que recebemos. Foi uma escolha nossa, preferida a outras mais vantajosas do ponto de vista da grana.

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Importam muito mais: i) o quanto podemos fazer pelo cliente a partir da associação com o BTG; e ii) o alinhamento pessoal e cultural com a instituição, que construímos e cultivamos desde o primeiro almoço com a turma.

As pessoas não sabem, mas no dia em que fechamos a locação deste escritório, eu e Caio fomos convidados pelo Marcelo Flora e pelo Roberto Sallouti para um almoço. Saí do encontro e disse para o Caio: “Esses caras têm tudo a ver com a gente”. Não houve uma única reunião na minha trajetória profissional em que tenha encontrado tamanha sintonia, admiração e respeito, manifestados em conversas públicas e privadas desde então, com os defeitos de sinceridade e transparência que me são característicos.

A operação mantém total independência editorial, de precificação e de lançamento de produtos, na Empiricus e na Vitreo, preservando um modelo independente e sem conflito de interesses. As operações continuarão integralmente separadas.

Isso está registrado em contrato formalmente e em conversas olhos nos olhos. Além da cláusula contratual explícita, existe isso: “Felipe, vamos comprar vocês porque queremos que vocês toquem isso do jeito de vocês. É estratégico pra gente que seja assim, maximiza valor para todos”. Conversas de homem pra homem, pra mim, valem igualmente a um contrato. Se você não tem a sua palavra, você não tem nada.

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A admiração inicial pelo Flora e pelo Sallouti, além de crescer a cada interação, transbordou depois para a relação com o Esteves e, mais recentemente, para o Zé Miguel. Aquilo que lhes disse em privado faço questão também de registrar em público. Verba volant, scripta manent. Respeitada a total independência da Empiricus e da Vitreo, formal e informalmente garantida, estou aqui pronto para servir como um soldado e explorar cada sinergia que possamos capturar juntos. A inclinação para as finanças veio do meu pai; a virtude rara da gratidão aprendi com a mamãe.

A possibilidade de muitas sinergias em prol do cliente nos leva ao ponto central. Sem ilusões aqui. Lutar sozinho é muito difícil. O meu sonho, a minha vocação, o meu daimon, a minha obstinação (dê o nome que preferir) é oferecer ao investidor pessoa física brasileiro a melhor possibilidade para seu dinheiro.

Há mais de 11 anos, repito a ideia de que a razão de existência da Empiricus é prover o assinante com estratégias de investimento tão boas ou melhores do que aquelas praticadas pelos profissionais do mercado mais competentes. A pessoa física jogando a Champions League. Com mais agilidade, menos restrições de liquidez e sem precisar publicar cota diária, o investidor pessoa física pode ser tão bom ou melhor do que o Stuhlberger. E se você acha exagero, pego emprestado o argumento de autoridade: Peter Lynch pensa rigorosamente a mesma coisa.

Acordo e vou dormir pensando nisso. E quem me conhece sabe que é verdade, doentiamente verdade. Com a Vitreo, pudemos garantir também a execução dessas ideias, de maneira concreta, preservando todo um ambiente fechado sem conflito de interesse, sem intermediação e alinhado 100% ao cliente.

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Nesse tempo, fizemos bastante coisa. E, mesmo com nossos graves defeitos e muitos erros no meio do caminho, me orgulho do que construímos. Eu agradeço todos os dias da minha vida em ter o Caio e o Rodolfo como meus sócios, mais recentemente o Jojo também, e vocês como o grande suporte e destino dessa história. Mas a verdade é que precisávamos de um parceiro para ir além, dar um salto e levar as possibilidades ao cliente a um novo nível. 

Ninguém poderia cumprir esse papel, nem de longe, melhor do que o BTG Pactual. Como insisto há vários anos, como pude perceber ainda aos meus 9 anos de idade, com meu pai sendo massacrado pelos trades do André Jakurski, como noto a cada conversa com o Luiz Cesar Fernandes, esses caras são os melhores.

Com apoio de capital, institucional e de tecnologia do BTG, é simplesmente impensável o que podemos fazer pelos nossos clientes, além das várias sinergias que podemos desenvolver em conjunto — será um passo de cada vez, mas eu já posso sonhar, humilde e respeitosamente, com banking as a service, cartão Empiricus, cashback, multiplicidade de produtos, facilidades para acessar investimentos originados no BTG, entre tantas outras coisas.

Esse apoio, que nunca tivemos de ninguém, tem um grande beneficiário: nosso assinante, nosso investidor. Isso está sendo feito por ele acima de tudo.

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Estou 100% convencido de que a combinação Empiricus e Vitreo, com o suporte do BTG, oferece a melhor alternativa para o investidor pessoa física no Brasil, por larga margem. Quero ser cobrado por isso, todos os dias da minha vida.

É, sim, um grande salto para mim e para meus sócios. Não vou jamais negar isso. Estou envaidecido em ser sócio do Pactual. Mas muito maior é o salto para nossos assinantes e investidores; e também para a indústria 3.0 de investimentos, orientada por um research independente de qualidade, sem conflito de interesses, de taxas e produtos adequados ao cliente, verdadeiramente desintermediada. Mudamos de divisão.

Como prova daquilo que eu havia lhes prometido, de que nada seria feito se não fosse para melhorar a vida do nosso assinante e do nosso investidor, hoje mesmo damos passos adicionais nessa direção, na sua direção:

1.  Lançamos uma campanha muito especial, válida somente para hoje na Empiricus, para que o investidor possa aproveitar e ter conteúdo de qualidade, tal como ele merece. Qualquer compra de um produto premium da Empiricus nesta segunda-feira traz um cashback equivalente ao dobro do valor da assinatura, a ser usado em créditos na loja. Já fizemos algumas promoções de 2x1 em ocasiões especiais da Empiricus. Mas, pelo que me lembro, 3x1 é a primeira vez. Neste link, você consegue acessar a promoção. 

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2. Para explorar mais sinergias e as combinações de negócios, a Vitreo está fazendo uma promoção muito interessante, exclusiva a nossos assinantes Reserva. Todos aqueles que investirem R$ 1 milhão na Vitreo ao longo desta semana receberão de presente o Empiricus World Class, para ter acesso a todos nossos cursos, eventos e tudo mais que viermos a fazer nesta encarnação. Ligue para 4003-3117 para validar o upgrade depois do investimento realizado na Vitreo. 

3. A Vitreo está reduzindo as taxas e mínimos de alguns de seus fundos. A taxa de administração do fundo Carteira Universa sai de 1,15% para 1,05% ao ano; e a do fundo Vitreo Oportunidades de Uma Vida, sai de 1,5% para 1,4%, em linha com o compromisso estrutural de dividirmos com o investidor nosso sucesso. Como mais um passo em prol da real democratização dos investimentos, os mínimos de todos os fundos serão reduzidos para R$ 100 ao longo desta semana. Por uma questão operacional, começamos hoje com os fundos Bonds USD, Bonds USD Light, Carteira Universa, FoF Melhores Ações, FoF Melhores Blend, FoF Melhores Fundos, FoF Melhores Fundos Multimercados, FoF Melhores Fundos Global, MAB Plus, Microcap Alert, MoneyRider Hedge Fund, Oportunidades de Uma Vida, PRP, Universa Rider Blend, Vitreo Dólar, Vitreo Inflação Longa, Vitreo Ouro, Criptomoedas, Cripto DeFi e Cripto Metals Blend. Os demais virão na sequência. 

Encerro este texto com um agradecimento àquele que é e sempre será nosso senhor: o assinante Empiricus, o investidor Vitreo. Muito obrigado por estar por perto. Juntos, somos muito mais fortes.

Também preciso parabenizá-los por isso. Essa conquista é de vocês. 

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Eu sou e, arrisco dizer que serei eternamente, o “Felipe Miranda da Empiricus”. A Empresa que fundei em 2009 com meus sócios e irmãos de luta Caio e Rodolfo está no meu sobrenome e tatuada na minha alma. Hoje, meu nome cresceu um pouquinho, ganhou uma nova adjetivação: no dia 30 de maio de 2021, de algum modo, eu virei também um dos sócios do Pactual.

Pai, demorou 36 anos, mas pela primeira vez acho que você poderia dizer que está orgulhoso. Foi duro chegar até aqui. E estamos apenas começando. É só mais um Day One. Mas este tem um gostinho especial.

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