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Mesmo com a imunização, a alta no número de casos segue preocupando o mercado, mas exterior segue de olho nos balanços
As Olimpíadas de Tóquio começaram e trouxeram consigo o medo que também afeta os mercados. A variante delta do coronavírus, possivelmente a mais transmissível até o momento, começa a ameaçar a volta das atividades.
Nos Estados Unidos, por exemplo, até 60% da população adulta recebeu ao menos uma dose de alguma vacina contra a covid-19. Mesmo assim, a média móvel de casos dos últimos sete dias aumentaram em 70%, de acordo com o Market Watch.
De acordo com dados de Israel, as vacinas da Pfizer e da BioNTech apresentaram eficácia de 64% contra a variante Delta. Apesar desse número alto, é uma queda significativa em relação aos 95% de eficácia dos estudos preliminares da vacina.
Mesmo assim, os mercados seguem otimistas, com o balanço de grandes empresas como Coca-Cola e Johnson & Johnson marcados para esta quarta-feira (21).
E com o exterior positivo, o Ibovespa também deve se beneficiar. O dado forte do cenário doméstico fica para a arrecadação federal de junho, que deve vir entre R$ 119,800 bilhões a R$ 156,700 bilhões. A mediana das expectativas do mercado é de R$ 137,450 bilhões.
Além disso, o cenário político nacional deve pesar na bolsa brasileira, que conseguiu retomar o patamar de 125 mil pontos no pregão de ontem, mesmo com uma alta forte do dólar.
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Confira o que mais deve movimentar os negócios hoje:
O recesso do Congresso não deixa as coisas menos quentes no Distrito Federal. O presidente da República, Jair Bolsonaro, deve vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões enquanto encara a pressão do vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos.
Ramos se coloca agora como principal opositor de Bolsonaro na Casa, e está colocando o presidente em posição de xeque. O deputado ameaça ler o pedido de impeachment caso assuma interinamente a presidência da Câmara no lugar de Arthur Lira (PP-AL).
A briga entre o presidente da República e o Congresso deve deixar de lado as tão sonhadas reformas estruturais, em especial a administrativa e tributária, que permanece sem acordo durante o recesso.
Especialistas do mercado já começam a perder as esperanças de que as reformas sejam implementadas, tendo em vista que a eleição de 2022 já está virando a esquina. Durante o pleito, as negociações do Congresso costumam esfriar e, sem maiores acordos, o Planalto não deve conseguir maiores vitórias.
O otimismo com a retomada econômica está impulsionando os preços do petróleo esta manhã. Depois de recuar durante a madrugada, os futuros do petróleo Brent passaram a avançar 1,31%, a US$ 70,26 o barril, por volta das 7h.
A expectativa da American Petroleum Institute (API) é de que os estoques de petróleo dos EUA aumentem, e que a demanda mundial também suba durante a retomada econômica. Mesmo com os temores envolvendo a variante delta, que pode voltar a fechar os negócios, e a Opep+ no radar, é o segundo pregão de alta para a commodity.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira (21) de maneira mista. A recuperação das bolsas de Nova York pesou do lado positivo para a região, enquanto o medo da variante delta do coronavírus segue pressionando do lado negativo.
Já as bolsas da Europa operam em alta, impulsionadas pelas empresas petroleiras, que se valorizam junto com a alta das commodities. Apesar da variante delta, o otimismo com a retomada econômica segue animando os índices.
Por fim, os futuros de Nova York seguem em trajetória de recuperação após a queda do início da semana. Os balanços das grandes empresas devem movimentar os negócios hoje.
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Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
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