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Além disso, as atenções estão todas voltadas para o Congresso Nacional antes do recesso e sem acordo com reforma do IR
O último pregão da semana deve contar com poucos indicadores fortes, tanto aqui como no exterior. Mas o cenário político e macroeconômico deve movimentar os negócios, em especial um novo capítulo na briga entre Estados Unidos e China.
Mas as primeiras coisas vem primeiro. Logo cedo, deve ser divulgado o IGP-10, uma prévia da inflação oficial medida pela FGV. É esperado que o indicador siga sua trajetória de desaceleração e chegue em 0,15% no mês de julho, de acordo com a mediana das expectativas do Broadcast. A queda nos preços das commodities e a valorização do dólar frente ao real devem resultar em um alívio dos preços.
Esse deve ser o dado forte do dia, além de um olhar mais atento ao Congresso Nacional antes do recesso parlamentar, que vai do dia 18 até 31 deste mês. A reforma tributária, em especial do Imposto de Renda (IR) deve seguir no radar do investidor e pressionar a bolsa brasileira até a conclusão dos trabalhos.
No exterior, as vendas do varejo nos EUA também devem dar tom às bolsas internacionais e influenciar o pregão brasileiro. Por falar nos Estados Unidos, foi divulgado mais cedo pela Reuters que um embate no setor de tecnologia entre o Gigante Asiático e os norte-americanos se aproxima.
A bolsa brasileira convive com mais incertezas do que certezas e fechou com recuo de 0,73%, aos 127.467 pontos, após três pregões de ganhos. O dólar à vista, por sua vez, acompanhou o movimento do exterior e subiu 0,60%, aos R$ 5,1147.
Confira o que mais movimenta o pregão nesta sexta-feira (16):
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A reforma tributária segue pesando no cenário local antes do recesso do Congresso. O relator da reforma do IR, Celso Sabino (PSDB-PA), está estudando um modelo de tributação progressiva dos lucros e dividendos.
As taxas em cima desses dois entes chegou a pressionar o índice brasileiro nos últimos dias e fez a equipe econômica se reunir diversas vezes com interlocutores do setor.
Além disso, os debates em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) trouxe uma surpresa ao passar pelo Senado. O texto aumentou o limite de verbas para o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. Em 2018, por exemplo, foram destinados R$ 1,8 bilhão desses recursos para a realização do pleito.
A LDO ainda prevê um déficit primário nas contas públicas de R$ 170 bilhões , mas ainda precisa passar pela sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Assessores do presidente americano Joe Biden afirmaram que, durante a reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, houve um debate sobre as ameaças da China ao Ocidente. De acordo com a Reuters internacional, o governante norte-americano pretende lançar uma série de medidas para barrar a tecnologia chinesa no país.
O departamento de comércio exterior dos EUA ainda lançou uma nota sobre empresas alocadas em Hong Kong. No ano passado, Pequim lançou uma série de medidas limitando empresas de tecnologia estrangeiras no país, o que preocupou os americanos, em especial quanto à questão de segurança e privacidade digital.
A medida ainda deve ganhar contornos mais bem definidos, mas uma resposta do ocidente ao oriente deve vir. A última vez que Estados Unidos e China entraram em uma guerra comercial, os investidores amargaram longos dias de bolsa no vermelho.
Sem maiores indicadores locais, as bolsas da Ásia voltaram suas atenções para o avanço da covid-19 na região. Os casos de infecção e reinfecção e os temores envolvendo a variante Delta colocaram pressão nos índices asiáticos.
Já no Velho Continente, os principais índices reagem de maneira mista aos dados de inflação da Zona do Euro.
E os futuros de Nova York seguem positivos antes do pregão de hoje, à espera das vendas no varejo norte-americano.
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