Ata do Fed, briga de Guedes com empresas e vendas no varejo devem influenciar a bolsa hoje
O dia cheio pela frente deve movimentar o índice brasileiro; indicadores macroeconômicos brasileiros e crise política no radar

Os dias esvaziados da bolsa devem ficar para trás. Para esta quarta-feira (07), o investidor deve ficar atento a uma série de indicadores, relatórios e, é claro, à crise política que corrói o governo federal.
Para começar, o IBGE deve divulgar nesta manhã os dados de vendas do varejo, o que pode indicar a tendência do pregão com o Ibovespa futuro. A mediana das expectativas dos especialistas ouvidos pelo Broadcast ficou em 2,50% de avanço mensal e 17,95% na comparação anual. O dado é um termômetro da atividade econômica brasileira e pode animar os negócios hoje.
As brigas jurídicas envolvendo o Imposto de Renda também seguem no radar (mais abaixo), enquanto a CPI da Covid avança e deve frustrar ainda mais os planos do governo federal.
O risco político chegou a pressionar o índice brasileiro no pregão de ontem e empurrou o dólar de volta para a casa dos R$ 5,20.
Confira mais destaques para esta quarta-feira (07):
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Petrobras
Enquanto isso, as ações de uma das maiores empresas da bolsa brasileira devem ganhar um novo fôlego hoje. Os papéis da Petrobras devem se beneficiar do novo aumento de 7% no preço do gás natural, a partir do dia primeiro do próximo mês. Além disso, o avanço do preço do barril de petróleo, na manhã de hoje, também deve animar os negócios.
Os contratos futuros do petróleo estão apagando a forte queda de ontem, após um impasse envolvendo a Opep+ sobre a produção. Por volta das 7h20, o barril de petróleo Brent avançavam 1,57%, aos US$ 75,70.
Guedes x Empresas
O ministro da Economia, Paulo Guedes, vive um verdadeiro cabo de guerra com grandes empresas. A proposta de reforma tributária que elevaria o imposto sobre lucros e dividendos desagradou e segue pesando na bolsa brasileira.
Guedes agora procura agradar a todos: concorda em baixar a tributação para 15%, contanto que possa retirar os subsídios de até R$ 40 bilhões ainda este ano. O ministro segue em negociações com empresários enquanto empresas tidas como boas pagadoras de dividendos, como os bancos, seguem na bolsa de maneira cautelosa.
Ata do Fed e Jolts
O principal Banco Central do mundo deve divulgar a ata de sua reunião mais recente hoje e movimentar os mercados. O Federal Reserve deve colocar no documento as perspectivas para os próximos meses, incluindo a política de incentivos monetários e taxa de juros.
As perspectivas de crescimento da economia americana apontam para um duplo sinal. Se, por um lado, podem animar os investidores na retomada das atividades, por outro, podem apontar para um “superaquecimento” da economia, com aumento mais forte da inflação.
Os dirigentes do Fed já afirmaram que só irão retirar os estímulos assim que a taxa de desemprego se normalizar. Por isso, todos os olhares estão voltados para os dados de emprego, incluindo o relatório Jolts, que deve ser divulgado hoje.
As expectativas do mercado são de que o indicador venha com saldo positivo em 9.286 milhões de vagas. A taxa de desemprego dos EUA, na última leitura, acabou vindo mais alta do que o esperado e pressionou os índices para baixo.
Especialistas do mercado acreditam que a alta taxa de desemprego seja motivada pela baixa procura, tendo em vista o “superauxílio emergencial” do presidente americano, Joe Biden. Com a retirada desses estímulos, é esperado que o emprego volte a se normalizar.
Bolsas pelo mundo
Os principais índices da Ásia encerraram o pregão desta quarta-feira (07) de maneira mista. As bolsas foram animadas por Nova York, mas sentiram o peso da cautela antes da ata do Federal Reserve, que deve ser divulgada ao longo do dia.
Já os índices europeus amanheceram animados, com as projeções para a economia da Zona do Euro elevadas. Apesar disso, a cautela antes da ata do Fed deve contaminar as bolsas europeias ao longo do dia.
Por fim, os futuros de Nova York avançam pela manhã. Os investidores devem ficar de olho tanto na ata do BC americano quanto no relatório de empregos jolts, que deve ser divulgado logo pela manhã.
Agenda do dia
- FGV: IGP-DI de junho (8h)
- IBGE: Vendas do varejo e varejo ampliado (9h)
- Ministério da Economia: Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara (9h)
- Anfavea: Produção e venda de veículos em junho (9h)
- Estados Unidos: Relatório Jolts de emprego de maio (11h)
- Banco Central: IC-Br de junho (14h30)
- Estados Unidos: Publicação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (15h)
- Comissão especial da Câmara Que analisa a proposta de reforma administrativa (PEC32/20) promove audiência pública com ministro Paulo Guedes
- Estados Unidos: Estoques de petróleo (17h30)
- Início da reunião de ministros de finanças e dirigentes dos BCs do G20
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