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No radar, Paulo Guedes, Ministro da Economia, e Onyx Lorenzoni, do Trabalho e Previdência, têm participação em eventos hoje
No pregão desta quinta-feira (26) o investidor terá uma série de desdobramentos do cenário político e as falas de importantes membros do ministério da Economia, incluindo o próprio ministro Paulo Guedes. O Ibovespa ainda deve lidar com dados do Caged, seguidos pela fala do ministro do Trabalho e Previdência e novos estudos sobre a crise hídrica hoje.
O cenário político deu uma leve trégua nos últimos dias, o que permitiu a bolsa brasileira subir sem maiores ruídos do Palácio do Planalto. Como “otimismo cauteloso” tomou conta dos mercados ontem e o Ibovespa conseguiu encerrar a sessão em alta de 0,50%, aos 120.817 pontos. Com a perspectiva de uma Selic mais elevada, o dólar à vista recuou 0,97%, aos R$ 5,2113.
A crise hídrica voltou ao radar do investidor e deve ser um fator de risco para a bolsa hoje. A falta de chuvas impacta diretamente a conta de luz e pode atrasar a retomada econômica com o avanço dos preços. De acordo com projeções feitas pelo jornal O Estado de São Paulo, o valor a cada 100 kW pode sair de R$ 9,49 para algo entre R$ 15 e R$ 20.
Esse aumento deve pressionar ainda mais a inflação, que já está nos patamares mais elevados dos últimos anos e já ultrapassou o teto da meta do ano, de 5,75%.
O investidor deve acompanhar a divulgação de dados do emprego, medidos pelo Caged. A geração líquida de vagas pode movimentar os negócios, mas a fala do ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, deve chamar ainda mais a atenção.
A pasta do Trabalho foi retirada do Superministério de Paulo Guedes. O ministro da economia deve participar de audiência na Comissão Temporária da Covid-19 e de um evento da XP, mais tarde.
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O Simpósio de Jackson Hole deve acontecer no último pregão da semana, mas seus reflexos nas bolsas pelo mundo já se fazem presentes. O foco da reunião é o presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, que deve dar maiores explicações sobre o tapering, a retirada de estímulos da economia.
A inflação dos Estados Unidos avança e pressiona a curva de juros com a injeção de dinheiro na economia. As intenções do Federal Reserve eram boas, visando aumentar as vagas de emprego. Entretanto, desde as últimas reuniões, o Fed notou que a situação do desemprego dos EUA se manteve quase estável.
Mesmo assim, os estímulos à economia norte-americana mantiveram os mercados pelo mundo aquecidos. A retirada de todo esse dinheiro das praças deve afetar as negociações e a cautela mantém os índices pressionados.
O Banco Central Europeu (BCE) deve divulgar a ata de sua última reunião ainda na manhã de hoje. Já nos Estados Unidos, o destaque vai para os pedidos de auxílio-desemprego, divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA.
Por fim, a segunda leitura do PIB do 2º trimestre também deve movimentar os negócios. É esperado que o indicador avance 6,7% na base anual, em comparação à primeira leitura de 6,5%, de acordo com as projeções dos especialistas do Broadcast.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão em baixa na manhã desta quinta-feira após o BC da Coreia do Sul elevar os juros e se tornar o primeiro grande BC da região a retirar os estímulos da economia. Os investidores seguem em compasso de espera antes do discurso de Jerome Powell em Jackson Hole.
De maneira semelhante, as bolsas europeias também operam no vermelho agora pela manhã, digerindo dados regionais do sentimento de consumidor da Alemanha. O simpósio de Jackson Hole também segue aumentando a aversão ao risco.
E depois de renovar as máximas históricas no pregão de ontem, os futuros de Nova York operam de maneira mista, próximos da estabilidade.
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