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Os dados do varejo devem ditar o tom dos negócios no cenário interno e o relatório de emprego e balança comercial mexem com exterior
O otimismo com a bolsa brasileira conseguiu transformar um movimento de correção em significativa alta de 0,50%, aos 130.776 pontos, chegando a bater o teto do novo recorde de 131 mil pontos ao longo da última segunda-feira (07). O dólar se manteve estável e deve seguir à sombra dos bons ventos que impulsionam o Ibovespa.
Para o pregão desta terça-feira (08), o cardápio conta com a divulgação das vendas do varejo pelo IBGE. A mediana das expectativas para o varejo ampliado e para o restrito (que não leva em conta material de construção, veículos, motocicletas e peças) são relativamente positivas, de acordo com especialistas ouvidos pelo Broadcast.
Para o varejo ampliado, a mediana das expectativas fica em avanço de 2,90%, com mínima de queda de 5,60% e avanço máximo de 5,20%. Já para o restrito, a mediana é de queda de 0,30%, com mínima de recuo de 3,50% e máxima de avanço de 2,55%.
Ainda no menu nacional, temos a palestra de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em evento do JPMorgan e falas do Ministro da Economia, Paulo Guedes, em sessão do Bradesco BBI.
O acompanhamento dessa refeição deve vir com o cenário externo, com dados da balança comercial dos Estados Unidos ainda pela manhã. Outro dado forte para hoje são os relatórios de emprego Jolts, que levam em conta a abertura e fechamento de vagas de emprego no país. Após os dados de emprego e índice de desemprego da última semana, esse novo dado deve dar o tom dos negócios.
O medo de um superaquecimento da economia norte-americana está pressionando as bolsas pelo mundo, e a inflação já aparece na esquina para morder um pedaço do poder de compra mundial.
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Por fim, o cafézinho do dia deve vir com os relatórios sobre inflação da China, divulgados por volta das 22h, horário de Brasília.O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Gigante Asiático também preocupa, o que pode indicar que, na quarta-feira (09) o mundo sofrerá com uma forte indigestão dos dados.
As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa, acompanhando o desempenho misto de Nova York. Os riscos inflacionários com a continuidade da política de estímulos dos Bancos Centrais estão pressionando os índices pelo mundo. Vale lembrar que esta semana devem ser divulgados os dados de inflação dos EUA, o que aumenta ainda mais essa preocupação.
Na direção oposta, os índices europeus avançam na manhã de hoje, motivados pela revisão do PIB da Zona do Euro, que encolheu menos do que o esperado no primeiro trimestre.
Por fim, os futuros de Nova York seguem de maneira mista no pré-mercado, com o S&P 500 futuro e o Nasdaq futuro avançando e o Dow Jones futuro caindo. Wall Street deve entrar em compasso de espera até a divulgação dos dados da balança comercial e do relatório Jolts de emprego.
Confira os principais eventos e indicadores para esta terça-feira (08):
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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