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Os três grandes dragões estão em foco, após dados do CPI da China, à espera da inflação dos EUA e dados no Brasil
O dia é da criatura mitológica mais temida pelos investidores: o dragão da inflação. Ontem à noite, os investidores conheceram os dados do CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor), o que já deu uma boa mordida no ânimo das bolsas na manhã desta quarta-feira (09).
É curioso o fato de o dragão aparecer em todas as culturas, e em terras brasileiras não poderia ser diferente. Hoje devem ser apresentados dados do IPCA pelo IBGE, que já acumula alta nos últimos 12 meses acima da meta estipulada pelo Banco Central. Apesar do otimismo com a bolsa brasileira, que impulsionou o índice até os 131 mil pontos, os investidores devem sair chamuscados com o fogo desse dragão, já que as perspectivas não são das melhores.
Por fim, sem maiores indicadores no exterior, dorme calmo na toca o último dragão do desafio hercúleo do investidor. Nesta quinta-feira (10), o mundo deve conhecer os dados de inflação americana. O Federal Reserve e a Secretária do Tesouro, Janet Yellen, já afirmaram que esse período inflacionário é “transitório” e não dão maiores sinais de interferir na atual política monetária. Ao melhor estilo Mestre dos Magos, de A caverna do Dragão.
O Ibovespa manterá os ânimos com todos esses desafios pela frente? No pregão de ontem, o índice brasileiro já perdeu os 130 mil pontos, fechando em baixa, mas as perspectivas são, ainda assim, boas e apontam para os 145 mil pontos.
Confira os destaques para o pregão desta quarta-feira (09):
Hoje devem ser divulgados pelo IBGE os dados do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) de maio. É esperado que o indicador avance de 0,65% até 0,76%, com mediana em 0,71%. Na leitura anterior, a inflação do mês ficou em 0,31%.
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De acordo com as expectativas do mercado, ouvidas pelo Banco Central no Boletim Focus, a inflação brasileira deve chegar a 5,31% no final de 2021. Em contrapartida, a taxa básica de juros (Selic) se mantém a mesma, em 5,75%.
No acumulado dos últimos 12 meses até maio, a mediana das projeções deve ultrapassar a meta de 5,25% do BC para 2021 e avançar para 7,92%. As projeções apontam que o IPCA deve encerrar o ano próximo a 5,50% de acordo com a mediana.
Os dados devem dar o tom para o BC, a uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Durante a noite, foram divulgados dados da inflação chinesa. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), teve um salto anual de 9,0% em maio, acima das projeções dos analistas de alta de 8,6%.
Em contrapartida, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) veio 1,3%, menor do que os 1,5% esperados na comparação anual.
Grandes economias como da China e dos EUA estão retomando as atividades após boa parte da população ter sido imunizada contra o coronavírus. Mas a retomada econômica pode estar gerando um superaquecimento dessas economias gigantescas, o que pode acarretar riscos aos investidores.
Nesta quinta-feira (10) devem ser divulgados dados da inflação americana (CPI e Núcleo do CPI), o que deve manter os mercados em compasso de espera, em dia esvaziado de indicadores.
As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta na manhã desta quarta-feira (09), após dados da inflação da China preocuparem a região. De mesma forma, os índices europeus abriram o dia sem direção definida, à espera da divulgação do CPI dos EUA amanhã e da reunião do Banco Central Europeu (BCE) amanhã.
Por fim, os futuros de Nova York operam de maneira mista, sem maiores indicadores a serem divulgados hoje.
Confira os principais eventos e indicadores econômicos para esta quarta-feira (09):
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
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