Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-05-13T07:54:53-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Dragão na área

Inflação nos EUA coloca Fed contra a parede e mantém mercado na defesa

Alívio pode vir de resultados trimestrais e expectativa com balanço da Petrobras

13 de maio de 2021
7:43 - atualizado às 7:54
Escudo dragão
Imagem: Shutterstock

Nem sempre é bom estar certo. A gente avisou aqui ontem sobre o potencial de danos dos dados de inflação ao consumidor norte-americano em abril caso eles viessem muito fora da curva. Pois eles não apenas mostraram uma forte aceleração como vieram bem mais fortes que o esperado.

A reação dos investidores foi fechar na retranca e minimizar os danos. O dólar, que vinha caindo em relação ao real nas últimas semanas, voltou à faixa dos R$ 5,30 depois de subir 1,57%. Já o Ibovespa, que tanto patinou para retornar à faixa dos 120 mil pontos e almejar novos recordes históricos, recuou 2,65% e fechou em 119.710 pontos.

Tendência ou pressão

A aceleração da inflação nos EUA ocorre em um momento no qual investidores e analistas de mercado estão em busca de sinais de superaquecimento na economia norte-americana. A intenção deles é tentar antecipar quando o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) começará a reverter sua política de juro básico perto de zero, bem como seu programa de compra de ativos.

A autoridade monetária norte-americana mantém a posição baseada na insistência – há quem chame de teimosia – de seus diretores no argumento de que a pressão inflacionária é um fenômeno transitório. As atenções se voltam para o Fed justamente pelo fato de autoridade monetária norte-americana ter liderado a reação à pandemia. Presume-se agora que outros importantes bancos centrais aguardarão sinalizações do Fed antes de agir.

Como o nível da inflação é um dos principais parâmetros do Fed para pautar suas ações de política monetária, a reação dos investidores aos dados de inflação nos EUA é compreensível, já que, se não fosse a colossal liquidez injetada pelos bancos centrais logo aos primeiros impactos da pandemia, o rali observado desde então nos mercados financeiros nem teria ocorrido.

E como notícia ruim raramente vem sozinha, é bom ficar de olho no PPI, o índice preços ao produtor nos EUA. Talvez ajude a saber se uma mudança de tendência já está em andamento ou se o mercado está apenas tentando pressionar o Fed a manter o alívio monetário custe o que custar. Seja como for, o cenário externo não é nada alentador.

Pesquisa, CPI e balanços

No cenário local, a situação não traz alívio. Enquanto os investidores olham de soslaio para a pesquisa Datafolha indicando o pior momento da resiliente aprovação ao presidente Jair Bolsonaro desde o início do mandato – além de uma derrota por 55% x 32% para o ex-presidente Lula se um segundo turno fosse disputado hoje –, a CPI da Pandemia ouvirá hoje o ex-CEO da Pfizer, Carlos Murillo, em busca de detalhes sobre a recusa do governo à compra de vacinas contra a covid-19.

Na véspera, o ex-secretário de Comunicação do Palácio do Planalto, Fabio Wajngarten, só não saiu preso da audiência com os senadores porque o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Omar Aziz (PSD-AM), alivou para ele.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomará na parte da tarde o julgamento do ICMS e PIS/Cofins.

Diante de tanta imprevisibilidade, enquanto o IBC-Br talvez permita ajustes às projeções para o PIB brasileiro em 2021, alguma esperança pontual pode vir dos resultados trimestrais divulgados entre ontem e hoje - ViaVarejo, Suzano, Eletrobras, Equatorial Energia, MRV, Eneva, Locaweb, BRF, Natura e Hapvida - e aqueles previstos para mais.

Para depois do fechamento, o balanço mais esperado do dia certamente é o da Petrobras, mas não é o único. Além da companhia estatal de petróleo, divulgam resultados hoje Bradespar, BR Malls, CCR, Cyrela, EcoRodovias, IRB Brasil, Light, Magalu e Sabesp.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas seguem sob pressão, bitcoin (BTC) cai abaixo dos US$ 40 mil e PEC dos combustíveis liga alerta antes da abertura da B3

As atenções se voltam para a próxima quarta-feira (26), quando ocorrerá a próxima reunião do Federal Reserve sobre a alta nos juros este ano

SEXTOU COM O RUY

O novo nem sempre é melhor: como ganhar dinheiro com os ensinamentos clássicos na bolsa

Se você aproveitou a queda das ações nos últimos meses para comprar um pouco mais delas, deve estar colhendo frutos interessantes com a alta dos últimos dias

DILEMA NOS FIIS

Investidores decidem nesta sexta se vendem suas cotas no fundo imobiliário PATC11 em leilão; veja o que está em jogo e o que recomendam os especialistas

Afinal, é hora de aproveitar a oferta da Capitânia e colocar o dinheiro no bolso ou apostar na recuperação do FII do Pátria Investimentos?

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Ibovespa rumo aos 110 mil pontos e a ressurreição da bolsa brasileira: veja tudo que mexeu com o mercado hoje

Poderia ter sido melhor, mas não dá para dizer que foi ruim. A bolsa brasileira teve hoje mais um dia estelar, permanecendo em alta de mais de 1% durante todo o pregão e chegando a testar os 110 mil pontos. Mas, no fim do dia, as bolsas americanas, que passaram quase toda sessão em alta, […]

Fechamento Hoje

Em mais um dia na contramão do mundo, Ibovespa sobe mais de 1% e dólar cai a R$ 5,41, com ajuda da China e do fluxo gringo

Corte de juros no gigante asiático beneficia países exportadores de commodities; queda nos juros futuros e entrada de recursos estrangeiros impulsionam bolsa para cima e dólar para baixo

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies