O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Na parte da tarde, o mercado local conseguiu aliviar o cenário negativo, mas ficou longe de surfar a onda positiva vista em Nova York
O fantasma que assombra os mercados nas últimas semanas decidiu tirar o dia de folga, o que abriu espaço para outra assombração (inesperada) brilhar.
Enquanto o rendimento dos títulos públicos americanos recuaram - tirando parte da pressão vendedora da bolsa e deixando espaço para que o Nasdaq puxasse uma alta em Nova York -, a troca inesperada do presidente do Banco Central turco fez com os mercados emergentes patinarem nesta segunda-feira (22).
A bolsa brasileira fechou longe das mínimas, bem próximo dos 115 mil pontos, mas ainda assim pesando a situação preocupante da pandemia do coronavírus no país e as incertezas políticas na Turquia. O Ibovespa fechou o dia em queda de 1,07%, aos 114.978. Em dia de derretimento da Lira turca, o que por tabela mexeu com as principais divisas dos países emergentes, o dólar à vista teve um avanço de 0,59%, a R$ 5,5179 - longe das máximas do dia.
O que ajudou o mercado local a aliviar parte do noticiário negativo foi o forte desempenha da arrecadação de fevereiro, que somou R$ 127,747 bilhões, acima da mediana de projeções do mercado. Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou a importância da vacinação para a recuperação econômica. A declaração vem em um momento extremamente delicado da pandemia no País.
Mesmo com a recente elevação na taxa de juros brasileira, o mercado segue precificando uma alta ainda maior da inflação. O relatório Focus desta segunda-feira trouxe também uma elevação da projeção para a Selic - que passou de 4,5% ao ano para 5%. Essa leitura se reflete no mercado de juros futuro, que desacelerou na reta final, mas ainda fechou o dia em alta. Confira as taxas de fechamento do dia.
A escalada de mortes em decorrência da covid-19 tem levado a uma cobrança pública de diversos setores da sociedade para o controle da situação, incluindo economistas e membros do Congresso. No domingo (21), renomados economistas assinaram uma carta aberta em que pedem medidas mais efetivas no combate à pandemia.
Leia Também
A falta de perspectiva para o andamento da vacinação no país e a necessidade de medidas mais enérgicas para conter o vírus por parte dos Estados respingam em Brasília, com a pressão aumentando cada vez mais sobre o Executivo.
O presidente Jair Bolsonaro segue condenando as novas restrições impostas pelos governadores, ao mesmo tempo que busca destacar que tem negociado a compra de novas doses de vacinas contra a covid-19 com diversos laboratórios.
Essa queda de braço acaba refletindo nos ativos brasileiros, mostrando um cenário um tanto errático, segundo o analista da Apollo Investimentos Victor Benndorf, já que ao mesmo tempo que o mercado comemora as negociações também fica cauteloso com a falta de horizonte para que essas doses realmente estejam disponíveis para a população.
A situação da pandemia na Europa também pesa sobre os mercados, com uma terceira onda de contágio ganhando contornos mais firmes, em meio a uma crise com relação à vacinação no continente. O Velho Continente voltou a aplicar a vacina da AstraZeneca após a confirmação que o imunizante não causava trombose nos pacientes, mas ainda assim as bolsas do continente operaram sem uma direção definida.
Com o prolongamento dos lockdowns no Brasil, sem uma data para que as novas quarentenas sejam de fato aliviadas, e novas medidas restritivas no exterior, as projeções de crescimento começam a ser mais uma vez revisadas para baixo, o que não colabora para aliviar o cenário.
A tensão com relação ao ritmo de vacinação na Europa não é a única preocupação no mercado internacional e o Brasil não é o único país que sofre com decisões do presidente indo contra o esperado pelo mercado. Uma crise com origem na Turquia minou o desempenho positivo dos mercados nesta segunda-feira, principalmente nos países emergentes.
A preocupação com a inflação em escala global tem sido um assunto persistente nos últimos meses. Nos Estados Unidos, essa pressão tem levado a uma elevação dos rendimentos dos juros futuros. Em países emergentes, com menos espaço para atuação, os BCs começam a tirar os seus estímulos, elevando as taxas de juros.
A decisão do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de trocar o presidente do BC do país pela terceira vez desde 2019, após uma alta na taxa básica de juros para 19% ao ano que visava conter o avanço da inflação, não pegou bem no mercado.
O movimento levou a Lira turca a derreter, recuando mais de 15%. O mercado acredita que a crise desencadeada por lá pode afetar os outros países emergentes. Para Marcio Lórega, analista técnico da Ativa Investimentos, a atuação do presidente turco gera uma forte instabilidade política e econômica que acaba sendo gerada e causa preocupação com relação a uma mudança de postura na condução da taxa de juros.
José Luiz Rossi, economista da Investmind, ressalta que esse movimento também reflete parte da preocupação com o crescimento da inflação em diversos países do mundo. Entre os emergentes, Brasil, Rússia e Turquia, são os países que os BCs estão reagindo, mesmo ainda em cenário de pandemia, e que esse tema deve persistir nos próximos meses.
Benndorf, da Apollo Investimentos, reforça que a situação lembra os investidores que os emergentes “nunca estão bem posicionados para uma situação de crise” e a substituição do chefe do BC turco foi um lembrete dessa realidade cheia de riscos extras. No entanto, há menos que existam outros desdobramentos, o analista não acredita que esse deva continuar sendo um driver limitante nos próximos dias. Os olhos dos investidores de fato devem se voltar para a situação da pandemia.
Nos Estados Unidos, os investidores passam mais um dia atentos aos juros e aos sinais de que a política monetária do país deve se manter inalterada.
Pela manhã, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, voltou a declarar que o banco central americano irá apoiar a recuperação da economia do país pelo tempo que for necessário. Assim, os juros futuros - principalmente os de vencimento mais longo -, que seguem uma tendência de alta expressiva nas últimas semanas, deram uma trégua.
Aproveitando o momento, as bolsas americanas operaram com alta, puxadas principalmente pelo desempenho das ações do setor de tecnologia. Ao fim do dia, o Nasdaq avançou 1,23%, o S&P 500 teve alta de 0,70% e o Dow Jones, que vem performando melhor do que o restante dos índices, subiu 0,32% hoje.
As incógnitas na mesa abarcam diversas frentes - política, sanitária, reformas, etc - o que acaba deixando o mercado um tanto “em cima do muro” e dá espaço para uma rotação setorial maior, com alguns investidores indo atrás de barganhas - como as administradoras de shopping, que avançaram mesmo diante das expectativas ruins com o cenário da pandemia.
“Ficamos com aquela briga de especulação versus crise. É muito importante focar nas empresas, não ficar olhando o fluxo e sim muita convicção para o longo prazo”, afirma Benndorf.
Com o câmbio jogando a favor, os frigoríficos tiveram um dia de avanço, também pesando os números positivos sobre a importação de proteínas da China.
Na ponta da tabela, o destaque ficou mais uma vez com a ação do GPA. Depois de recuar forte com a estreia do seu braço de atacarejo na bolsa, o Assaí, a companhia tem se recuperado nos últimos dias. Pesam a favor rumores sobre desinvestimentos que podem ser favoráveis para a companhia. Confira as principais altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | R$ | VARIAÇÃO |
| PCAR3 | GPA ON | 29,73 | 5,02% |
| BEEF3 | Minerva ON | 10,12 | 3,16% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 16,38 | 2,63% |
| TOTS3 | Totvs ON | 29,41 | 1,73% |
| CPLE6 | Copel PN | 7,08 | 1,29% |
Na ponta contrária, temos empresas do setor aéreo e commodities recuando de forma expressiva. Com sinais de que a economia chinesa pode colocar o pé no freio, já que foi a primeira a sair da crise gerada pelo coronavírus, o minério de ferro - que subiu expressivamente nos últimos meses - passa por uma correção. Confira as principais quedas:
| CÓDIGO | NOME | R$ | VARIAÇÃO |
| EMBR3 | Embraer ON | 13,44 | -7,37% |
| AZUL4 | Azul PN | 39,50 | -5,93% |
| PRIO3 | PetroRio ON | 90,25 | -3,92% |
| GOLL4 | Gol PN | 20,80 | -3,21% |
| USIM5 | Usiminas PNA | 17,21 | -3,21% |
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente