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Mercados hoje

Ibovespa sobe mais de 2% e retoma o patamar dos 118 mil pontos; dólar também sobe

Dados da economia americana, divulgados agora pela manhã, aliviaram parte da cautela que dominava aqui e lá fora

Selo de mercados que mostra um Touro e indica a alta do Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A bolsa brasileira, que começou o dia com grande instabilidade, parece ter se firmado em alta firme nesta quinta-feira (28), deixando um pouco de lado a cautela internacional e a preocupação doméstica com a saúde fiscal do país.

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Essa melhora no clima dos negócios acompanha uma recuperação também das bolsas americanas. Os índices futuros em Wall Street indicavam um dia no vermelho, mas eles também conseguiram se recuperar e as bolsas operam em alta de quase 2%.

Depois de seis pregões no vermelho, o principal índice da B3 sustenta uma recuperação. Por volta das 17h, o Ibovespa tinha alta de 2,25%, aos 118.461,42 pontos.

O motor para essa virada de sentimento no exterior está ligado aos novos números um pouco mais animadores que chegam dos EUA.

Os pedidos de auxílio-desemprego caíram 67 mil na semana, a 847 mil, abaixo da previsão do mercado. Tivemos também a divulgação da primeira leitura do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no quarto trimestre, que mostrou um crescimento de 4%, muito próximo do esperado pelos analistas. Os resultados corporativos abaixo do esperado e o discurso pessimista de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, sobre a velocidade de recuperação da economia americana ficaram em segundo plano.

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A recuperação das bolsas americanas também conta com uma ajuda dos tão sonhados e queridos estímulos fiscais. O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a Casa começará a analisar o pacote fiscal proposto pelo governo Biden já na semana que vem.

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Os investidores também repercutem de forma positiva a "contenção" do movimento especulativo que tomou conta dos mercados nos últimos dias. Em Nova York, as bolsas observam um verdadeiro cabo de guerra entre pequenos investidores e os grandes tubarões do mercado, os investidores institucionais. Após um intenso movimento especulativo, plataformas de investimentos locais começaram a impor restrições para conter as operações.

Na Europa, as principais praças operaram no vermelho durante boa parte do dia, com a preocupação com o coronavírus e suas novas variantes e o impacto que essas medidas devem ter na atividade econômica falando mais alto. No entanto, a melhora do quadro global também fez com que as bolsas locais busassem recuperação.

A pulga atrás da orelha

A bolsa brasileira tenta uma recuperação depois de tantos dias no vermelho, mas nem por isso os temores recentes são ignorados. E é possível os ver refletidos no dólar. A moeda americana até aliviou a alta, mas ainda avança 0,53%, a R$ 5,4357. 

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Mais de um milhão de pessoas já foram vacinadas no Brasil, mas nem por isso o temor com a pandemia - e seu impacto na atividade econômica - dá trégua. Os investidores seguem receosos não só com a velocidade da imunização, mas também do crescimento do número de casos da nova variante identificada em Manaus. 

A média móvel de mortes por covid-19 continua na casa dos milhares e uma necessidade de extensão do auxílio emergencial parece cada vez mais provável. Como o mercado tem dúvidas sobre como o governo pretende financiar o benefício, a piora do risco fiscal faz peso nos negócios. Principalmente com o imbróglio que ainda cerca as vacinas em solo nacional. 

As eleições para a presidência da Câmara e do Senado na semana que vem ganham cada vez mais força, já que o resultado determinará os responsáveis por pautar temas que mexem com o equilíbrio fiscal do país.

O cenário mais positivo se refletiu também no mercado de juros, que fechou o dia em queda. Confira o desempenho do mercado de juros futuros nesta tarde:

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  • Janeiro/2022: de 3,45% para 3,36%
  • Janeiro/2023: de 5,06% para 4,93%
  • Janeiro/2025: de 6,55% para 6,46%
  • Janeiro/2027: de 7,21% para 7,14%

Números da crise

Não foi só a economia americana que apresentou números importantes na manhã desta quarta-feira. No Brasil também tivemos divulgações de peso.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a taxa de desocupação no Brasil alcançou a marca de 14,1% no trimestre encerrado em novembro de 2020, uma alta de 4%.

Tivemos também mais um sinal de que a inflação segue escalando de tamanho. O IGP-M, indicador de referência para reajuste de contratos de aluguel, subiu 2,58% em janeiro, puxado principalmente pelas commodities e combustíveis.

Sobe e desce

As ações da resseguradora IRB aparecem na ponta da tabela, no que parece ser um movimento que "imita" o cabo de guerra promovido pelos investidores de varejo e fundos de hedge nos Estados Unidos.

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Um dos setores mais prejudicados pela pandemia do coronavírus é hoje o grande destaque positivo. As ações das companhias aéreas brasileiras são puxadas pelo bom desempenho da American Airlines no 4º trimestre. A companhia americana apresentou um prejuízo menor do que o esperado.

Já as empresas de shopping, muito descontadas por conta da pandemia, também aproveitam o bom dia da bolsa para se recuperarem. Confira a lista completa com as maiores altas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
IRBR3IRB ONR$ 7,37 13,21%
BPAC11BTG Pactual unitsR$ 96,05 6,60%
GOLL4Gol PNR$ 24,52 6,42%
IGTA3Iguatemi ONR$ 35,06 5,76%
MULT3Multiplan ONR$ 21,56 5,48%

A Bradespar libera as quedas após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretar que a companhia deve uma indenização de R$ 1,4 bilhão para fundos de pensão. Confira também a lista com as maiores quedas:

CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
BRAP4Bradespar PNR$ 65,57 -3,17%
CIEL3Cielo ONR$ 4,11 -1,20%
WEGE3Weg ONR$ 87,30 -1,08%
PCAR3GPA ONR$ 74,03 -0,05%
KLBN11Klabin unitsR$ 28,20 0,00%
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