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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

BCs contra-atacam o dragão da inflação e Ibovespa reage positivamente; dólar cai abaixo de R$ 5,70 após leilão

Além da repercussão das decisões de política monetária na Europa, o Ibovespa também teve espaço para repercutir o noticiário corporativo

Jasmine Olga
Jasmine Olga
16 de dezembro de 2021
19:41 - atualizado às 13:04
O dragão da inflação correndo atrás do touro das bolsas e índices
O mercado ainda monitora novos dados sobre a variante da covid-19 no mundo. - Imagem: Shutterstock, com intervenção de Andrei Morais

A convivência tolerante entre bancos centrais e o dragão da inflação chegou ao fim após quase um ano de expectativas de que as feras estavam apenas de passagem.

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O que se vê no cenário global é que cada país vai à luta com as armas que acredita serem mais efetivas para a missão. Nos países emergentes, a batalha começou mais cedo, e as taxas básicas de juros cada vez mais altas são o plano de voo preferido.

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, lidera uma ofensiva de retirada de estímulos monetários acelerada e já avisou que, caso a estratégia não funcione, a elevação da taxa de juros é o próximo passo.

O Banco Central Europeu segue uma escola semelhante, mas ainda é conservador e diz não ver espaço para uma alta de juros no próximo ano. Já o Banco da Inglaterra foi para o tudo ou nada e elevou a taxa básica de 0,1% para 0,25% ao ano.

O cerco dos BCs foi recebido de forma mista pelos mercados globais. Afinal, juros mais elevados tendem a prejudicar alguns setores e favorecer uma migração de recursos para aplicações mais seguras.

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Na Europa, o dia hoje foi positivo, enquanto Wall Street viveu uma sessão volátil, mas acabou fechando no vermelho.

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Por aqui, o tom mais agressivo dos bancos centrais pressionou a curva de juros, mas o câmbio e a bolsa tiveram uma quinta-feira de alívio. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o BC brasileiro destacou que a inflação ficará acima do teto da meta de 5,25% em 2021, mas garante que em 2022 o indicador ficará abaixo do teto de 5%.

O noticiário corporativo também beneficiou o Ibovespa. A Petrobras anunciou que chegou a um acordo para a venda da sua participação na Braskem, e empresas do setor de mineração e siderurgia voltaram a ter um bom desempenho, levando o principal índice da bolsa a fechar em alta de 0,83%, aos 108.326 pontos.

O dólar à vista voltou a fechar abaixo dos R$ 5,70, mas contou com mais uma intervenção do Banco Central no mercado à vista para garantir a façanha. A moeda americana encerrou o dia em queda de 0,50%, a R$ 5,6792.

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Confira alguns dos destaques do noticiário corporativo:

Não é coisa do passado

O documento divulgado nesta manhã pelo Banco Central não deixa de fora as incertezas que ainda rondam a pandemia do coronavírus. Há um destaque especial para a covid-19, já que os planos da entidade podem ser alterados caso a ômicron ou novas variantes voltem a pressionar a atividade econômica. 

No relatório trimestral da inflação do Banco Central, a entidade indicou que espera que os preços fechem 2021 com um avanço de 10,20% e que tenham alta de 4,7% em 2022.

Isso representa um IPCA acima do teto da meta de 5,25% neste ano, e distante do centro da meta de 3,75%. Contudo, a inflação para o ano que vem deve se aproximar do teto da meta, de 5,0%. O relatório ainda destaca o risco fiscal e o fim dos estímulos à economia por parte dos países desenvolvidos.

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Sobe e desce do Ibovespa

Ao longo do dia, as empresas do setor de saúde foram o principal destaque. Além da aprovação da fusão entre Hapvida (HAPV3) e Intermédica (GNDI3), também tivemos uma alta significativa de Qualicorp (QUAL3). O Cade autorizou que a Rede D'Or faça novas operações para aumentar sua participação na companhia.

Ao longo do dia, no entanto, ações descontadas da bolsa ganharam espaço. É o caso dos papéis de Americanas (AMER3 e LAME4) e CSN (CSNA3). Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVAlORVAR
AMER3Americanas S.AR$ 31,228,93%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 5,828,58%
CSNA3CSN ONR$ 25,826,04%
QUAL3Qualicorp ONR$ 17,145,54%
VALE3Vale ONR$ 80,443,91%

A nova pressão na curva de juros voltou a fazer com que as empresas do setor de tecnologia voltassem a apresentar desempenho negativo. Além disso, as ações do Banco Inter devolveram parte da valorização vista na semana passada, quando pegaram carona na estreia do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
CASH3Méliuz ONR$ 3,15-8,16%
BIDI11Banco Inter unitR$ 32,28-7,72%
VIIA3Via ONR$ 4,91-5,58%
BIDI4Banco Inter PNR$ 10,92-5,21%
GETT11Getnet unitsR$ 3,62-4,74%

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