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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

MERCADOS HOJE

Ibovespa zera alta do dia após Bolsonaro voltar a falar da política de preços da Petrobras

No exterior, as bolsas ficam em compasso de espera, no aguardo da ata da última reunião do Federal Reserve

Jasmine Olga
Jasmine Olga
7 de abril de 2021
10:31 - atualizado às 16:21
Bolsonaro Mercados Baixa Petrobras
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Em um pano de fundo marcado por novos recordes do mortos pela covid-19, exterior fraco e preocupações com a viabilidade do Orçamento de 2021, a bolsa brasileira apresenta mais um dia de fôlego limitado e alta volatilidade.

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Boa parte do dia se passou em compasso de espera pela ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve e que foi divulgada há pouco. A leitura do Fed de que as condições financeiras para a manutenção de estímulos e um cenário mais acomodatício deve permanecer, ainda que já se veja um arrefecimento da pandemia, animou as bolsas em Nova York, que passaram a operar no positivo. 

O Ibovespa passou a maior parte da sessão entre perdas e ganhos desde o início da sessão e parecia ter se firmado em alta após a ata do Fed. No entanto, declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a política de preços da Petrobras voltaram a pesar sobre o índice. Em evento, o presidente afirmou que "podemos mudar essa política de preços na Petrobras", o que ressuscitou o fantasma da interferência política na companhia. 

Por volta das 16h15, o principal índice da bolsa brasileira operava estável, aos 117.522 pontos.  O dólar à vista se fortaleceu em escala global na parte da tarde e sobe 0,68%, a R$ 5,6374.  

No mercado de juros, o impasse em torno do Orçamento segue pressionando o risco fiscal e os principais contratos futuros operam em alta. As falas de Bolsonaro pressionaram ainda mais a curva. Confira as taxas de hoje:

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  • Janeiro/2022: de 4,64% para 4,73%
  • Janeiro/2023: de 6,59% para 6,68%
  • Janeiro/2025: de 8,23% para 8,37%
  • Janeiro/2027: de 8,85% para 8,98%

Dou-lhe uma, dou-lhe duas…

Teve início nesta quarta-feira (07) a Semana de Infraestrutura promovida pelo governo, com o leilão de 22 aeroportos, agrupados em três blocos, a serem disponibilizados para a iniciativa privada, que poderão explorar a concessão por até 30 anos. A expectativa é arrecadar pelo menos R$ 186,2 milhões. O sucesso dessas operações acabou ficando em segundo plano no começo do pregão, com os investidores pesando o avanço da pandemia no país e as questões políticas em torno do Orçamento. 

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A CCR foi um dos destaques, levando dois blocos - o Central e o Sul, por R$ 2,1 bilhões e R$ 754 milhões, respectivamente. O grupo francês Vinci ficou com o bloco Norte, pagando R$ 420 milhões.

Mande um sinal

O principal destaque do dia foi a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (15h). Na ocasião, o Fed manteve a sua política monetária inalterada e sinalizou que deve manter o grau de estímulo elevado até que a economia americana de fato se recupere. 

No entanto, o mercado financeiro anda encarando as coisas com outros olhos. Com um aquecimento da economia e o avanço da vacinação, começa a se precificar uma pressão inflacionária maior o que poderia levar o Fed a elevar a taxa de juros antes do esperado. Esse tem sido o gatilho para a disparada dos Treasuries nos últimos meses. 

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Na ata, os dirigentes do Federal Reserve voltaram a afirmar que condições financeiras para a manutenção de estímulos e um cenário mais acomodatício se mantêm, ainda que o mercado de trabalho americano tenha mostrado algum aquecimento nos últimos meses. 

Para o Fed, mesmo com o arrefecimento da pandemia, a covid-19 segue causando dificuldades econômicas e humanas no país e os setores mais afetados pela crise ainda estão longe da recuperação. Com relação à inflação, o documento aponta que a taxa segue abaixo da meta perseguida de 2% e em uma alta transitória. Com relação ao avanço dos Treasuries, os dirigentes apontam que se deve pela melhora de perspectivas para a economia americana e a emissão de títulos. 

Hoje o governo americano também anunciou o pacote tributário que, entre outras mudanças, aumenta para 28% o imposto corporativo. A medida tem como objetivo financiar as obras do pacote de infraestrutura. 

Caça às vacinas

A vacinação contra o coronavírus também segue sendo um importante foco de atenção. Enquanto nos Estados Unidos o ritmo acelerado leva a um maior otimismo com relação à atividade e o calendário de imunização, no Brasil ainda encontramos diversos problemas. 

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Ainda que o país tenha um número absoluto elevado de pessoas que receberam ao menos a primeira dose de vacina contra o coronavírus -  20,8 milhões de brasileiros -, o número representa apenas 9,84% da população. 

Em meio a uma dificuldade de aquisição de novas doses, uma nova polêmica chega do Congresso, com a aprovação de alguns destaques do projeto que permite a compra de vacinas pela iniciativa privada. O projeto é defendido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e modifica a lei que dizia que a iniciativa privada poderia comprar imunizantes, mas que eles deveriam ser doados para o SUS.

Sobe e desce

As ações da Braskem lideram as altas do dia, seguindo uma sequência de valorização observada nas últimas semanas. As ações da Eletrobras sobem na esteira de novos acenos para a privatização da companhia. Gustavo Montezano, presidente do BNDES e responsável por modelar a privatização, afirmou que o melhor modelo é a venda da companhia consolidada.

Os papéis da resseguradora IRB sobem forte após a companhia anunciar o fim da fiscalização da Susep, que teve início em maio do ano passado.

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CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BRKM5Braskem PNAR$ 43,643,51%
HAPV3Hapvida ONR$ 15,093,00%
ELET6Eletrobras PNBR$ 36,483,11%
IRBR3IRB ONR$ 6,283,29%
ELET3Eletrobras ONR$ 36,012,89%

O setor de varejo tem mais um dia de recuo em bloco, com os investidores buscando setores mais descontados com a crise. Confira também as maiores quedas do dia: 

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
RAIL3Rumo ONR$ 20,33-2,87%
ENGI11Engie unitsR$ 43,40-2,67%
HGTX3Cia Hering ONR$ 16,60-2,64%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 20,08-2,52%
BRML3BR Malls ONR$ 9,85-2,48%

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