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Correndo atrás do tempo perdido, o Ibovespa teve mais fôlego que Nova York para subir e chegou a flertar com o patamar dos 117 mil pontos
Se na sexta-feira o mercado financeiro ficou receoso com a possível fragilidade da trégua entre os Poderes proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, o fim de semana mais calmo e a aparente tranquilidade em Brasília levaram o Ibovespa a retomar a trajetória de ganhos nesta segunda-feira (13).
Sem sinais de deterioração e com um descolamento grande das bolsas internacionais, os investidores resolveram correr atrás do tempo perdido, já que com o afrouxamento do cabo de guerra entre Executivo e Judiciário, o Legislativo pode voltar a olhar para as pautas econômicas.
E é justamente essa a expectativa do mercado, que comemorou hoje mais um passo da Eletrobras em direção à sua privatização e o sinal de que Paulo Guedes, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco buscam uma solução para o pagamento dos R$ 89 bilhões em precatórios já nos próximos dias.
Para Eduardo Cubas, head de alocações de recursos e sócio da Manchester Investimentos, a trajetória das bolsas internacionais foi essencial para que o Ibovespa buscasse a recuperação mais expressiva de hoje, e o comportamento do mercado externo deve continuar servindo de norte para a bolsa brasileira.
“O tempo segue jogando contra o nosso cenário político. Temos um fiscal super desafiador, e quanto mais o tempo passa, mais perto a gente fica das eleições. e a pauta de reformas fica mais difícil de ser aprovada”, diz Cubas.
Desde o início do pregão de hoje, o Ibovespa operou em forte alta, fechando o dia com um avanço de 1,85%, aos 116.403 pontos. O principal índice da bolsa chegou a operar acima dos 117 mil pontos, mas Nova York diminuiu o ímpeto de alta e acabou contaminando também o cenário local. O dólar à vista recuou a R$ 5,2236, uma queda de 0,83%.
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No mercado de juros, os principais vencimentos seguem devolvendo os prêmios embutidos nas últimas semanas, mas as revisões para cima do IPCA de 2021 e 2022 pela maior parte do mercado acabaram reduzindo o ritmo da recuperação. Confira as taxas de hoje:
O dia foi de correção generalizada, mas teve espaço para repercutir algumas novidades do noticiário corporativo:
Enquanto no Brasil o mercado segue revisando para cima as projeções de inflação, no exterior esta também segue sendo uma preocupação. Afinal, o controle do aumento dos preços é uma das metas perseguidas pelo banco central americano na hora de definir a política monetária vigente.
Mesmo após a sinalização do Federal Reserve de que o ritmo de compra de ativos deve ser reduzido ainda em 2021, os dados mistos da economia americana levam incerteza para a mesa de apostas. Assim, os investidores estão atentos aos novos números de inflação.
Amanhã a agenda esquenta este debate, já que é dia de conhecer os dados da Inflação ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para o mês de agosto. A próxima reunião do Fed deve coincidir com a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro (Copom), no próximo dia 22.
Já de olho nos números que serão divulgados na terça-feira e buscando amparar as perdas da semana anterior, as bolsas americanas fecharam o dia com sinais mistos. Confira:
As frustrações políticas das últimas semanas haviam apagado até mesmo o otimismo do mercado com o encaminhamento da privatização da Eletrobras, mas as novidades do fim de semana mostram que o processo continua andando.
Cumprindo mais um dos passos para a capitalização da estatal, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que permite a criação da estatal que irá administrar os ativos da Eletronuclear e de Itaipu, que se chamará Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar).
Marcel Andrade, head de renda variável da Vitreo, afirma que o dia não foi de grandes movimentações setoriais e sim de recuperação generalizada após as quedas recentes.
Acumulando um saldo negativo no mês de setembro, o principal destaque do dia ficou com os papéis da Méliuz. Na sequência temos o Banco Pan, que reage positivamente após a compra de uma fatia da Mobiauto, fortalecendo o seu plano de avançar no financiamento de carros e motos.
Já a CVC, empresa que tem sofrido fortemente com a crise do coronavírus, pegou carona na melhora dos dados do setor aéreo, que mostram uma recuperação da demanda, ainda que o Bank of America tenha rebaixado a recomendação de Azul e Gol para venda.
A Yduqs também brilhou ao longo de todo o dia, de carona com a notícia de que teria interesse em comprar o Centro Universitário de Brasília (Ceub), que hoje está sendo negociado com a rival Ânima. O BTG Pactual estima que a Yduqs deve levar a melhor, já que tem uma posição de caixa mais confortável.
Confira os principais destaques do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CASH3 | Méliuz ON | R$ 6,69 | 12,82% |
| BPAN4 | Banco Pan PN | R$ 17,25 | 9,45% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 22,21 | 9,30% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 25,12 | 8,00% |
| BIDI4 | Banco Inter PN | R$ 21,43 | 7,36% |
Poucas empresas fecharam o dia no vermelho. Os principais destaques negativos ficaram com empresas que haviam conseguido fugir da maré negativa que atingiu o Ibovespa na semana passada e que acabam se beneficiando de um dólar mais forte. Confira as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 25,99 | -1,74% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 59,92 | -1,22% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 21,39 | -0,88% |
| CCRO3 | CCR ON | R$ 11,71 | -0,59% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 38,00 | -0,52% |
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