O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ações dos bancões e de empresas do setor elétrico, especialmente as transmissoras, são afetadas pela taxação de dividendos na reforma do IR
Num dia em que o Ibovespa operou em queda de mais de 1% durante a manhã, empresas conhecidas por serem boas pagadoras de dividendos amargam perdas particularmente intensas. Ações de bancos e de empresas do setor elétrico figuram entre os destaques negativos do Ibovespa nesta quinta-feira (02).
Essa reação negativa, naturalmente, está relacionada à aprovação do texto-base da reforma do Imposto de Renda na Câmara: entre outros pontos, o projeto estimula uma taxação de 20% sobre os proventos pagos pelas empresas aos acionistas.
Assim, ações de companhias que têm nos dividendos um de seus chamarizes sofrem uma correção mais intensa. É o caso dos bancões: Itaú Unibanco PN (ITUB4), Bradesco PN (BBDC4), Banco do Brasil ON (BBAS3) e Santander Brasil units (SANB11) caem mais de 2% — vale lembrar que o setor tem um peso importante na composição do Ibovespa e, assim, ajuda a puxar o índice para baixo.
As transmissoras de energia, tradicionais boas pagadoras de proventos, também são penalizadas — como os fluxos de caixa dessas empresas são muito previsíveis, a distribuição de dividendos é uma alternativa para atrair investidores:
Confira também no nosso Instagram, onde entregamos as principais notícias, análises de investimentos, insights do mercado financeiro e oportunidades da bolsa (aproveite para nos seguir clicando aqui):
Como está, o texto da reforma não é exatamente um problema para o mercado — com exceção, é claro, da parte dos dividendos. O que fica na mira dos investidores são os 26 destaques que devem ser votados ainda hoje no plenário da Câmara e que podem alterar o texto-base, retirando alguns pontos que são considerados favoráveis pelos investidores.
Segundo o texto, a reforma deve afetar principalmente empresas com faturamento entre de R$ 4,8 milhões e R$ 74 milhões e ficam de fora da isenção de dividendos. Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, afirma que o mercado está digerindo os principais pontos da proposta hoje e isso deve manter o mercado em compasso de espera — o que ajuda a explicar o recuo do Ibovespa e o mau humor generalizado na bolsa.
Confira as maiores quedas do dia:
| Nome | Código | Preço (R$) | Variação |
| Eletrobras ON | ELET3 | 37,41 | -3,28% |
| Ambev ON | ABEV3 | 16,75 | -2,95% |
| Grupo Natura ON | NTCO3 | 51,10 | -2,89% |
| Yduqs ON | YDUQ3 | 25,05 | -2,76% |
| Via ON | VIIA3 | 9,99 | -2,73% |
Dentro dessa lista, Ambev ON (ABEV3) também se destaca como boa pagadora de dividendos. Já Eletrobras ON é afetada por uma série de fatores: embora não seja uma tradicional distribuidora de proventos, ela é parcialmente afetada pela reforma do IR; além disso, notícias quanto a manobras do governo com a estatal para tentar aliviar a alta na conta de luz para 2022 caem mal entre os investidores.
Marcio Lorega, head de research e economia do Pagbank, vai além. Ele afirma que o tapering, a retirada de estímulos do Federal Reserve, o BC americano, pode afetar a entrada de recursos na bolsa brasileira.
Entretanto, o Ibovespa tem constantemente se deslocado do exterior, que reagiu com certa indiferença à retirada dos estímulos. As bolsas de Nova York têm renovado constantemente as máximas históricas, e o índice brasileiro operou na contramão a maior parte do tempo no mesmo período.
E isso é explicado pelo cenário interno. Até pouco tempo atrás, existia pouca sinergia entre o Congresso e o governo federal, o que colocava dúvidas sobre a aprovação da reforma. Outro ponto importante são as concessões feitas para formar alianças e aprovar as propostas do governo.
A PEC dos Precatórios, o novo Bolsa Família — agora chamado de Auxílio Brasil —, o possível entrave na privatização dos Correios e as eleições de 2022 criam uma “tempestade perfeita” para injetar cautela no mercado.
A reforma tributária chegou como uma esperança para os investidores, como uma forma de simplificar o sistema brasileiro. Alamy Candido, sócio do Cândido Martins Advogados, comenta que a proposta deveria trazer uma neutralidade para a arrecadação nacional.
Ou seja, o contribuinte não pagaria mais impostos e o governo não deixaria de arrecadar. Entretanto, a reforma entregue de maneira “fatiada” acabou sendo desidratada e o texto original deixou de cumprir seu papel.
Alamy Candido ainda destaca que o imposto deve sair das empresas e passar para os investidores, que devem arcar com uma cobrança de 20% sobre lucros e dividendos. “Eu sou a favor da taxação, mas em outros países ela é de 10% a 15%”, comenta ele.
Confira os principais pontos da proposta:
O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas
Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100
A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano
GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis
Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos
Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro
Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar
Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos