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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

mercados na semana

Com pressão fiscal, dólar sobe 4,6% na semana e chega a R$ 5,74; Ibovespa cai 1,2%

Pressão por auxílio emergencial em valores maiores e aprovação do Orçamento para 2021 com mais emendas parlamentares elevam percepção de risco; bolsa brasileira sobe com apoio das commodities

Kaype Abreu
Kaype Abreu
26 de março de 2021
18:04 - atualizado às 19:09
Dólar real câmbio
Imagem: Shutterstock

A percepção de risco fiscal voltou a pesar sobre os negócios locais durante esta semana, levando o dólar a escalar 4,67%, fechando esta sexta-feira (26) a R$ 5,7413. No mesmo período, o Ibovespa caiu 1,24%, apesar do avanço hoje.

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A cereja do bolo para o temor do mercado com as contas públicas foi a aprovação do Orçamento para 2021 no Congresso, que elevou para um total de R$ 48,8 bilhões as emendas parlamentares para uso em obras em redutos eleitorais.

Com isso, para cumprir o teto de gastos terá de feito um bloqueio de ao menos R$ 30 bilhões este ano, afetando os gastos não obrigatórios — que incluem investimentos — e impondo risco de shutdown no segundo semestre.

A aprovação do Orçamento botou pressão sobre o dólar, que avançou 1,25% só nesta sexta-feira. No dia anterior, a cotação subiu influenciada pela notícia de que ao menos 16 estados estariam pressionando o Congresso por um auxílio emergencial maior do que a proposta aprovada.

A moeda americana é ainda favorecida no mundo todo por conta da percepção de que os Estados Unidos podem ter uma recuperação mais rápida do que de outras regiões, segundo Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.

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No Brasil, o Ibovespa subiu 0,91% nesta sexta, a 114,780 pontos, apoiado no avanço das commodities no exterior. Durante a tarde, o principal índice da bolsa chegou a operar no vermelho, com um baixo volume de negociação por conta dos feriados antecipados em São Paulo.

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Feriado, auxílio e vacina

A prefeitura da cidade onde opera a bolsa brasileira antecipou cinco feriados, com início nesta sexta, para tentar conter o avanço da pandemia em um momento de sucessivos recordes no número de mortes.

Por outro lado, de São Paulo veio a notícia de que o Instituto Butantã iniciará a fase clínica de testes de uma vacina desenvolvida no Brasil. A produção de um imunizante nacional — que traria maior controle sobre a produção para o país — chegou a contribuir positivamente com o mercado nesta sexta.

Enquanto isso, nos EUA o presidente Joe Biden prometeu aumentar o ritmo de vacinação — o país imunizaria 200 milhões de pessoas ainda nos primeiros 100 dias da gestão do atual mandatário, segundo a nova meta do governo.

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No país, o mercado iniciou o dia mais otimista também por conta da inflação (PCE, na sigla em inglês), que avançou 0,1% — afastando os temores de uma disparada dos preços.

Ao final do dia, o índice Dow Jones teve ganhos de 1,39%, o S&P 500 avançou 1,66% e o Nasdaq subiu 1,24% — com destaque para os bancos, que tiveram restrições relaxadas, e as companhias ligadas ao petróleo.

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,91%, com ganhos de 0,85% na semana. Já no Oriente Médio, o destaque é o canal de Suez, que segue bloqueado por um navio que encalhou no local.

O espaço é a principal rota para o escoamento de petróleo do Oriente Médio. O impasse pressiona os preços de barril de petróleo e influencia as ações de empresas do setor petrolífero.

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No Brasil, os papéis da Petrobras (PETR4) subiram 1,21% nesta sexta, a R$ 23,40, mas não chegaram nas maiores altas do Ibovespa da semana.

O maior avanço do período foi do Carrefour, que comprou o BIG. Na outra ponta, ficaram principalmente os papéis de empresas que devem ser mais afetadas por um prolongamento da pandemia.

Confira as maiores altas da semana:

CÓDIGOAÇÃOVALOR (R$)VARIAÇÃO
CRFB3Carrefour Brasil ON           22,20 15,50%
PCAR3GPA ON           31,41 10,95%
MRFG3Marfrig ON           16,82 5,39%
UGPA3Ultrapar ON           20,85 5,20%
BRAP4Bradespar PN           65,45 3,74%

Confira as maiores baixas da semana:

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CÓDIGOAÇÃOVALOR (R$)VARIAÇÃO
AZUL4Azul PN           37,25 -11,29%
MGLU3Magazine Luiza ON           19,97 -10,41%
EMBR3Embraer ON           13,20 -9,03%
COGN3Cogna ON             3,82 -8,17%
SULA11SulAmérica units           36,36 -8,07%

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