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Pressão por auxílio emergencial em valores maiores e aprovação do Orçamento para 2021 com mais emendas parlamentares elevam percepção de risco; bolsa brasileira sobe com apoio das commodities
A percepção de risco fiscal voltou a pesar sobre os negócios locais durante esta semana, levando o dólar a escalar 4,67%, fechando esta sexta-feira (26) a R$ 5,7413. No mesmo período, o Ibovespa caiu 1,24%, apesar do avanço hoje.
A cereja do bolo para o temor do mercado com as contas públicas foi a aprovação do Orçamento para 2021 no Congresso, que elevou para um total de R$ 48,8 bilhões as emendas parlamentares para uso em obras em redutos eleitorais.
Com isso, para cumprir o teto de gastos terá de feito um bloqueio de ao menos R$ 30 bilhões este ano, afetando os gastos não obrigatórios — que incluem investimentos — e impondo risco de shutdown no segundo semestre.
A aprovação do Orçamento botou pressão sobre o dólar, que avançou 1,25% só nesta sexta-feira. No dia anterior, a cotação subiu influenciada pela notícia de que ao menos 16 estados estariam pressionando o Congresso por um auxílio emergencial maior do que a proposta aprovada.
A moeda americana é ainda favorecida no mundo todo por conta da percepção de que os Estados Unidos podem ter uma recuperação mais rápida do que de outras regiões, segundo Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.
No Brasil, o Ibovespa subiu 0,91% nesta sexta, a 114,780 pontos, apoiado no avanço das commodities no exterior. Durante a tarde, o principal índice da bolsa chegou a operar no vermelho, com um baixo volume de negociação por conta dos feriados antecipados em São Paulo.
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A prefeitura da cidade onde opera a bolsa brasileira antecipou cinco feriados, com início nesta sexta, para tentar conter o avanço da pandemia em um momento de sucessivos recordes no número de mortes.
Por outro lado, de São Paulo veio a notícia de que o Instituto Butantã iniciará a fase clínica de testes de uma vacina desenvolvida no Brasil. A produção de um imunizante nacional — que traria maior controle sobre a produção para o país — chegou a contribuir positivamente com o mercado nesta sexta.
Enquanto isso, nos EUA o presidente Joe Biden prometeu aumentar o ritmo de vacinação — o país imunizaria 200 milhões de pessoas ainda nos primeiros 100 dias da gestão do atual mandatário, segundo a nova meta do governo.
No país, o mercado iniciou o dia mais otimista também por conta da inflação (PCE, na sigla em inglês), que avançou 0,1% — afastando os temores de uma disparada dos preços.
Ao final do dia, o índice Dow Jones teve ganhos de 1,39%, o S&P 500 avançou 1,66% e o Nasdaq subiu 1,24% — com destaque para os bancos, que tiveram restrições relaxadas, e as companhias ligadas ao petróleo.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,91%, com ganhos de 0,85% na semana. Já no Oriente Médio, o destaque é o canal de Suez, que segue bloqueado por um navio que encalhou no local.
O espaço é a principal rota para o escoamento de petróleo do Oriente Médio. O impasse pressiona os preços de barril de petróleo e influencia as ações de empresas do setor petrolífero.
No Brasil, os papéis da Petrobras (PETR4) subiram 1,21% nesta sexta, a R$ 23,40, mas não chegaram nas maiores altas do Ibovespa da semana.
O maior avanço do período foi do Carrefour, que comprou o BIG. Na outra ponta, ficaram principalmente os papéis de empresas que devem ser mais afetadas por um prolongamento da pandemia.
Confira as maiores altas da semana:
| CÓDIGO | AÇÃO | VALOR (R$) | VARIAÇÃO |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | 22,20 | 15,50% |
| PCAR3 | GPA ON | 31,41 | 10,95% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 16,82 | 5,39% |
| UGPA3 | Ultrapar ON | 20,85 | 5,20% |
| BRAP4 | Bradespar PN | 65,45 | 3,74% |
Confira as maiores baixas da semana:
| CÓDIGO | AÇÃO | VALOR (R$) | VARIAÇÃO |
| AZUL4 | Azul PN | 37,25 | -11,29% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 19,97 | -10,41% |
| EMBR3 | Embraer ON | 13,20 | -9,03% |
| COGN3 | Cogna ON | 3,82 | -8,17% |
| SULA11 | SulAmérica units | 36,36 | -8,07% |
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