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A Aura (AURA33) reportou um novo recorde de produção de ouro em 12 meses — dados que dão suporte ao pagamento de dividendos da empresa
Barras de ouro valem mais do que dinheiro, já dizia Silvio Santos — e se você é um adepto da filosofia do homem do baú, a Aura Minerals (AURA33) está mais valiosa que nunca. Afinal, a mineradora bateu recordes de produção da commodity no terceiro trimestre, solidificando uma tese de investimento que mistura crescimento, fluxo de caixa e pagamento de dividendos.
Indo aos números: entre julho e setembro deste ano, a Aura produziu 61,6 mil onças equivalentes de ouro (GEO) — eu sei, é uma unidade de medida meio estranha e que não diz muita coisa. Mas, acredite, o resultado foi positivo, representando um crescimento de 7% na comparação com o mesmo período de 2020.
E tão importante quanto o dado do trimestre em si é a tendência mostrada pela Aura: quando olhamos para os volumes acumulados em 12 meses, a companhia atingiu a marca de 260,4 mil GEOs ao fim de setembro, um novo recorde na série histórica.

Para entender essa evolução operacional, é preciso entender exatamente o desempenho das minas exploradas pela Aura. E, no terceiro trimestre, houve notícias boas e ruins.
O resultado mais expressivo foi registrado na mina de Aranzazu, no México — a Aura também explora cobre e prata dessa instalação. Lá, foram produzidas 26,7 mil onças equivalentes de ouro no trimestre, uma alta de 49% na base anual, muito por causa da expansão recente na capacidade da planta.
O volume forte visto em Aranzazu compensou o desempenho mais fraco visto nas outras duas grandes instalações da Aura:
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Antes de continuar, um convite: apresentamos também esta análise sobre a Aura pelo nosso Instagram. Confira abaixo e aproveite para nos seguir no Instagram (basta clicar aqui). Lá entregamos aos leitores análises de investimentos, notícias relevantes para o seu patrimônio, oportunidades de compra na bolsa, insights sobre carreira e empreendedorismo e muito mais.
Voltando ao assunto, esse mix de produção foi alvo de comentário do Credit Suisse: o banco diz que o resultado operacional da Aura ficou ligeiramente abaixo das projeções, mas que isso não é motivo para pânico. San Andres e EPP, afinal, foram prejudicadas por fatores pontuais no trimestre; sendo assim, e partindo do pressuposto de que tudo irá se normalizar daqui para frente, a perspectiva para os três últimos meses do ano é animadora.
Tanto é que o banco suíço acredita que a Aura conseguirá atingir sua meta para o ano, de 264 a 295 mil GEOs — para tal, a companhia deverá produzir pelo menos 72 mil onças equivalentes de ouro nos três últimos meses de 2021, o que representaria um novo recorde trimestral para a mineradora.
A Aura tem BDRs negociados na B3 sob o código AURA33; nesta quarta-feira (13), os ativos mostraram uma reação tímida aos dados apresentados: leve baixa de 0,28%, a R$ 53,50. Mais para o fim do pregão, porém, engataram num movimento de alta e fecharam com valorização de 2,52%, a R$ 55.
Desde o começo do ano, a queda acumulada é de 11,9%, influenciada em certa medida pela baixa de 6% na cotação do ouro para dezembro no mesmo intervalo — talvez o dono do SBT precise rever o seu jargão...
Nada disso, no entanto, tira o otimismo do Credit Suisse em relação à Aura. A equipe liderada pelo analista Caio Ribeiro recomenda a compra de AURA33, com preço-alvo em R$ 83 — um potencial de alta de 55% em relação às cotações atuais. Um otimismo que tem como base as perspectivas de melhora operacional e continuidade de crescimento da companhia.
"Vemos a Aura como um caso de crescimento e dividendos, dado o significativo potencial de crescimento adiante (saindo de 200 mil GEOs em 2020 para 353 mil GEOs em 2024), ao mesmo tempo em que consegue preservar um fluxo de caixa positivo", escreve o analista, ressaltando que esse cenário coloca a mineradora no mapa das boas pagadoras de dividendos.
O CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, já tinha sinalizado a meta de crescer fortemente nos próximos anos. Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro em abril, ele disse que tinha como objetivo dobrar a produção da empresa até 2024 — e que queria cada vez mais investidores pessoa física na base da companhia.
Para o Credit Suisse, a Aura tem potencial para chegar a um yield (a relação entre dividendo pago por ação e o valor unitário da ação) de cerca de 4% entre 2021 e 2024. Ou seja: se você prefere o outro jargão do Silvio Santos e quer dinheiro, a companhia também oferece oportunidades valiosas.
Ao fim de março, por exemplo, a empresa anunciou o pagamento de US$ 60 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 4,68 por BDR — o que, na ocasião, representava um yield acima dos 8%.

Por fim, saiba que apresentamos no nosso Instagram uma análise da Western Asset, responsável por gerir R$ 2,7 trilhões ao redor do mundo, sobre o Ibovespa. A gestora enxerga o índice a 130 mil pontos nos próximos 12 meses e aposta em 10 ações para buscar lucros e se proteger.
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