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Com a demanda por minério de ferro em alta e o preço nas alturas, a Vale permanece como a “preferida entre as preferidas” dos analistas. Confira a lista completa
Como você imagina o mundo pós-coronavírus? Eu já vou ficar feliz em poder reunir os meus amigos em torno da minha mesa de jantar para tomar aquele vinho e comer uma pizza depois de tanto tempo de separação.
Mas nos países desenvolvidos, os dias pós-pandemia devem reservar mais do que só o retorno de uma vida social mais ativa e a volta aos escritórios hoje vazios. Em diversas partes do mundo, a retomada deve vir acompanhada de uma revitalização de toda a parte de infraestrutura — uma das formas de se gerar empregos e garantir o aquecimento da economia.
Nos Estados Unidos mesmo, o novo presidente tem um plano audacioso — e caro — de investir cerca de US$ 2 trilhões em obras que devem envolver 32 mil quilômetros de estradas e rodovias, revitalização de 10 mil pontes e criação de milhões de empregos. Na China, primeiro país a entrar e sair da crise do coronavírus, obras de infraestrutura também estão cotadas a rodo.
Não é só isso que faz a Vale (VALE3) ser uma das favoritas dos analistas — afinal, ela pinta por aqui todos os meses há mais de um ano, o que representa pelo menos 160% de alta.
Mas as perspectivas de crescimento da demanda por minério de ferro, após uma queda da produção ocasionada pelo coronavírus, certamente dão um empurrãozinho extra para a empresa “coringa” em quase todas as carteiras recomendadas do mercado.
Além das projeções otimistas, os papéis ainda são considerados baratos dado o seu potencial de crescimento e pagamento de dividendos. Neste mês, a mineradora foi mais uma vez a campeã disparada de indicações dos analistas, com oito menções.
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Em seguida, temos duas empresas que também estão prontas para ganhar com a retomada em outro setor considerado “descontado” pelos analistas, o financeiro.
No segundo lugar, tivemos a B3 (B3SA3), que tem aparecido com mais frequência entre as preferências dos bancos e corretoras, com cinco indicações. Fechando o pódio, temos o Itaú Unibanco (ITUB4), com quatro menções.
Além do nosso pódio, é sempre bom destacar também os outros papéis que tiveram mais de uma indicação: Via Varejo (VVAR3) e Petrobras (PETR4). Confira a lista completa do Top 3 ações favoritas dos analistas para o mês de abril:

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses o Seu Dinheiro Premium consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as principais apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 ações, os analistas indicam as suas três prediletas. Com o ranking nas mãos, selecionamos as que contaram com pelo menos duas indicações.
A presença da Vale na lista de ações mais recomendadas não é novidade. Mês sim e mês também a companhia marca presença por aqui e ela não mostra sinais de enfraquecimento, já que o aumento da demanda e a desvalorização do dólar seguem impulsionando os papéis e deixam a mineradora no caminho de resultados ainda mais robustos.
A mineradora foi a indicação de oito instituições: Ágora Investimentos, Nova Futura, CM Capital, Terra Investimentos, Órama, Necton, Guide Investimentos e Santander.
Ainda que o minério de ferro tenha dado as suas derrapadas recentemente, as perspectivas para o crescimento da demanda são altas, o que deve sustentar o preço da commodity.
Além da retomada da economia chinesa, que foi a primeira a sair da crise do coronavírus, a possibilidade de aprovação do pacote de infraestrutura de US$ 2 bilhões nos Estados Unidos também anima o mercado futuro.
Caso aprovado, o pacote americano deve ser diluído nos próximos dez anos, mas no curto prazo a companhia já tem o que comemorar. A Ágora Investimentos estima que exista um déficit de cerca de 80 milhões de toneladas em 2021 e, como uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale deve se beneficiar desse cenário.
Nesta semana, a companhia adicionou mais uma marca importante a sua história. A mineradora bateu a sua máxima e suas ações ultrapassaram a casa dos R$ 103 reais. Com o feito, o valor de mercado da Vale ultrapassou a casa dos R$ 460 bilhões. Para os analistas da Ágora, “a ação continua a ser negociada com um desconto não merecido, considerando o EV/EBITDA”.
Outra notícia recente que animou os investidores — e que levou a companhia a alcançar a marca histórica — foi o anúncio de um novo programa de recompra de ações que pode chegar a 5,3% do total de ações ordinárias em circulação.
“Seu robusto pagamento de dividendos semestrais é um grande atrativo e uma forma de balancear nossa carteira de investimentos com uma empresa bastante sólida” — Órama Investimentos.
Uma piada constante aqui no grupo do WhatsApp do Seu Dinheiro é que de tédio não se morre no Brasil. A alta volatilidade que podemos observar — muitas vezes em um único dia — é alucinante, e notícias que fazem preço no mercado nunca faltam.
No meio desse sobe e desce, quem mais acaba ganhando é a própria bolsa. Sem concorrentes ou perspectivas de adversários, a B3 (B3SA3) tende a ganhar em todos os cenários. A volatilidade, por exemplo, aumenta os volumes negociados, o que impacta diretamente na receita da empresa.
Por essas e outras razões, B3 está de volta ao nosso pódio de indicações. A dona da bolsa foi citada por cinco instituições — Ativa Investimentos, Terra Investimentos, CM Capital, Órama e Necton.
Em seu último resultado trimestral, a empresa mostrou um desempenho operacional "excelente" na visão dos analistas da CM Capital e deve continuar sendo um dos players que mais se beneficiam do chamado “financial deepening” — termo utilizado para caracterizar o crescimento o leque de serviços financeiros oferecidos no país.
A Ativa Investimentos enxerga que alguns múltiplos da empresa podem estar esticados, mas o espaço para crescimento e a falta de concorrentes mantêm a B3 com recomendação de compra e como uma das empresas mais "antifrágeis da bolsa".
Assim como a Vale, outra empresa vista como "descontada" pelos analistas e que fecha o nosso pódio são as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4), maior banco privado do Brasil.
O bancão foi a indicação de quatro instituições — Ativa Investimentos, Banco Daycoval, modalmais e Toro Investimentos.
Com o coronavírus no radar, o Itaú foi o banco que mais fez provisões. Com o seu nível de inadimplência em patamares saudáveis, os analistas esperam que uma parte desses valores sejam revertidos já em 2021. Para o Banco Daycoval, o cenário desafiador já foi precificado, o que deve levar a uma retomada dos papéis já no curto prazo.
Um fator que vem sendo destacado pelas casas de análise é que o Itaú tem corrido atrás de combater a concorrência das fintechs, mostrando adaptabilidade à digitalização.
Além disso, uma questão que deve afetar todo o setor é a tendência de alta da Selic, que está saindo de suas mínimas históricas. Na visão da Toro Investimentos, esse é um fator que deve levar a uma valorização das ações de todo o segmento bancário no médio prazo.
O Ibovespa ainda acumula saldo negativo em 2021, mas março foi um mês e tanto de recuperação. O principal índice da bolsa teve uma alta de 6%.
Mas nem por isso o mês foi de flores. Os ativos domésticos sofreram um bocado com a volatilidade, já que no radar local tivemos a aprovação da tão esperada PEC Emergencial, reforma ministerial, a aprovação de um Orçamento que ainda dá o que falar e uma piora drástica na pandemia do coronavírus. Lá fora, o alívio veio da aprovação do pacote de estímulos americano. Já os juros futuros, que dispararam, pressionaram os ativos emergentes.
A Vale, campeã de indicações no mês passado, também acabou ficando com o saldo positivo, ainda que o minério de ferro tenha recuado, e subiu 6,47%. Confira a lista completa de indicações e o retorno durante o mês de março.

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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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