🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Balanços

Receita alta, lucro baixo: confira como foi a temporada de balanços do 4º tri

A Economatica concluiu que a receita e o caixa cresceram, mas o lucro não subiu na mesma proporção por causa da alta do dólar

Estadão Conteúdo
30 de março de 2021
10:39 - atualizado às 17:37
Homem de costas analisa tela com relatórios e balanços
Imagem: Shutterstock

Boa parte das empresas de capital aberto conseguiu fechar 2020 com resultados surpreendentes para um ano de pandemia, isolamento social e PIB negativo. Com uma gestão conservadora, focada nas condições básicas para atravessar a crise de forma menos traumática, as companhias conseguiram aumentar as receitas, fortalecer o caixa disponível e só não terminaram o ano com lucros maiores porque a alta do dólar diminuiu os ganhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Levantamento feito pela consultoria de informações financeiras Economatica, com 232 empresas negociadas na Bolsa de Valores (sem Vale e Petrobras), mostra que nos 12 meses de 2020, a receita líquida cresceu 11%, e o caixa, quase 50%. O lucro antes de juros e impostos (Ebit) subiu 15%.

"No consolidado, o resultado das empresas só não foi melhor porque alguns setores, como papel e celulose e transportes, tiveram desempenho muito ruim", explica Einar Rivero, gerente de Relação Institucional e Comercial da Economatica.

"Azul e Suzano, por exemplo, tiveram os maiores prejuízos do ano, cerca de R$ 10 bilhões cada uma", disse Rivero. Além dessas duas, Oi (R$ 10 bilhões), Braskem (R$ 6,7 bilhões) e Gol (R$ 5,9 bilhões) puxaram para baixo o resultado consolidado das companhias. Entre as que mais lucraram, sem considerar Vale e Petrobras, estão Ambev (R$ 11,4 bilhões), Eletrobras (R$ 6,3 bilhões), Telefônica Brasil (R$ 4,7 bilhões), JBS (R$ 4,5 bilhões) e CSN (R$ 4,03 bilhões).

O que pesou contra o resultado das companhias foi a alta de 30% do dólar no ano. A escalada na cotação - de R$ 4 para R$ 5,18 - elevou as despesas financeiras das empresas com dívida em moeda estrangeira e reduziu em 25% o lucro líquido. "Apesar disso, os resultados surpreenderam positivamente pelo tamanho da crise. A expectativa era que o resultado fosse muito pior", diz o professor do Insper, Michael Viriato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Realidade diferente

Pelos dados da Economatica, no conjunto das empresas, o lucro líquido caiu de R$ 105 bilhões para R$ 79 bilhões. Mesmo assim, o quadro é muito diferente da realidade dos pequenos negócios que sucumbiram à crise e fecharam as portas ao longo de 2020. A fatia de mercado das empresas menores foi abocanhada pelas maiores, o que também ajudou a elevar as receitas. Para Viriato, as grandes companhias tiveram capacidade de se reinventar durante a pandemia e investir em logística e tecnologia para chegar até seus clientes.

Leia Também

Além disso, completa ele, as empresas aprenderam a trabalhar com um estoque menor. No primeiro semestre, com o isolamento social imposto em boa parte das cidades brasileiras, elas reduziram a produção. "Aí veio o auxílio emergencial e um aquecimento da demanda no segundo semestre que não era esperado. Isso fez as empresas queimarem estoques", diz o professor do Insper, que considera essa uma lição que fica da crise.

Promoções

Muitas empresas também adotaram a estratégia de fazer mais promoções para garantir o volume de receitas. Para vender mais, as companhias optaram por reduzir o preço. Isso aumentou receita, mas reduziu a margem de lucros, diz o economista Vandyck Silveira, da Trevisan Escola de Negócios. Segundo os dados da Economatica, a margem líquida caiu de 6,08%, em 2019, para 4,11%, no ano passado. "O mais importante num momento como o que estamos vivendo é continuar vivo", diz Silveira.

Segundo ele, a gestão das grandes empresas na crise foi muito boa, sobretudo porque a economia enfrenta uma grave crise desde 2015. O crescimento acumulado de 2017, 2018 e 2019, diz o economista, não recuperou nem o nível pré-crise e já veio a pandemia. "Nessa situação, o empresário precisa tomar decisões mais táticas do que estratégicas para sobreviver. E foi isso que fizeram."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um exemplo disso pode ser verificado no aumento do caixa, em R$ 160 bilhões, segundo a Economatica. Hoje, o conjunto das 232 empresas que já apresentaram balanço contam com R$ 485 bilhões disponíveis para enfrentar os próximos meses de crise. Pode não ser suficiente, mas dá uma certa segurança para as companhias.

No ano passado, diz Viriato, as companhias tomaram todo o crédito que podiam com medo do que viria pela frente, mesmo sem precisar. E fizeram certo, segundo o professor. "Quem deixou para fazer isso agora está tendo de pagar mais caro, pois a taxa de juros subiu." A dívida bruta das empresas saltou de R$ 922 bilhões para R$ 1,1 trilhão, segundo a Economatica.

Setores

De acordo com o levantamento da Economatica, o setor de energia elétrica - com balanço de 29 empresas - foi o que teve o maior lucro em 2020. As empresas conseguiram elevar em quase R$ 6 bilhões os ganhos em relação a 2019 - de R$ 36,12 bilhões para R$ 42 bilhões. Em segundo lugar aparece o segmento de alimentos e bebidas, cujo lucro subiu de R$ 18 bilhões para R$ 22 bilhões. Os dois setores que mais perderam foram papel e celulose, com prejuízo de R$ 13 bilhões, e transportes, com perdas de R$ 16 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar