🔴 5 MOEDAS PARA MULTIPLICAR SEU INVESTIMENTO EM ATÉ 400X – VEJA COMO ACESSAR LISTA

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
política monetária

Copom considera deixar de usar ‘em breve’ forward guidance

Condições para indicar que juros permanecerão baixos começam a ceder, mas isso não significa um aumento da Selic

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
15 de dezembro de 2020
9:39 - atualizado às 9:40
Placa do Banco Central do Brasil (BC), autoridade monetária que conduz as reuniões do Copom para a decisão da Selic
Imagem: Shutterstock

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sinalizou que pode deixar de utilizar “em breve” o instrumento de forward guidance, que indica o rumo da Selic, diante da convergência das expectativas de inflação de 2022 para perto do centro da meta.

Por ora, os membros do Comitê consideram adequado o nível “extraordinariamente elevado” de estímulos monetários, diante das condições atuais da economia. Na reunião, ocorrida em 8 e 9 de dezembro, foi decidida a manutenção da taxa básica de juros em 2,00% ao ano e da divulgação do forward guidance.

O instrumento adicional de política monetária do BC, adotado em agosto, sinaliza que a autoridade monetária não vai reduzir os estímulos enquanto a economia estiver enfrentando os efeitos da pandemia. Mas isso depende do cumprimento de três fatores:

  • projeções de inflação abaixo da meta no horizonte relevante,
  • manutenção do regime fiscal e
  • expectativas de inflação de longo prazo ancoradas.

Segundo a ata do último encontro, divulgada nesta terça-feira (15), estas três condições seguiram sendo satisfeitas, mas os membros do Copom avaliam que isto não será mais verdade indo adiante, porque eles vão começar a considerar em suas decisões as projeções para a inflação de 2022. E as expectativas do mercado para o futuro sinalizam que a inflação ficará em “torno da meta”.

Pode parecer um detalhe, mas vale destacar a condição imposta pelo BC para manutenção do forward guidance, de que as projeções para inflação fiquem “abaixo da meta no horizonte relevante”, e não “em torno da meta”.

Ainda que tenha sinalizado a possibilidade de retirar o forward guidance, o Copom destacou que isto não significa automaticamente um aperto monetário.

“A manutenção desse cenário de convergência da inflação sugere que, em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas, o que não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros pois a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade”, diz trecho do comunicado.

Inflação ainda não é problema

Olhando para o presente, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros e o forward guidance por avaliar que a recuperação da economia permanece desigual. A pandemia e a necessidade de ajustes dos gastos públicos a partir de 2021 aumentam “a incerteza sobre a continuidade da retomada da atividade econômica”.

“O Comitê ponderou que os riscos associados à evolução da pandemia podem implicar um cenário doméstico caracterizado por uma retomada ainda mais gradual”, diz trecho da ata.

A decisão de manter os juros baixos ocorre em meio à aceleração da inflação nos últimos meses. Isso não passou batido pelos integrantes do Copom. Eles admitiram que as últimas leituras do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vieram acima do esperado.

E mais, eles projetam que a inflação deve continuar alta em dezembro, apesar do arrefecimento previsto para os preços dos alimentos, por causa das mensalidades escolares e a adoção da bandeira vermelha nas contas de luz.

Mesmo assim, eles avaliaram que “os choques atuais são temporários” e que a projeção para a inflação permanece abaixo da meta de 4%. Além disso, de acordo com a ata, “as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas”.

Risco fiscal

A ata destacou que o prolongamento de medidas fiscais de resposta à pandemia que piorem a trajetória fiscal ou o atraso na continuidade das reformas estruturais podem “elevar os prêmios de risco”, impulsionando a alta dos preços.

“O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, diz trecho da ata.

Compartilhe

SOBE MAIS UM POUQUINHO?

Campos Neto estragou a festa do mercado e mexeu com as apostas para a próxima reunião do Copom. Veja o que os investidores esperam para a Selic agora

15 de setembro de 2022 - 12:41

Os investidores já se preparavam para celebrar o fim do ciclo de ajuste de alta da Selic, mas o presidente do Banco Central parece ter trazido o mercado de volta à realidade

PREVISÕES PARA O COPOM

Um dos maiores especialistas em inflação do país diz que não há motivos para o Banco Central elevar a taxa Selic em setembro; entenda

10 de setembro de 2022 - 16:42

Heron do Carmo, economista e professor da FEA-USP, prevê que o IPCA registrará a terceira deflação consecutiva em setembro

OUTRA FACE

O que acontece com as notas de libras com a imagem de Elizabeth II após a morte da rainha?

9 de setembro de 2022 - 10:51

De acordo com o Banco da Inglaterra (BoE), as cédulas atuais de libras com a imagem de Elizabeth II seguirão tendo valor legal

GREVE ATRASOU PLANEJAMENTO

Banco Central inicia trabalhos de laboratório do real digital; veja quando a criptomoeda brasileira deve estar disponível para uso

8 de setembro de 2022 - 16:28

Essa etapa do processo visa identificar características fundamentais de uma infraestrutura para a moeda digital e deve durar quatro meses

FAZ O PIX GRINGO

Copia mas não faz igual: Por que o BC dos Estados Unidos quer lançar um “Pix americano” e atrelar sistema a uma criptomoeda

30 de agosto de 2022 - 12:08

Apesar do rali do dia, o otimismo com as criptomoedas não deve se estender muito: o cenário macroeconômico continua ruim para o mercado

AMIGO DE CRIPTO

Com real digital do Banco Central, bancos poderão emitir criptomoeda para evitar “corrosão” de balanços, diz Campos Neto

12 de agosto de 2022 - 12:43

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, ainda afirmou que a comissão será rigorosa com crimes no setor: “ fraude não se regula, se pune”

AGORA VAI!

O real digital vem aí: saiba quando os testes vão começar e quanto tempo vai durar

10 de agosto de 2022 - 19:57

Originalmente, o laboratório do real digital estava previsto para começar no fim de março e acabar no final de julho, mas o BC decidiu suspender o cronograma devido à greve dos servidores

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O ciclo de alta da Selic está perto do fim – e existe um título com o qual é difícil perder dinheiro mesmo se o juro começar a cair

2 de agosto de 2022 - 5:58

Quando o juro cair, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se não, a inflação vai ser alta o bastante para mais do que compensar novas altas

PRATA E CUPRONÍQUEL

Banco Central lança moedas em comemoração ao do bicentenário da independência; valores podem chegar a R$ 420

26 de julho de 2022 - 16:10

As moedas possuem valor de face de 2 e 5 reais, mas como são itens colecionáveis não têm equivalência com o dinheiro do dia a dia

AGRADANDO A CLIENTELA

Nubank (NUBR33) supera ‘bancões’ e tem um dos menores números de reclamações do ranking do Banco Central; C6 Bank lidera índice de queixas

21 de julho de 2022 - 16:43

O banco digital só perde para a Midway, conta digital da Riachuelo, no índice calculado pelo BC

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar