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2020-03-27T19:58:50-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Crédito privado

Fundo de debêntures Select Light, da gestora Quatá, reabre para resgates

Investidores do fundo, que possui aproximadamente R$ 100 milhões em patrimônio, poderão voltar a fazer pedidos de saque a partir de segunda-feira

27 de março de 2020
19:58
Tela mercado juros
Imagem: Shutterstock

Cinco dias depois do fechamento, os investidores do fundo Select Light poderão voltar a fazer pedidos de resgate a partir de segunda-feira, informou a Quatá Investimentos, responsável pela gestão.

O fundo de crédito privado investe a maior parte do patrimônio em debêntures, títulos de dívida emitidos por empresas, e está fechado para saques desde segunda-feira.

A Quatá informou que a decisão foi tomada para preservar o patrimônio dos investidores em meio ao choque nos mercados provocado pelo coronavírus.

Em nota, a gestora afirmou que havia uma grande divergência entre os preços dos ativos na carteira do Select Light em relação aos valores negociados em mercado.

“Após o dia 23, esta defasagem de preço entre os ativos da carteira e os negociados a mercado começou a diminuir, permitindo que a gestora reabrisse o fundo, já que poderá se desfazer dos ativos em condições melhores”, acrescentou.

No fim de fevereiro, o Select Light contava com patrimônio líquido de R$ 103 milhões, dos quais 76% estavam aplicados em debêntures.

O fundo possui aproximadamente mil cotistas e é distribuído em plataformas para investidores de varejo como Ativa, Azimut, Guide, Modal, Órama, Genial e RB, segundo o site da administradora. Pelo regulamento, os pedidos de resgate são pagos em 15 dias.

Leia também:

O mercado de debêntures vem sofrendo com a falta de liquidez em meio ao choque do coronavírus. Com muito mais vendedores do que compradores, os poucos negócios acabam saindo com taxas mais altas – o que representa uma perda para quem havia adquirido os papéis com taxas menores.

Diante da restrição de liquidez no mercado, o Banco Central anunciou na segunda-feira a liberação de até R$ 91 bilhões em recursos do compulsório para os bancos comprarem debêntures.

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