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2020-03-23T18:48:28-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Arsenal contra a crise

BC estima impacto de R$ 1,2 trilhão com estímulo à liquidez no sistema financeiro; veja medidas

Os estímulos anunciados equivalem a 16,7% do PIB e são mais de dez vezes superiores aos realizados na crise financeira de 2008, de acordo com o BC

23 de março de 2020
11:59 - atualizado às 18:48
Roberto Campos Neto
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/Banco Central do Brasil

As medidas já anunciadas e as divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central têm o potencial de injetar até R$ 1,216 trilhão no sistema financeiro, segundo o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Os estímulos anunciados equivalem a 16,7% do PIB e são mais de dez vezes superiores aos realizados na crise financeira de 2008, de acordo com apresentação divulgada durante a entrevista coletiva virtual realizada hoje pelo BC.

Uma parte das medidas tem caráter técnico de flexibilização de normas regulatórias para os bancos que, em tese, vão permitir o aumento da circulação de dinheiro na economia.

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Mas pelo menos três das novidades devem mexer diretamente no mundo dos investimentos. A primeira foi a recriação do DPGE - depósito especial a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, o investidor ganhou uma nova forma de aplicar os recursos com a cobertura do fundo.

A segunda é a possibilidade de os bancos usarem até R$ 91 bilhões para a compra de debêntures – títulos de dívida emitidos por empresas. Esse mercado vem sofrendo com a crise e impondo perdas a investidores, como eu contei nesta matéria.

O BC flexibilizou ainda as regras para a emissão de letras de crédito do agronegócio (LCA), o que também deve ajudar na liquidez de instituições financeiras de menor porte.

Em valores, a medida com maior potencial é a possibilidade de os bancos realizarem empréstimos com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito. O potencial de liberação de recursos com essa iniciativa é da ordem de R$ 670 bilhões, segundo o BC.

A seguir você confere as novas medidas de liquidez anunciadas e os impactos financeiros estimados pelo Banco Central:

  • Criação do Novo Depósito a Prazo com Garantias Especiais - NDPGE – permite expansão de crédito de R$ 200 bilhões;
  • Liberação adicional de depósitos compulsórios – R$ 68 bilhões;
  • Flexibilização de regras da letra de crédito do agronegócio (LCA) – R$ 2,2 bilhões;
  • Uso de depósitos compulsórios como lastro para novas compras de debêntures – R$ 91 bilhões;
  • Empréstimo com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito – R$ 670 bilhões.

As medidas se somam às já anunciadas pela autoridade monetária e que você confere a seguir:

  • Redução da alíquota do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo de 31% para 25% – liberação de R$ 50 bilhões.
  • Redução na necessidade de as instituições financeiras carregarem outros ativos líquidos de alta qualidade – impacto de aproximadamente R$ 86 bilhões
  • Operações de compra com compromisso de venda (repo) de títulos soberanos brasileiros denominados em dólar – R$ 50 bilhões

O BC também anunciou uma série de medidas que reduzem as exigências de capital dos bancos, que não foram tomadas na crise de 2008. Nos cálculos do órgão, as iniciativas representam um potencial sobre o crédito de R$ 1,157 trilhão.

Outra medida já implementada, que dispensou os bancos e cooperativas de aumentarem o provisionamento no caso de repactuação de dívidas por 6 meses, tem o beneficia aproximadamente R$ 3,2 trilhões de créditos, ainda de acordo com o BC.

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