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Apenas um FII foi citado por mais de uma corretora em junho, e já é um habitué dos nossos top 3

Os fundos imobiliários continuaram se recuperando em maio, um mês em que os mercados ficaram otimistas com a reabertura das economias pós-pandemia, voltando a beneficiar os ativos de risco.
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) teve alta de 2,08% no mês, menos, porém do que a valorização de 4,39% em abril. O movimento de alta continua em junho, e até agora o IFIX já subiu 5,07% no mês. No ano, o índice ainda recua 12,67%.
O segmento que vem se recuperando mais rapidamente é o de galpões logísticos. No mês passado, vimos, ainda, a retomada das atividades em alguns shopping centers e a implantação do plano de reabertura da economia no estado de São Paulo.
Apesar dessas boas notícias para o setor imobiliário, muitos analistas ainda demonstraram cautela dos relatórios das carteiras recomendadas para o mês de junho.
O Banco Inter, por exemplo, diz esperar que a redução nos dividendos dos FII observada em abril e maio se mantenha nos próximos meses. Entretanto, diz o relatório, "a rentabilidade de longo prazo permanece atrativa em relação a outras classes de ativos."
Para o Inter, a queda nas cotas dos fundos imobiliários foi muito significativa, e um retorno médio esperado próximo de 5% ao ano ainda é atrativo num cenário de Selic a 3% ao ano.
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"No longo prazo, a classe de ativos tem potencial de retorno ainda superior com a retomada da economia e a recuperação dos aluguéis", diz o relatório assinado pela analista e economista-chefe do banco, Rafaela Vitória.
A Mirae, por sua vez, se mostrou cautelosa em relação ao segmento de lajes corporativas, mas otimista em relação aos demais segmentos, inclusive o de shoppings.
"Para o setor de lajes corporativas, esperamos aumento de vacância e não estamos colocando ativos desse segmento na nossa carteira no momento. Seguimos otimistas com os segmentos de galpões de logística, CRIs e de shopping centers", diz o relatório, assinado pelos analistas Pedro Galdi e Fernando Bresciani.
Neste mês, seis corretoras enviaram os três fundos imobiliários preferidos das suas carteiras recomendadas. O Banco Inter voltou a participar, mas a Necton não enviou os seus a tempo para o fechamento desta matéria.
Apenas um fundo imobiliário recebeu mais de uma indicação em junho: o BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11), um habitué nos top 3 das corretoras. O FII do mês foi indicado por três corretoras: Guide, Mirae e Terra.

Duas corretoras mantiveram seus top 3 inalterados em relação ao mês passado: Ativa e Terra Investimentos.
A Guide trocou todos os integrantes do seu pódio, substituindo CSHG Renda Urbana (HGRU11), Bresco Logística (BRCO11) e Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) - que, no entanto, se mantêm na carteira recomendada geral do mês - por Valora RE III (VGIR11), BTG Pactual Logística (BTLG11) e BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11).
O Santander manteve o Vinci Offices (VINO11) no top 3 e trocou o Vinci Logística (VILG11) e o CSHG Renda Urbana (HGRU11) - que ainda se mantêm na carteira geral - pelo Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) e o CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11).
Finalmente, a Mirae trocou apenas o CSHG Real Estate (HGRE11) - que já havia sido tirado da carteira geral durante o mês de maio - pelo Kinea Renda Imobiliária (KNRI11).
Assim como nos meses anteriores, o BCFF11 apareceu no top 3 das corretoras Mirae e Terra Investimentos, tendo sido acrescentado aos prediletos da Guide. Também figura na carteira geral para junho da Ativa , embora não apareça no top 3 dessa corretora.
Trata-se de um fundo de fundos, cujas maiores participações são nos FII CSHG Renda Urbana (HGRU11), com 10,5% da carteira; BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCR11), com 9,7% da carteira; e BTG Pactual Shoppings (BPML), com 6,1% da carteira.
Com as fortes quedas dos FII na bolsa em março, o BCFF11 aproveitou os preços baixos para fazer aquisições no mercado secundário, utilizando recursos em caixa obtidos com oferta de cotas recente. Atualmente, o foco maior do fundo é em FII que possam se valorizar na medida em que os preços das cotas se recuperem e convirjam para o seu valor patrimonial.
Segundo a Guide, o desempenho dos rendimentos do fundo permanece abaixo do seu potencial, uma vez que os fundos de shoppings, que compõem 6,5% do Patrimônio Líquido do fundo, não estão distribuindo rendimentos.
Em maio, o BCFF11 caiu 0,76%. No ano, o fundo acumula queda de 8,43%.
As corretoras mexeram pouco nas suas carteiras gerais para junho, relativamente a maio. Apenas Guide e Santander fizeram alterações.

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