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2020-01-27T20:37:06-03:00
Estadão Conteúdo
POLÍTICA

Moro diz que quem vai decidir o vice (em 2022) é o presidente; mas ideal é o vice Mourão

O ministro considerou que “pode ser que no futuro lá distante volte a se cogitar isso” e defendeu: “Não acho uma boa ideia”. “Os ministérios juntos são mais fortes.”

27 de janeiro de 2020
20:37
Sérgio Moro de braços cruzados em frente à um fundo azul
Imagem: Shutterstock

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse nesta segunda-feira, 27, em entrevista ao programa "Pânico", da rádio Jovem Pan, que o nome ideal para compor como vice a provável chapa do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, em 2002, seria o atual vice-presidente, general Hamilton Mourão. "Quem vai decidir o vice é o presidente (Jair Bolsonaro)", disse Moro que, no seu entender, mesmo seu nome estar sempre cotado, o ideal seria a manutenção de Mourão no posto.

Moro ainda voltou a comentar sobre a possibilidade de cisão da sua pasta. Apesar de afirmar que "o assunto está encerrado" - por causa da declaração de Bolsonaro na sexta-feira, 24, que afirmou ser "zero" a chance de divisão -, o ministro considerou que "pode ser que no futuro lá distante volte a se cogitar isso" e defendeu: "Não acho uma boa ideia". "Os ministérios juntos são mais fortes."

Vaga no STF

O ministro disse ainda que a possível indicação para a cadeira do ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF) - que se aposenta compulsoriamente em novembro deste ano ao completar 75 anos - é uma "perspectiva natural e interessante" para a carreira.

Moro, ao começar a responder sobre a possível indicação ao STF, evitou falar diretamente sobre o tema, destacando que não gosta de "discutir vaga quando ela não existe", reforçando que a escolha do indicado cabe ao presidente Jair Bolsonaro e que qualquer decisão "será respeitada". Contudo, depois acabou admitindo que a vaga no STF representa uma perspectiva "natural e interessante" à sua carreira.

Na entrevista ao "Pânico", o ministro também afirmou que não tem "perspectiva de ir para a política partidária ou concorrer à eleições". E frisou: "Eu quero ficar um pouco longe das discussões (políticas) que não são da minha área. Prefiro fazer o meu trabalho."

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