Deputados criticam critérios de distribuição a Estados; Maia defende aprovação
"A gestão do Estado é fundamental numa crise como essa", disse Bracher, em teleconferência com jornalistas para comentar o balanço do primeiro trimestre

Deputados da oposição criticam os critérios de distribuição de recursos a Estados e municípios estabelecidos pelo Senado, no projeto em votação pela Câmara no período da tarde desta terça-feira, 5. Diante do posicionamento dos parlamentares, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desceu à tribuna para mais uma vez defender a aprovação do texto, da forma como está. O principal argumento de Maia é dar celeridade para que os recursos cheguem o mais rápido possível aos governos locais.
"Estamos aqui para construir um texto que, sancionado, os recursos possam chegar mais rápido aos Estados e municípios. Sabemos que se ficarmos nesse pingue-pongue, os prejudicados serão os brasileiros", disse Maia.
A interlocutores Maia deixou claro que não concorda com a regra colocada pelo Senado, mas que acredita que mudar isso agora poderia gerar um grande impasse e atrasar o repasse dos recursos.
O projeto original era o que ficou conhecido como Plano Mansueto. Com a pandemia, a Câmara enxugou o texto e deixou apenas questões de curto prazo, com a obrigação de que a União complementasse a queda de arrecadação de impostos de Estados e municípios durante a crise. O Senado mudou esse critério. Definiu um valor fixo a ser distribuído de acordo com um conjunto de regras.
Segundo o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou, há um estudo correndo nos bastidores que aponta uma desproporcionalidade entre os valores a serem recebidos pelos governos locais, em relação à previsão da queda de arrecadação de cada um deles.
Ainda na tribuna, Maia admitiu que divergência dos critérios entre os projetos da Câmara e Senado e que isso pode gerar conflitos, principalmente, com Estados do Sul e cidades acima de 200 mil habitantes. "Mas não é porque existem conflitos e divergências que vamos mudar nosso principal objetivo que é o socorro aos Estados e municípios", disse.
Leia Também
O relator do projeto na Câmara, Pedro Paulo (DEM-RJ) diz que o texto do Senado trouxe critérios piores e mais confusos do que foi aprovado na Câmara.
"O que apresentamos anteriormente, o seguro-receita, era simples: o que caiu de ICMS e ISS que fosse por conta do isolamento por conta da pandemia, se recompõe com recursos da União, que é o único que pode emitir dívidas. Isso garantiria que gestores pudessem planejar as ações de combate à pandemia", disse Pedro Paulo. "Mas o importante é garantir que os Estados e Municípios não parem os serviços essenciais", disse.
A oposição, no entanto, insiste em retomar o texto aprovado pela Câmara, com ampla maioria com 431 votos a favor. "É evidente que os Estados e Municípios necessitam muito da nossa ajuda. Por isso, nós, do PSOL, reivindicamos muito o projeto que foi votado pela Câmara dos Deputados, garantindo o envio de mais de 80 bilhões, garantindo a recomposição do ICMS e do ISS, garantindo alívio financeiro para os Estados e para os Municípios e sem a exigência de contrapartidas absurda", afirmou a líder do PSOL, Fernanda Melchiona (RS).
O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA
Vale (VALE3) pode abraçar os panda bonds? Veja o que o CFO disse sobre a emissão de títulos na China
10 de setembro de 2026 - 10:52EMPRESAS DE TELEFONIA
É o fim dos planos de celulares de R$ 20? Por que as operadoras estão deixando ofertas ultrabaratas para trás
9 de setembro de 2026 - 17:57SEMANA CHEIA
Maior queda de hoje: Tenda (TEND3) cai mais de 6% após mudança de comando e estreia no Ibovespa
9 de setembro de 2026 - 15:48ALOCAÇÃO DE CAPITAL
O que o Banco do Brasil (BBAS3) está vendo na Argentina para continuar colocando dinheiro no país?
9 de setembro de 2026 - 14:27ALTA DOS PREÇOS