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Ibovespa e os índices americanos não sustentaram a toada inicial em meio à percepção do avanço da pandemia pelo mundo e novas restrições impostas pelos governos. Dólar recua para perto de R$ 5
Parecia um pregão ameno para o mercado financeiro global nesta sexta-feira (20), mas logo a tranquilidade perdeu o embalo para virar volatilidade.
As bolsas, que começaram o dia no azul sustentando ganhos razoáveis, terminaram com perdas firmes, refletindo as incertezas sobre os efeitos do coronavírus na economia global. Isto mesmo em meio às medidas de estímulo anunciadas pelo Federal Reserve, o banco central americano, que resolveu expandir o programa de apoio ao crédito para garantir liquidez aos mercados e o anúncio de operações com outros bancos centrais.
O Ibovespa e os índices americanos não sustentaram a toada inicial em meio à percepção do avanço da pandemia pelo mundo e novas restrições impostas pelos governos. Entre elas está a decisão do governo de Nova York, que determinou que seus moradores fiquem em casa e comércios não essenciais sejam fechados, além da decisão das administrações de Estados Unidos e México de fecharem a fronteira parcialmente.
Assim, as bolsas perderam fôlego, reverteram os ganhos e terminaram o dia mais próximos das mínimas intra-diárias. O índice brasileiro fechou aos 67.069,36 pontos, em 1,85% de queda. Todas os índices de Nova York caíram: o Dow Jones, 3,79%, o S&P 500, 4,36%, e o Nasdaq, 3,79%.
O Ibovespa bateu os 71.851,17 pontos (+5,15%) nas primeiras horas do pregão, mas, às 15h05, já exibia tom menos positivo, avançando 2,14%, aos 69.794,44 pontos. Ao mesmo horário, no exterior, o Dow Jones (-0,89%), o S&P 500 (-1,27%) e o Nasdaq (-0,23%) viraram para queda.
O dólar à vista se manteve em queda, mas se distanciou das mínimas, fechando cotado aos R$ 5,0267, em queda de 1,85%. Mais cedo, a moeda havia voltado a operar abaixo do nível de R$ 5,00, rompido de forma inédita com a tensão que se apossou dos mercados neste mês. Hoje, o Banco Central vendeu US$ 175 milhões de dólar após realização de leilão à vista.
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O noticiário referente ao coronavírus continua trazendo enorme preocupação — já são mais de 10 mil mortos no mundo e quase 250 mil contaminados, além das novas restrições. Por aqui, o número de mortes passou de 6 para 11 entre ontem e hoje.
Segundo o analista de investimento da Mirae Asset, Pedro Galdi, as altas nos mercados acionários pela manhã eram parte de um ajuste técnico. "É um repique. Mas a situação já está dada: o cenário econômico vai piorar", afirmou Galdi.
De fato, muitos bancos e casas de análise cortaram projeções para o PIB do Brasil e do mundo nos últimos dias — caso do Itaú, Goldman Sachs, Santander e UBS, entre outras. O Itaú, mais recente entre eles, prevê agora uma recessão da magnitude de 0,7% na economia brasileira neste ano. A queda da atividade no segundo trimestre será de 9,6%, na comparação trimestre contra trimestre.
A equipe econômica do governo federal divulgou hoje a sua revisão do Produto Interno Bruno (PIB), de alta de 2,1% para 0,02%. Antes disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou mais medidas para conter o avanço do coronavírus no país e mitigar os impactos à economia. Entre outros pontos, ele anunciou a suspensão temporária do pagamento de empréstimos estudantis.
Entre as iniciativas anunciadas pelo BC nos últimos dias, está a redução da taxa Selic ao nível de 3,75% ao ano, num movimento que ficou em linha com o novo ciclo de alívio monetário visto no exterior.
Hoje, a autoridade monetária fez operações compromissadas em moeda estrangeira mediante venda de títulos soberanos por instituição financeira. Por parte do Tesouro, há leilões extraordinários de compra e venda de LTN, NTN-F e NTN-B — posturas que ajudam a trazer alívio ao mercado de câmbio.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) anunciou uma ação coordenada com outros cinco bancos centrais para garantir a oferta de liquidez por meio de operações de swap cambial.
As entidades envolvidas são o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), o Banco do Japão (BoJ), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Nacional da Suíça.
Em meio às iniciativas, as taxas dos contratos de curto e os de médio e longo prazo dos DI reagiram de formas diferentes. Os juros da ponta curta subiram, enquanto os mais longos encerraram o pregão em queda:
Nesta sexta-feira, as ações que registram maiores altas na bolsa brasileira foram as de companhias aéreas, que sofreram uma queda brusca nos últimos dias. As empresas do setor estão entre as mais afetadas com as medidas de isolamento social e restrição de governos.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o Executivo brasileiro anunciou a restrição da entrada de visitantes de países da União Europeia, Ásia, entre outros. Mas o governo também publicou uma medida provisória que alivia o caixa das aéreas, com prazo estendido para reembolso das passagens e postergação do pagamento das outorgas dos aeroportos concedidos.
Com a medida e diante de fortes perdas dos últimos dias, os papéis do setor sobem forte: Azul PN (AZUL4) dispara 25,31%, enquanto Gol PN (GOLL4) avança 22,88%.
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa às 15h05:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CVCB3 | CVC ON | 7,86 | +21,11% |
| GOLL4 | Gol PN | 7,28 | +16,48% |
| AZUL4 | Azul PN | 13,80 | +15,29% |
| WEGE3 | Weg ON | 32,33 | +12,53% |
| SMLS3 | Smiles ON | 10,07 | +11,64% |
Confira também as cinco maiores perdas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| EMBR3 | Embraer ON | 8,40 | −12,95% |
| SBSP3 | Sabesp ON | 33,32 | -11,83% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 22,40 | -7,74% |
| KLBN11 | Klabin Unit | 13,76 | -4,58% |
| TIMP3 | Tim ON | 13,95 | +2,95% |
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