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IPCA-15 será divulgado na terça-feira (24) e é o grande dado da agenda local, que também detalha situação do mercado de trabalho formal com Caged

As bolsas de valores globais receberam na quinta-feira passada (19) uma notícia positiva: a retomada das negociações por estímulos fiscais nos Estados Unidos. Esta novela se estende há algum tempo e os mercados não perdem sequer um de seus capítulos. Só esperam que tenha um final feliz — quem sabe ele esteja mais próximo, mas o retorno do assunto ao radar deve trazer mais volatilidade no curto prazo.
O sinal veio do líder da maioria do Senado, o republicano Mitch McConnell, que voltou a conversar sobre uma ajuda financeira para aliviar os efeitos da covid-19 na economia do país com o democratas, de acordo com o senador "azul" Chuck Schumer.
A economia americana na última semana demonstrou que ainda não recuperou o ímpeto do crescimento acelerado, com a alta do número de pedidos de seguro-desemprego para 742 mil. Referente à semana retrasada, o dado superou as estimativas de analistas, que esperavam 710 mil pedidos, e indica a lentidão da retomada do mercado de trabalho.
A semana que vem continuará a pôr sob escrutínio os EUA, já que teremos a segunda estimativa do PIB do país na quarta-feira (25). Esta nova leitura para o dado no terceiro trimestre terá por base dados mais completos.
Ainda assim, como se trata de uma segunda divulgação, é provável que os seus efeitos nos mercados sejam diluídos e limitados, uma vez que os agentes financeiros já reagiram ao dado preliminar.
Então, leitor, se o foco é no exterior, preste atenção principalmente às notícias sobre o andamento das conversas por um pacote de estímulos nos EUA: elas com certeza são um "novo velho" fator no radar e vão a mexer com o seu dinheiro.
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Também não se esqueça da covid-19. O seu avanço no exterior já forçou alguns lockdowns na Europa e, nos Estados Unidos, as medidas de restrição para reduzir a circulação do vírus continuam a avançar.
Nova York já decidiu por fechar as escolas públicas, enquanto o estado da Califórnia decidiu por estabelecer um toque de recolher de 22h às 5h do horário local. As bolsas americanas fecharam a sexta (20) em queda, depois de o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, indicar que deixará expirar diversos programas de emergência do Federal Reserve.
Por aqui, o fundamental é monitorar o estado da inflação. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) será divulgado na terça (24) e uma nova aceleração dos preços disseminada não apenas entre os preços de alimentos, mas em outros grupos, deverá pressionar as taxas de juros futuros. O Ibovespa terminou a sexta (20) em baixa de 0,59%, mas avançando 1,26% na semana.
A segunda estimativa do PIB dos Estados Unidos e a ata da última reunião do Federal Reserve preenchem a agenda econômica da próxima semana no exterior.
A nova leitura do PIB não deverá trazer tantos efeitos assim nos mercados, mas ela irá detalhar a extensão da recuperação econômica do país. Na primeira leitura, a economia americana apresentou um crescimento anualizado de 33,1% no terceiro trimestre.
A ata do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto, em tradução livre) é outro destaque da agenda. Na ocasião, o Fed manteve o patamar de estímulos inalterado na faixa de 0% a 0,25%, mas apontou "riscos consideráveis à frente" enquanto a economia continua a se recuperar.
“A atividade econômica e o emprego continuaram se recuperando, mas permanecem bem abaixo dos níveis do início do ano”, afirmou o comunicado do Fed.
A autoridade monetária ressaltou que persegue os objetivos de máximo nível de emprego e a inflação média de 2%.
O comunicado do Fed novamente disse que a instituição continuará a aumentar seu balanço patrimonial de US$ 7 trilhões para "ajudar a promover condições financeiras acomodatícias".
Em outras palavras, o banco realizará compras de ativos do Tesouro dos EUA e títulos lastreados em hipotecas.
Veja o calendário do exterior na próxima semana:
Por aqui, por sua vez, o que mais importa na agenda são os dados da inflação corrente.
O maior destaque vai para o IPCA-15, a chamada prévia da inflação oficial medida pelo IPCA, referente ao mês de novembro, que atrai especial atenção em razão dos recentes números que indicaram um avanço maior do que o esperado nos preços.
Em outubro, o IPCA-15 mostrou a inflação batendo à porta: o índice registrou a maior alta para o mês desde 1995. O resultado foi uma alta de 0,94%, superando o teto do intervalo das estimativas dos analistas do mercado, que iam de 0,52% a 0,93%.
O grupo Alimentação e Bebidas avançou 2,24%, contribuindo com 0,45 ponto porcentual do total, o maior impacto de alta entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE.
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) também ganha atenção dos agentes financeiros, devendo demonstrar a extensão da recuperação do mercado de trabalho no Brasil. O saldo do emprego formal ficou positivo em 313,5 mil postos de trabalho em setembro.
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