Virgin Atlantic, do bilionário Richard Branson, deixa o Brasil sem nunca ter feito um voo
Empresa, que vinha traçando planos de expansão até recentemente, agora luta pela sobrevivência no Reino Unido, onde demitiu mais de 3 mil funcionários

A aérea britânica Virgin Atlantic, do bilionário Richard Branson, vai encerrar os contratos de trabalho da equipe brasileira nesta sexta-feira. A decisão foi informada aos colaboradores restantes na semana passada, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Procurada, a Virgin Atlantic confirmou que cancelou os planos de atuar no Brasil sem nunca ter saído do chão. Depois de um ano de planejamento, a companhia do bilionário havia recebido o aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para sua operação em fevereiro de 2020.
As companhias aéreas estão entre os segmentos mais afetados pela pandemia de coronavírus. A Virgin, que vinha traçando planos de expansão até recentemente, agora luta pela sobrevivência no Reino Unido, onde demitiu mais de 3 mil funcionários.
A empresa do bilionário não é a única aérea em dificuldades. No Brasil, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara um pacote de ajuda ao setor. A Latam pediu recuperação judicial nos EUA.
Inicialmente, o primeiro voo da Virgin entre São Paulo e Londres estava programado para acontecer na segunda quinzena de março. Com a covid-19, a Virgin havia adiado o início dos voos para outubro até resolver cancelar a operação.
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Saída
Segundo fontes, a crise transformou os planos da marca no País - que incluíam também uma empresa de pacotes turísticos - em pó. Procurada, a Virgin disse, em nota:
"Em reposta à rápida aceleração e severo impacto da covid-19, (…) tomamos a difícil divisão de reverter nosso serviço entre Londres Heathrow e São Paulo, que estava marcada para 6 de outubro."
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
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