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Empresa informa que medida reflete abordagem conservadora e que não foram observadas alterações relevantes na estrutura
A Vale (VALE3) informou nesta quarta-feira (18) que, de forma preventiva, iniciará nos próximos dias a remoção de 34 pessoas que moram perto da barragem Norte/Laranjeiras, da mina de Brucutu, no município de Barão de Cocais, Minas Gerais.
Segundo a companhia, a elevação do nível de emergência reflete uma abordagem conservadora, embora não tenham sido observadas alterações relevantes na segurança da estrutura. Ela informou ainda que a barragem não recebe rejeitos e, portanto, não faz parte do plano de produção de minério de ferro desde dezembro de 2019.
“A Vale adota essa medida em linha com o acompanhamento das condições de segurança de suas estruturas e mantém campanha de investigação geotécnica com o objetivo de definir as ações para o contínuo aprimoramento destas”, diz trecho do comunicado.
O tema da segurança das barragens é o que mais tem influência atualmente na tese de investimento da Vale, desde o rompimento da barragem de Brumadinho, também em Minas Gerais, em janeiro de 2019.
O caso ainda se encontra sem solução. O mais recente capítulo ocorreu na terça-feira (17), quando o governo de Minas Gerais, representantes do Poder Judiciário e Vale não conseguiram fechar um acordo para reparação de danos socioeconômicos causados pelo episódio.
Em agosto, o governo do Estado, Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado apresentaram um pedido total de pagamento por parte da Vale de R$ 54,6 bilhões, sendo R$ R$ 28 bilhões a título de danos morais coletivos e sociais e 26,6 bilhões a título de compensação socioeconômica à sociedade mineira.
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