Trabalhador morre soterrado após talude ceder perto da barragem da Vale em Brumadinho
Deslizamento de terra soterrou retroescavadeira em que estava o funcionário de empresa contratada da mineradora; acidente foi em área de descarte de material

Um talude — plano de terreno inclinado — caiu sobre uma retroescavadeira na área da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), na tarde da sexta-feira (18), e matou um trabalhador de empresa contratada da mineradora Vale, a Vale Verde. A informação foi divulgada pelo portal G1 e confirmada pela Vale ao Seu Dinheiro.
O local é perto da barragem de mesmo nome que se rompeu em janeiro de 2019. O corpo do trabalhador estava dentro da cabine da retroescavadeira, que foi destruída com o peso da terra e das pedras de minério.
O acidente foi em uma área de descarte de material, onde não há operações de busca por desaparecidos da tragédia que aconteceu há quase dois anos e matou 270 pessoas.
[captacao]
Em nota, a mineradora disse que "lamenta profundamente" a morte do empregado da empresa contratada na mina Córrego do Feijão e que se solidariza com seus familiares e colegas de trabalho.
"O trabalhador estava em uma escavadeira e realizava atividades de manutenção quando foi atingido por um deslizamento de terra de talude da cava paralisada", disse a empresa.
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"A Vale, juntamente com a empresa contratada, dará apoio aos familiares do empregado. As empresas estão apoiando as autoridades no atendimento ao caso e na apuração das causas do acidente. As atividades de manutenção no local serão suspensas para novos estudos e avaliações das condições de segurança".
Reação do mercado
Desde o rompimento da barragem em Brumadinho, a Vale tem feito um esforço para provar ao mercado o compromisso com uma agenda de sustentabilidade social e ambiental.
Os questionamentos a respeito da responsabilidade da empresa podem voltar e pressionar os papéis da companhia na segunda-feira, na avaliação do analista da Warren, Igor Cavaca.
As negociações na bolsa já haviam terminado nesta sexta quando começaram a surgir os primeiros relatos do acidente de hoje. "Com isso, voltam os questionamentos sobre todos os potenciais riscos que estavam, de certa forma, entendidos como sendo trabalhados", disse Cavaca.
Na sexta, as ações da Vale subiram 0,7%, fechando a semana em alta de 3,5%.
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