O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para analistas e gestores do mercado, a empresa tem um alto potencial de crescimento e valorização para os próximos anos e deve se firmar como uma consolidadora do setor
Nem sempre na vida a máxima ‘quem ri por último ri melhor’ é realmente verdadeira. Quando o assunto é a temporada de estreias na bolsa brasileira, no entanto, o melhor — ou pelo menos o maior — pode realmente ter ficado para o final.
A Rede D'Or São Luiz (RDOR3) está na última leva de empresas prestes a abrir capital na bolsa brasileira, fechando um ano agitado de estreias. A companhia, que se tornará o primeiro grupo hospitalar do país a ser listado na B3, deve protagonizar a maior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do ano, superando a do Grupo Mateus - que levantou R$ 4,63 bilhões.
A oferta na verdade pode chegar ao patamar do segundo maior IPO da história do mercado de capitais brasileiro e movimentar até R$ 12,655 bilhões, ficando atrás apenas do Santander Brasil — que levantou R$ 13,2 bilhões em 2009.
Em comum com o Grupo Mateus não está somente a briga pelo ‘topo’ do ranking. Assim como a rede varejista, a história da Rede D'Or também se confunde com a de seu fundador, o médico Jorge Moll, e que pode ser o mais novo bilionário brasileiro após a conclusão da oferta.
O período de reserva, iniciado no dia 24 de novembro, termina nesta sexta-feira (04). O encerramento do bookbuilding e a precificação acontece no dia 08 (terça-feira). Os papéis começam a ser negociados na B3, no segmento do Novo Mercado, no próximo dia 10.
Com uma estrutura sólida, a companhia ‘novata’ chega com pinta de gente grande na bolsa. A empresa, que ainda hoje é controlada pela família Moll, pode chegar ao mercado valendo mais de R$ 100 bilhões.
Leia Também
Tudo começou em 1977, com a fundação do CardioLab, no Rio de Janeiro. Pouca gente poderia prever que em alguns anos a empresa fundada pelo Dr. Jorge Moll Filho - médico, empresário e atual presidente do conselho de administração - viria a se tornar a maior rede integrada de hospitais privados do Brasil.
O processo de expansão da companhia se intensificou na década de 90, tanto de forma orgânica como por meio de aquisições estratégicas. Desde a fundação até agora, foram mais de 40 aquisições.
A Rede D'Or hoje atende 188 cidades - nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Paraná e no Distrito Federal - com uma estrutura composta por 51 hospitais próprios, 39 clínicas especializadas em oncologia, 11 laboratórios de análise, 54 unidades de diálise e mais um hospital sob administração.
Expansão, aliás, é o grande motor por trás da vontade da Rede D'Or de ir para a bolsa. A companhia pretende destinar 50% dos recursos que irão para o caixa para a construção de novos hospitais ou ampliar as unidades já existentes e o restante deve ser aplicado na aquisição de novos ativos, que podem incluir hospitais, clínicas oncológicas e operadoras de saúde).
Nem mesmo a antecipação pela oferta freou o ímpeto da Rede D'Or, nos últimos dias, a empresa anunciou a aquisição de mais uma rede de hospitais e falou em aumentar a sua participação na Qualicorp.
Confira os principais dados e números da oferta:
Em ofertas super badaladas como é o caso da Rede D’Or, o burburinho se vale a pena ou não investir é ainda maior. Nos últimos dias, procurei gestores e analistas do mercado para saber como os especialistas enxergam a oferta mais aguardada do ano.
A empresa é vista com muitos bons olhos e a conclusão dos especialistas é de que as ações estão caras, mas vale a pena.
O ideal seria comprar os papéis até o meio da faixa indicativa (R$ 56,63), mas para alguns gestores o potencial de crescimento do setor de saúde e a boa gestão justificam entrar no IPO inclusive no topo da faixa indicativa (R$ 64,35).
A capacidade de fazer aquisições em série e torná-las rapidamente rentáveis é apontada como uma das grandes características da gestão da Rede D'Or.
“Eles são uma máquina de comprar hospitais, integrar na operação e fazer o resultado dobrar”, disse um gestor que ainda avalia se vai entrar no IPO.
Com base nos planos atuais da gestão, os especialistas projetam uma valorização de pelo menos 30% no primeiro ano, mas ressaltam que esse é um investimento de período de maturação mais longo, de três a cinco anos.
A Rede D'Or, por, entre outras coisas, ser uma operadora de serviços médicos, foi uma companhia muito impactada pela pandemia. Para os gestores que conversei, a forma como a gestão lidou com a situação mostram o DNA de ‘grande empresa’.
Nos últimos quatro a cinco anos a empresa tem acelerado o seu crescimento, apostando na verticalização (rede própria completa de atendimentos, que vão desde os centros de diagnóstico até os hospitais), assim como Hapvida e o Grupo Notre Dame, duas outras empresas do setor de saúde que têm mostrado grande crescimento nos últimos anos.
Mesmo em um mercado altamente fragmentado, como é o caso do setor de saúde, a Rede D’Or conseguiu crescer o seu marketshare e se consolida como uma importante peça de consolidação.
Nas contas de um gestor, a rede conta hoje com uma participação de menos de 10%, o que abre espaço para a companhia seguir no processo de aquisições pelos próximos anos sem maiores preocupações com os órgãos reguladores.
Embora no curto prazo os múltiplos pareçam altos hoje, isso deve se amenizar com o passar do tempo caso a empresa entregue o prometido. A expectativa inclusa no preço atual é de um crescimento dos lucros compostos e de receita de pelo menos 25% nos próximos cinco anos.
Além da oportunidade no setor, as próprias características da economia e da população brasileira favorecem a Rede D’Or. Nos últimos anos diversas outras companhias fizeram a sua estreia de sucesso e outras são esperadas para os próximos anos.
Isso porque hoje a saúde privada aparece como um dos itens de maior desejo para aqueles que ainda não contam com o serviço. Além disso, a população está envelhecendo, o que demanda uma gama maior de serviços que envolvem desde a prevenção até o fim do tratamento.
Uma das gestoras que mencionou esse potencial quase ‘ilimitado’ a ser explorado lembra que embora o grupo São Luiz tenha um foco mais voltado para classes mais altas, se comparado com players como GNDI e Hapvida, o seu processo de verticalização e a eficiência podem fazer com que o tíquete médio se reduza ao longo do tempo, abrindo uma janela de oportunidade ainda maior para a companhia.
Além da capacidade de cumprir os planos com sucesso, outro ponto foi levantado pelos especialistas. Luciano França, da Avantgarde Asset Management, foi um dos que destacou a competência da gestão atual, mas sinalizou que existem alguns problemas de governança que devem ser endereçados após a conclusão da oferta.
Uma dessas questões é a remuneração da diretoria e do conselho de administração, que hoje custa cerca de R$ 500 milhões para a companhia, valor muito fora do mercado para 20 membros. O gestor destaca que isso é 10% do custo de folha da empresa como um todo. "Cabe no balanço, mas não é o ideal. Talvez precise ter algum tipo de reforma nesse sentido", completa.
Outro analista com quem conversei também se incomoda com esse fator, mas ressalta que como é uma 'empresa de dono', com controlador, uma família que conseguiu concluir com eficiência os planos de expansão, o problema acaba se tornando algo secundário.
Atualmente a família Moll detém uma participação de 40,82%, o Fundo GIC tem 25,93%, o Fundo Delta tem 16,55% e outros acionistas totalizam 16,7% do total.
Outro problema relacionado à empresa é a própria dinâmica do setor de saúde, segundo um experiente gestor de fundos. Isso porque a Rede D'Or possui uma posição dominante e, com isso, consegue expandir suas receitas pressionando os custos médicos e, com isso, o preço dos planos de saúde. “A empresa é muito boa, mas hoje faz parte do problema do nosso sistema de saúde”, criticou.
O BTG Pactual realizou apenas uma troca na sua carteira de ações para o mês de fevereiro. O banco retirou a Vale (VALE3), que deu lugar para Axia Energia (AXIA6). Além disso, os analistas também aumentaram sua posição em Caixa Seguridade (CXSE3), de 5% para 10%, e reduziram em B3 (B3SA3), de 10% para 5%. A carteira tem como objetivo […]
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice