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Analistas avaliam que decisão de órgão regulador do Paraná aumenta consideravelmente o risco regulatório associado ao papel
As units da Sanepar (SAPR11), companhia de saneamento do Paraná, registraram forte queda nesta quarta-feira (30), um dia após anunciar que a agência reguladora do Estado decidiu pela aplicação de um reajuste tarifário menor que o esperado.
Após ajustes, os papéis da empresa encerraram o dia com queda de 6,41%, a R$ 26,00. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
A Sanepar divulgou ontem que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) redefiniu seu reajuste anual da tarifa de água e esgoto, que estava suspenso desde setembro, em 5,11%. O aumento passará a valer a partir de 5 de fevereiro.
O problema é que ele ficou abaixo do que a própria Agepar tinha definido em agosto, uma alta de 9,62%. Este reajuste estava previsto para começar em outubro, mas o governo do Paraná suspendeu sua aplicação em setembro.
Para reduzir o reajuste da tarifa, a Agepar excluiu provisoriamente a parcela do diferimento referente à revisão tarifária periódica de 2017, que era de 3,4439%. Essa porcentagem corresponde à quarta parcela da recomposição do congelamento tarifário ocorrido entre 2005 e 2010.
A autarquia também substituiu o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para realizar os reajustes.
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Analistas que acompanham a Sanepar afirmam que as medidas representam mais uma interferência indevida do Estado nos reajustes tarifários.
O Bradesco BBI rebaixou a recomendação para as units da companhia de saneamento paranaense de compra para neutro, alegando que o risco regulatório associado ao papel ficou elevado.
"Em nossa visão, o regulador parece preocupado em evitar uma tarifa ‘alta’, o que nunca é um bom sinal ou política para investidores", diz trecho do relatório assinado pelos analistas Francisco Navarrete, Bruno Reis e Jonny Oda.
* Com informações da Estadão Conteúdo
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