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DESTAQUE DO DIA

Apesar do prejuízo, Suzano tem balanço bem avaliado por analistas

Analistas destacam que Ebitda superou estimativas e elogiam fluxo de caixa livre e desalavancagem

Homem usando equipamentos de proteção individual com a mão direita numa bobina de papel; imagem simboliza as empresas do setor, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)
Homem usando equipamentos de proteção individual com a mão direita numa bobina de papel; imagem simboliza as empresas do setor, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) - Imagem: Shutterstock

Em uma sexta-feira de queda de mais de 2% do Ibovespa, as ações da Suzano (SUZB3) fecharam em baixa de 0,24%, a R$ 50,05, um dia após a empresa divulgar os resultados do terceiro trimestre - considerados muito positivo pelos analistas.

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A Suzano teve um bom desempenho operacional no terceiro trimestre, com crescimento de 13,2% da receita líquida em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 7,4 bilhões, e de 58% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), para R$ 3,8 bilhões.

Apesar disso, a empresa apresentou prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão, com o dólar prejudicando a parcela da dívida em moeda estrangeira e a linha financeira do balanço.

Os analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, do Credit Suisse, afirmaram que a Suzano apresentou “mais um conjunto impressionante de resultados”, mesmo em um período geralmente fraco para a companhia. O Ebitda superou suas projeções em 21% porque o preço da celulose no período também ficou acima do que estimavam, em 8%.

Eles destacaram ainda que o volume de papel vendido foi 24% superior ao esperado. E junto com a valorização do dólar e a redução de 11% do custo por tonelada, além do preço da celulose, resultou em um Ebitda maior em base anual.

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“Por último, a Suzano foi capaz de preservar os atuais níveis dos estoques, agora abaixo dos patamares normalizados, o que acreditamos ser positivo porque deve ajudar a companhia a alcançar taxas operacionais maiores no futuro e, assim, gerar maior diluição dos custos fixos”, diz trecho do relatório.

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O banco manteve a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 65,00.

Fluxo de caixa e dívida

O analista George Staphos, do Bank of America (Bofa), também elogiou o desempenho da Suzano no terceiro trimestre, afirmando que o Ebitda superou suas projeções em 12%, também citando a valorização da celulose no mercado internacional.

Ele destacou ainda o fluxo de caixa livre ajustado de R$ 2,3 bilhões. Apesar de ter crescido apenas 5% em base anual, ajudou a reduzir a alavancagem financeira da companhia de 5,6 vezes no segundo trimestre para 5,1 vezes no terceiro trimestre. Em dólar, ela recuou de 4,7 vezes para 4,4 vezes.

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Por conta do bom desempenho operacional, e das consequências das positivas sobre a parte financeira, o analista do BofA informou que vai revisar sua tese de investimento para a Suzano, esperando apenas a teleconferência da companhia.

“Nos permanecemos [com recomendação] em compra devido ao atrativo potencial de alta de nosso preço-alvo, a boa geração de fluxo de caixa e nossa visão de que a Suzano deve passar por reajustes em uma série de dimensões, incluindo a desalavancagem”, diz trecho do relatório. “A geração de caixa e a desalavancagem no terceiro trimestre, atingidos enquanto os preços da celulose permanecem baixos, suportam nossa tese.”

O preço-alvo do BofA para as ações da Suzano é de R$ 61,00.

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