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Estatal saudita lucrou apenas US$ 6,6 bilhões no segundo trimestre, em razão de crise desencadeada pela pandemia de coronavírus
A estatal Saudi Aramco anunciou neste domingo, 9, que seu lucro líquido desabou 73,3% no segundo trimestre deste ano, para US$ 6,6 bilhões, ante o mesmo período do ano passado, quando foi de US$ 24,7 bilhões. A queda está relacionada com a redução da demanda e dos preços do petróleo por conta da pandemia do novo coronavírus.
Na primeira metade de 2020, o lucro líquido da Saudi Aramco caiu pela metade e alcançou US$ 23,2 bilhões frente ao mesmo período do ano passado.
"Nossos resultados do segundo trimestre foram impactados por fortes ventos contrários vindos da redução da demanda e preços mais baixos do petróleo", explicou o presidente da empresa saudita, Amin H. Nasser, em comunicado.
"Ainda assim, entregamos ganhos sólidos devido aos nossos baixos custos de produção, escala única, força de trabalho ágil e solidez financeira e operacional incomparável", acrescentou.
Apesar do impacto na economia global e dos desafios no setor de energia, a Aramco anunciou uma distribuição de dividendos da ordem de US$ 18,75 bilhões referentes ao segundo trimestre, em comparação com os US$ 13,4 bilhões para o mesmo período de 2019.
A companhia destaca que segue em curso seu programa de otimização e eficiência. No segundo trimestre, as despesas de capital somaram US$ 6,2 bilhões. Já na primeira metade do ano, alcançaram US$ 13,6 bilhões no primeiro semestre de 2020.
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Para este ano, a Saudi Aramco espera que suas despesas de capital fiquem no piso da faixa de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões.
O CEO da Saudi Aramco afirmou que a companhia segue debruçada em sua estratégia de crescimento e diversificação no longo prazo. Nesse sentido, cita a conclusão da aquisição histórica de 70% de participação na petroquímica Saudi Basic Industries Co. (Sabic), por US$ 69 bilhões.
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