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efeitos da pandemia

Pessimismo cresce e só 24% das empresas esperam investir mais, diz pesquisa

A pesquisa da Boa Vista consultou 600 empresas de todo o Brasil dos setores de comércio (atacadista e varejista), serviços (instituições financeiras e construção civil) e indústria

Imagem: Shutterstock

Os dados da Pesquisa Perspectiva Empresarial, realizada pela Boa Vista no 2º trimestre de 2020, revelam o pessimismo da maior parte dos empresários entrevistados diante da crise do novo coronavírus. Apenas 24% das empresas esperam aumentar seus investimentos neste ano, menos de um terço das respostas coletadas pela instituição no 1º trimestre, quando 75% acreditavam em maiores investimentos para 2020. No 2º trimestre do ano passado, o volume de empresários que tinham intenção de empregar mais recursos era de 56%.

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A pesquisa da Boa Vista consultou 600 empresas de todo o Brasil dos setores de comércio (atacadista e varejista), serviços (instituições financeiras e construção civil) e indústria. O grau de confiança é de 90% e a margem de erro de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Entre os empresários que ainda esperam investir mais, 21% afirmam que concentrarão mais recursos em pessoas. Já em relação a produtos, são 32% os que esperam empregar mais dinheiro. Por fim, 34% acreditam que vão investir mais em tecnologia até o fim de 2020.

A perspectiva de faturamento para este ano acompanha a de investimentos, e apenas 25% dos entrevistados esperam alta nas receitas. No trimestre anterior, este número era de 83%.

Quanto à inadimplência, 15% dos empresários esperam diminuição para este ano, enquanto 52% afirmam que a crise os fará descumprir mais obrigações financeiras em 2020. Os 33% restantes esperam estabilização da inadimplência.

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Houve praticamente uma inversão nas perspectivas em comparação com os dados do primeiro trimestre: naquele período, apenas 10% das empresas projetavam aumento da inadimplência, enquanto 50% diziam que ela iria diminuir ao fim deste ano.

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A pesquisa da Boa Vista ainda mediu o nível de endividamento esperado pelas companhias. 44% acreditam em aumento, 33% em estabilização e 23% em diminuição para 2020. No trimestre anterior, esses números eram de, respectivamente, 12%, 30% e 58%.

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