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Empresa decide proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial nesta terça-feira (8)
A Oi confirmou a condição de “stalking horse” para a proposta de TIM, Vivo e Claro pela rede móvel da companhia. O status garante ao trio o direito de cobrir eventuais propostas no leilão dos ativos da tele, em outubro.
TIM, Vivo e Claro pagarão, caso vençam o leilão, R$ 16,5 bilhões pela UPI Ativos Móveis. Desse valor, R$ 756 milhões referem-se a serviços de transição a serem prestados por até 12 meses pela Oi ao trio.
Já R$ 819 milhões referem-se ao compromisso de celebração de contratos de longo prazo de prestação de serviços de capacidade de transmissão junto à Oi, na modalidade take or pay.
De acordo com a Oi, as três empresas serão qualificadas para participarem do processo competitivo de alienação da UPI Ativos Móveis, o que deverá ser refletido na proposta do Aditamento ao plano de recuperação, a ser deliberada na Assembleia Geral de Credores convocada para esta terça-feira (8).
A proposta de reformulação do plano foi anunciada em junho e prevê a venda de redes móveis, torres, data centers e parte da rede de fibra óptica, levantando mais de R$ 22 bilhões para pagar dívidas e viabilizar investimentos.
Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, a Oi terá na assembleia de hoje manifestações favoráveis da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e dos detentores de títulos de dívidas (bondholders) para seguir em frente com a mudança. Esse segundo grupo concentra mais da metade dos votos na assembleia, suficientes para aprovar a proposta.
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A tele, no entanto, enfrenta resistência dos grandes bancos, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Até os últimos dias, parte deles ainda recorria à Justiça para impedir a assembleia.
Os bancos reclamam que a nova proposta da Oi amplia os descontos no pagamento das dívidas em relação ao plano original e gera um conflito de interesses ao permitir o voto dos bondholders, que tiveram dívidas convertidas em ações.
Atualmente, os maiores acionistas da Oi são os donos de títulos Brookfield Asset Management (5,92%), Bratel (5,4%) e Solus (3,47%), enquanto o restante dos papéis da operadora está espalhado no mercado. Para os acionistas, a aprovação das mudanças no plano deve gerar valorização das ações.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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