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Ao final do primeiro trimestre, a parcela da dívida exposta em moeda estrangeira representava 63,6% do total; empresa tem R$ 6,3 bilhões em caixa
Em recuperação judicial, a Oi registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 6,254 bilhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o lucro de R$ 679 milhões do mesmo período de 2019. Em parte, o resultado reflete o aumento de despesas por conta da alta do dólar.
A linha de passivos onerosos (contratos de transmissão de dados por cabos submarinos e satélites), por exemplo, totalizou R$ 1,7 bilhões. No total, o resultado cambial líquido chegou a R$ 2,7 bilhões negativo.
A dívida bruta consolidada da Oi registrou um saldo de R$ 24,4 bilhões, representando uma elevação de 49,3% na comparação anual. A elevação também é decorrente da desvalorização do real.
Ao final do primeiro trimestre, a parcela da dívida exposta em moeda estrangeira representava 63,6% da dívida a valor justo. Já o prazo médio consolidado da dívida encontrava-se em aproximadamente 10 anos no trimestre.
"Soma-se a isso os efeitos usuais de accrual de juros e da amortização do ajuste a valor presente (AVP), que contribuem para o crescimento da dívida a cada período", diz a empresa.
Na conta também entraria a emissão de uma debênture privada de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, conforme previsto no plano de Recuperação Judicial.
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A companhia encerrou o trimestre com caixa consolidado de R$ 6,3 bilhões, um aumento de 0,7% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Com isso, sua dívida líquida totalizou R$ 18,1 bilhões no trimestre.
O aumento no caixa ocorreu, principalmente, em razão do recebimento das primeiras parcelas da venda da PT Ventures no valor total de US$ 1 bilhão, dos quais US$ 841 milhões já haviam sido recebidos até o final do trimestre.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina somou R$ 1,533 bilhão, recuo de 5,8% na mesma base de comparação. A receita líquida consolidada da Oi totalizou R$ 4,749 bilhões, em uma queda de 7,4%.
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