Sem Petrobras e Vale, lucro das empresas deve crescer 14% em 2021
Análise foi feita pelo BTG e compara as perspectivas sobre os resultados de 2019; expectativa melhorou em relação ao relatório anterior

O lucro combinado das empresas de capital aberto deve aumentar em 14% no próximo ano sobre 2019, segundo estimativas do BTG Pactual. A análise desconsidera Vale e Petrobras e diz respeito ao universo de cobertura do banco.
A projeção representa um avanço de 24% sobre a estimativa anterior da casa, de três meses atrás. O BTG diz que refez as contas por causa da perspectiva sobre as exportadoras de commodities e a depreciação do real.
A alta do dólar durante a crise tem influenciado nos preços de produtos como café, soja, milho e boi - nesta quinta-feira (24), aliás, a moeda subia 0,53%, a R$ 5,6167. Veja a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
[captacao]
O BTG chama a atenção para os ganhos de siderurgia e mineração em 2021. "São os únicos setores sobre os quais a gente espera um aumento de lucro em relação as estimativas de antes da pandemia", dizem os analistas.
As empresas exportadoras também têm os resultados influenciados, nos últimos meses, pela grande quantidade de estímulos monetários dos bancos centrais e pacotes fiscais dos governos em todo o mundo.
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O BTG ainda diz que as empresas do mercado doméstico tiveram as estimativas mantidas sobre o ano de 2020, com uma leve alteração de alta de 2% sobre o próximo ano.
A perspectiva sobre o cenário doméstico é impactada pela baixa no setor bancário - os bancos têm realizado grandes provisões para lidar com um futuros calotes. Enquanto que varejo, infraestrutura e concessões devem ter um bom momento, ainda conforme análise do banco.
Impacto da pandemia
A análise do BTG escolhe comparar as perspectivas para 2021 com o ano de 2019 porque uma relação com este ano criara uma distorção nos dados, por causa dos impactos da pandemia.
Segundo estudo feito para o Estadão pela Economatica, uma empresa de dados de mercado, as companhias não financeiras de capital aberto tiveram redução de 81,9% no lucro líquido no primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado.
Os ganhos caíram de R$ 49,2 bilhões para R$ 8,9 bilhões. O levantamento incluiu 218 empresas não financeiras, mas excluiu, além de Petrobrás e Vale, a Braskem, Suzano, Oi e Azul.
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