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IPO deve permitir a venda de ações da BNDESPar, que entrou no capital da empresa controlada pela gestora Pátria Investimentos em 2015, ao lado do IFC, do Banco Mundial
A Hidrovias do Brasil vai engrossar a fila das empresas com planos de fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3. A companhia pretende fazer uma oferta secundária, com a venda de ações dos atuais acionistas.
A operação deve permitir a venda de ações da BNDESPar, que entrou no capital da empresa em 2015, ao lado do IFC, do Banco Mundial. A Hidrovias do Brasil foi criada pela gestora Pátria Investimentos em 2010.
A companhia realiza atividades de logística e infraestrutura hidroviária, rodoviária e multimodal, no Brasil e no exterior, incluindo o transporte e armazenamento de mercadorias, a construção e a exploração de portos, terminais de carga, estaleiros, oficinas e entrepostos.
Nos nove primeiros meses de 2019, a companhia registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 398,5 milhões, alta de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro líquido contábil registrou uma redução de 43% na comparação com os meses de janeiro a setembro de 2018, para R$ 71,3 milhões.
O dado que me chamou a atenção no balanço da companhia foi o endividamento elevado. Em setembro, a Hidrovias do Brasil contava com uma dívida líquida de R$ 2,1 bilhões. A relação entre o endividamento e o Ebitda estava em 4,7 vezes.
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A empresa convocou uma assembleia de acionistas no dia 28 de fevereiro para aprovar o IPO. A Hidrovias pretende listar os papéis no Novo Mercado, segmento de empresas com práticas mais rigorosas de governança corporativa.
Neste ano já tivemos duas novatas na B3: a incorporadora Mitre e a empresa de internet e comércio eletrônico Locaweb. Ambas dispararam na estreia na bolsa.
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