Fitch revisa perspectiva do setor bancário do Brasil de estável para negativa
Segundo a Fitch, o choque macroeconômico global por causa da doença impõe "desafios de execução para todos os setores no Brasil"

A Fitch afirma em comunicado que revisou a perspectiva do setor bancário do Brasil de estável para negativa "devido à piora da pandemia global de coronavírus".
Segundo a agência, o choque macroeconômico global por causa da doença impõe "desafios de execução para todos os setores no Brasil", em um quadro mais complexo e desafiador para as empresas, o setor de varejo e as pessoas físicas. "Este cenário naturalmente muda a dinâmica de crédito para bancos e para todas as instituições financeiras não bancárias no país e deve impactar seus perfis financeiros", aponta.
Após a aprovação da reforma previdenciária, o nível de confiança estava aumentando, embora de modo lento, na opinião da Fitch. Aproveitando a ampla liquidez e os juros em recordes de baixa, grandes empresas estavam levantando dívida por meio dos mercados de capital - "portanto reduzindo sua alavancagem com os bancos", comenta.
Os juros baixos também ajudaram as empresas menores, diz ela.
Mas o novo ambiente de negócios após a pandemia é "desafiador", já que a situação de liquidez no curto prazo da maioria das companhias do País será afetada, alerta a Fitch.
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Isso gera dúvidas sobre o futuro da geração de fluxo de caixa e, consequentemente, da evolução do emprego no país, "considerando as dificuldades para prever o tempo para a recuperação da economia".
Com isso, a Fitch revisou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para crescimento de 1,7% (de avanço de 2,2% previsto em dezembro), dizendo que a estimativa pode ser revisada mais vezes, a depender do ritmo da piora econômica.
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Em um quadro de incertezas, os bancos podem ser mais conservadores ao precificar seu empréstimos, o que pode também limitar a liquidez do sistema, aponta a agência em sua nota.
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